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Ano XII - Nº 176
Dezembro 2004

Um ano de lutas e conquistas


Marlúcia Paixão*

Chegamos ao fim de 2004 com a sensação de dever cumprido mas com a certeza de que há muito ainda por fazer.
Começamos o ano com a profissionalização da área de comunicação e os frutos foram a padronização deste informativo com circulação quinzenal e a confecção da home-page do Sindicato, no endereço www.seebilheus.com.br.
Mas a grande bandeira foi a Campanha Salarial, que mobilizou toda a categoria na maior greve de todos os tempos, com 29 dias da paralisação que dominou o noticiário e provocou desgaste dos banqueiros na mídia. Aqui em Ilhéus os bancários enfrentaram chuva, sol, polícia e gerentes mal-intencionados mas foram firmes na busca de melhorias para toda categoria.
Os bancários entenderam que somente com a união a mobilização pode ser vitoriosa, e pretendemos alcançar novas conquistas no processo de formulação da Reforma Sindical, para que o sindicato não seja fragilizado. Sonho que se sonha só é só um sonho, mas a união de todos em torno do sindicato tem o poder de transformar sonhos em realidade.
Desejo a todos os bancários muita paz e felicidade nas festas de fim de ano e que em 2005 possamos caminhar de mãos dadas em direção à consolidação da Campanha Salarial Unificada, que foi comprovada como instrumento de união da categoria para que todos possam receber os mesmos ganhos salariais; e para o grande sonho da categoria: o Contrato Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro.
*Marlúcia Paixão é presidente do Sindicato dos Bancários de Ilhéus.

Itaú promove reajustes abusivos no plano de saúde

(São Paulo) O Itaú aprontou mais uma com seus funcionários recentemente: na reunião do comitê de acompanhamento do plano de saúde, convocada pelo banco e que, na expectativa dos funcionários deveria discutir os inúmeros problemas, serviu apenas para o banco comunicar à CNB e sindicatos um aumento abusivo no plano.
“O número de problemas com o plano de saúde se acumula a cada dia e esperávamos começar a discutir as soluções para esses problemas, ao invés disto, o banco apenas informa o aumento, sem qualquer discussão prévia com os funcionários”, denuncia o secretário-geral da CNB/CUT, Carlos Cordeiro.
Ele destaca ainda que os reajustes aplicados, principalmente para aqueles que fazem opção pelo plano executivo é absurdo. Para o plano básico também foram aplicados reajustes além do previsto. E o pior, o banco quer cobrar a diferença retroativa a setembro.
As reuniões do comitê de acompanhamento que deveriam ocorrer com certa freqüência, só acontecem quando os bancários pressionam e a última só serviu para a comunicação do reajuste do plano. O comitê de acompanhamento é uma importante conquista dos trabalhadores que lhes dá a oportunidade de verificar todo o funcionamento do plano e que parece que o banco quer esvaziar.
Além disso, os problemas detectados no plano de saúde são cada vez maiores. Entre eles está o descredencimento de médicos, desinformação das prestadoras, burocracia para retardar tratamento e muitas reclamações do plano odontológico.
Meire Bicudo – CNB/CUT

 
Bradesco só quer lucro

O Bradesco, maior banco privado do país, é também um dos que mais demite e desrespeita o direito dos trabalhadores.
Nem o lucro de R$ 2.002 bilhões, acumulado de janeiro a setembro, faz a empresa mudar a política gananciosa de demitir em massa.
Desde o início do ano, cerca de 2.500 funcionários foram dispensados em todo o país. Para justificar os cortes, o banco alega que os empregados não se enquadram no perfil da instituição, que, aliás, se tornou a principal desculpa dos banqueiros para promover dispensas.
Além das demissões, o Bradesco cobra melhor qualificação sem investir no corpo funcional. O banco tem negado o pedido de auxílio-educação para os trabalhadores que tem interesse em cursar uma faculdade.

 
Campanha nacional em defesa do emprego está a todo vapor
Em Brasília, na Câmara dos Deputados, na última terça-feira (15), o deputado federal Daniel Almeida (PC do B-BA) anunciou a retomada da campanha nacional dos bancários contra as demissões.
“A estimativa é de que existam hoje no país algo em torno de 380 mil bancários, dos quais 70% em bancos privados. A redução do número de empregados vem ocorrendo sistematicamente, ano após ano. Há dez anos o contingente total de profissionais no setor alcançava 800 mil trabalhadores, portanto, uma diminuição de mais de 400 mil vagas”, denunciou o parlamentar.
O deputado completou seu discurso dizendo que “a responsabilidade social com a qual as instituições bancárias declaram ter compromisso não passa de um discurso vazio”.
De acordo com dados preliminares da Confederação Nacional dos Bancários (CNB/CUT), mais de dez mil funcionários foram demitidos em 2004.
A Federação dos Bancários da Bahia está realizando, junto aos sindicatos, um levanta-mento a nível estadual para se ter uma idéia da quantidade de demitidos no Estado em 2004 e iniciar a campanha contra demissões.
A mobilização da categoria continua em torno de melhores condições de trabalho.
 
Bradesco terá de reintegrar um funcionário portador do vírus HIV
O Bradesco terá de reintegrar um funcionário portador do vírus HIV. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) recusou o recurso impetrado pelo banco, que alegava não haver fundamento legal para assegurar a estabilidade provisória ao empregado soropositivo. Com isso, fica confirmada a sentença do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo de readmissão imediata do bancário. A juíza Maria Doralice Novaes afirmou que a decisão regional baseou-se em premissas básicas, como o respeito à dignidade humana e a igualdade, depois de constatar a ocorrência de clara prática discriminatória por parte da instituição financeira. De acordo com o TRT-SP, o empregado ficou doente durante a vigência do contrato de trabalho, iniciou o tratamento específico e logo depois foi despedido.
 
MENSAGEM ESPECIAL - NUNCA DESISTA

Conta uma antiga lenda que na Idade Media um homem muito religioso foi injustamente acusado de ter assassinado uma mulher. Na verdade, o autor era pessoa influente do reino e por isso, desde o primeiro momento se procurou um "bode expiatório" para acobertar o verdadeiro assassino.
O homem foi levado a julgamento, já temendo o resultado: a forca. Ele sabia que tudo iria ser feito para condena-lo e que teria poucas chances de sair vivo desta história. O juiz, que também estava combinado para levar o pobre homem a morte, simulou um julgamento justo, fazendo uma proposta ao acusado que provasse sua inocência. Disse o juiz: sou de uma profunda religiosidade e por isso vou deixar sua sorte nas mãos do Senhor: vou escrever num pedaço de papel a palavra INOCENTE e no outro pedaço a palavra CULPADO. Você sorteará um dos papéis e aquele que sair será o veredicto. O Senhor decidirá seu destino, determinou o juiz.
Sem que o acusado percebesse, o juiz preparou os dois papéis, mas em ambos escreveu CULPADO de maneira que, naquele instante, não existia nenhuma chance do acusado se livrar da forca. Não havia saída.
Não havia alternativas para o pobre homem. O juiz colocou os dois papéis em uma mesa e mandou o acusado escolher um. O homem pensou alguns segundos e pressentindo a "vibração" aproximou-se confiante da mesa, pegou um dos papéis e rapidamente colocou na boca e engoliu. Os presentes ao julgamento reagiram surpresos e indignados com a atitude do homem.
"Mas o que você fez?" E agora? Como vamos saber qual seu veredicto?"
"É muito fácil", respondeu o homem. "Basta olhar o outro pedaço que sobrou e saberemos que acabei engolindo o contrário." Imediatamente o homem foi liberado.
MORAL DA HISTORIA:
Por mais difícil que seja uma situação, não deixe de acreditar ate o último momento. Saiba que para qualquer problema há sempre uma saída. Não desista, não entregue os pontos, não se deixe derrotar. Persista, vá em frente apesar de tudo e de todos, creia que pode conseguir.
(autor desconhecido)

 
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