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Dois mil e cinco será conhecido como o ano em que a integração das tecnologias da informação transformou a cara da automação bancária no Brasil. Mais que uma tendência, essa passarela chamada mercado irá assistir a um verdadeiro desfile de soluções multicanais envolvendo tecnologia ótica, biometria e softwares inteligentes, que reconhecem e validam automaticamente tanto os depósitos quanto as assinaturas.
Os maiores fornecedores dos sistemas que abastecem o segmento financeiro, como as brasileiras Itautec e Perto S.A., as americanas Diebold Procomp, IBM e Unisys, e a sueca Sodeco, vão decretar, entre outros serviços, o fim dos envelopes nas transações nos caixas eletrônicos do País. Essas poderosas máquinas, conhecidas tecnicamente por ATM (Automatic Teller Machines), são modelos menores, mais versáteis e com mais recursos em hardware e software.
Essas inovações chegam no momento em que o número de ATMs no Brasil apresentou um crescimento de cerca de 70% nos últimos três anos. Segundo o presidente da Diebold Procomp, João Abud Júnior, a automação bancária cresceu muito na última década. "Há cinco anos registrávamos 4.300 hab/ATM, hoje a proporção é inferior aos 2.600 hab/caixa eletrônico. No entanto, países como Estados Unidos e Espanha apresentam um caixa para cada 1.000 habitantes".
A empresa também apresenta ao mercado um modelo de ATM que permite a utilização por pessoas portadoras de deficiência visual. "O equipamento pode substituir as informações de vídeo por informações sonoras com a ajuda de um fone de ouvido", diz.
Outra novidade é uma unidade modular que identifica notas falsas e disponibiliza as que estão em bom estado imediatamente como recursos para saque, otimizando o processo de abastecimento. A solução desenvolvida pela sueca Banquit Brasil faz a contagem e a separação de notas e controla o que foi recebido - cédulas excedentes, falsas ou de má qualidade são retiradas de circulação e armazenadas em seal packs (pacotes selados resistentes). Estudos apontam que, em média, 20% dos custos operacionais anuais das instituições financeiras são referentes à manipulação de notas.
"Em shopping centers, por exemplo, os lojistas poderiam fazer depósitos em dinheiro e ter o crédito refletido imediatamente em sua conta corrente independentemente da instituição financeira, sendo esses recursos automaticamente disponibilizados para saques", comenta o responsável pelas operações da empresa, Carlos Hiroshi Miazima.
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