A assembléia dos membros do Conselho de Representantes junto à Federação, realizada na última sexta-feira, na sede da entidade, reafirmou o calendário de mobilização da categoria para a Campanha Salarial 2004. Pela manhã, aconteceu um debate sobre Reforma Sindical, com a participação de Everaldo Augusto, presidente da CUT/BA, e Maria das Dores Bruni, secretária de Formação da CUT/BA. Maria das Dores expôs didaticamente o relatório final do Fórum Nacional do Trabalho (FNT) sobre a reforma. Já Everaldo Augusto fez uma avaliação crítica, admitindo que a reforma sindical é necessária para a modernização da estrutura dos sindicatos diante das mudanças econômicas ocorridas, mas salientou que qualquer discussão tem que possuir como pano de fundo o crescimento econômico, pois os trabalhadores são sempre prejudicados em situação de crise.
Para Everaldo, a proposta do FNT estimula a disputa pela representação sindical, não contempla a organização dos trabalhadores rurais e impõe aos sindicatos a opção do pluralismo ou unicidade sindical, já aos patrões não. Na verdade, dificulta a opção pela unicidade. “Tudo é facilitado para estabelecer o pluralismo”, afirma Everaldo, que defende a unicidade como a melhor forma de organização dos sindicatos.
Um ponto importante e benéfico da proposta é o reconhecimento das centrais, o que fortalece a estrutura sindical. Após os debates, iniciou-se a discussão sobre a programação das atividades da Federação para o segundo semestre de 2004, confirmando a Conferência Interestadual dos Bancários da Bahia e Sergipe para o dia 29 de maio. No período da tarde, houve a aprovação das contas da Federação do ano 2003, recomendadas pelo Conselho Fiscal, e da previsão orçamentária para o ano 2004.
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