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Ano XII - Nº 174
1ª quinz. novembro 2004

BB recua na intransigência


Os bancários se mobilizaram na campanha salarial por melhores condições de trabalho também.

O Banco do Brasil encaminhou na última quinta-feira, dia 11, para a Executiva Nacional dos Bancários uma proposta de acordo coletivo de trabalho de 2004/2005. O banco havia tentado rebaixar a proposta, mas voltou atrás.
Os representantes dos funcionários do BB analisaram a proposta e concluíram que ainda faltam acertar alguns pontos para que não se percam benefícios originais negociados com o banco durante a Campanha Salarial e apresentados antes do julgamento do dissídio no TST.
Apesar de o BB ter mantido o compromisso de negociar os parâmetros da Parcela Previ - com a revisão para valores entre R$ 1.480 e R$ 1.520 -, ainda não foi estabelecido um cronograma para a redução dessa parcela, o que ainda deve ser acertado com o banco. A PLR e outros pontos que haviam sido negociados antes da greve ficam mantidos.
O funcionalismo deve ficar em alerta e mobilizado. Campanha salarial se faz o ano inteiro, não somente em setembro. A luta vai continuar. Há muitos desafios pela frente, como a questão do PCC/PCS, isonomia e plano odontológico.
A luta faz a diferença!

Bancos começam a pagar PLR

Com a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho no dia 11/11, os bancos privados têm até o dia 26 deste mês para pagar a primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O benefício é de 80% do salário mais R$ 705,00, dividido em duas parcelas. A segunda deve ser paga até março de 2005. O Bradesco e o Unibanco anunciaram que creditam a PLR, sexta-feira.
A cesta-alimentação extra de R$ 700,00 será paga junto com o próximo benefício, no próprio cartão alimentação. Recebem a 13a cesta, todos os bancários da ativa, em licença-maternidade, de férias e afastados por acidente do trabalho ou doença, por um prazo máximo de 180 dias.
O reajuste de 8,5% será aplicado sobre o salário e demais verbas, retroativamente à setembro e as diferenças devem ser quitadas no próximo vencimento de cada banco, juntamente com a parcela fixa de R$ 30,00 para quem ganha até R$ 1.500,00. Fonte: Seeb/SP

 
Lucro dos bancos aumenta abismo entre capital-trabalho

O imenso abismo econômico e social que divide as classes na sociedade moderna aumentou mais um pouco este ano. E os bancários - que é a força de trabalho do capital que mais cresce nas últimas décadas - são os primeiros a sofrer com esta dicotomia.
Enquanto os funcionários do sistema financeiro privado fecharam um acordo esta semana que prevê entre 8,5% e 12,77% de reajuste, três dos maiores bancos nacionais deste segmento que já anunciaram o lucro até outubro ganharam em média quase três vezes mais que o aumento do trabalhador.
“Nesta Campanha Salarial tivemos que brigar muito para conquistar um aumento real de salários. Enquanto isto, os banqueiros ampliaram seus lucros quase três vezes mais que o reajuste do trabalhador, ou seja, a concentração de renda só aumentou em 2004. Não é esta a sociedade que queremos, em que os ricos ampliam a sua fortuna e os pobres ficam mais miseráveis a cada dia”, comentou Vagner Freitas, presidente da Confederação Nacional dos Bancários (CNB/CUT).
Os três dos maiores bancos privados do Brasil que já divulgaram o lucro dos três primeiros trimestres do ano ampliaram seus ganhos 22,6% em média na comparação com o mesmo período do ano passado.
Fonte: CNB/CUT

 
Itaú paga PLR dia 19
Banco Itaú comunicou que pagará no próximo dia 19 a primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Em relação às diferenças salariais, o banco informou que fará o crédito junto com os vencimentos do mês de novembro, no dia 26. Já os R$ 700,00 da cesta-alimentação extraordinária será creditado junto com o benefício deste mês, no dia 30/11.
Fonte: CNB/CUT
 
Oficina discute assédio moral na categoria bancária
“Assédio Moral na Categoria Bancária” é o tema da campanha nacional que será lançada em breve em todo o país, organizada pelo SEEB/PE e CNB, através da Comissão de Gênero, Raça e Orientação Sexual da Secretaria de Políticas Sociais. Para construção dessa campanha, serão realizadas oficinas regionais de sensibilização sobre o tema, aprofundando o debate e ampliando as discussões, e apontando os vários aspectos que devem ser abordados a exemplo dos psicológicos e jurídicos. (FEEB - BA/SE)
 
Bancos seguem Copom e elevam juros para consumidor

As instituições financeiras seguiram o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central e elevaram as taxas médias de juros cobradas no empréstimo pessoal. A taxa média mensal de juro do empréstimo subiu de 5,19% em outubro para 5,25% em novembro, segundo o Procon-SP
De acordo com a fundação, foi o segundo aumento consecutivo dos juros do empréstimo pessoal, após 15 meses de variações negativas. Para o Procon-SP, a alta de novembro confirma a tendência de movimento de alta nas taxas de juros.
De acordo com a pesquisa, realizada com dez bancos nos dias 8 e 9 deste mês, dois bancos ajustaram os juros mensais do empréstimo pessoal: HSBC (de 5,01% para 5,09%) e Caixa Econômica Federal (de 4,49% para 4,99%).
Já a taxa de juro do cheque especial ficou estável em 7,99% ao mês por um motivo de arredondamento de casas decimais. É que a taxa média de novembro foi de 7,994%, maior que a taxa média de outubro, de 7,985%.
Fonte: Folha On-Line.

 
Lucro da Caixa cai nos primeiros nove meses do ano

A Caixa Econômica Federal obteve um lucro de R$ 1,064 bilhão de janeiro a setembro de 2004. Apesar do volume elevado, o resultado foi 16,9% menor do que o alcançado no mesmo período de 2003. No terceiro trimestre deste ano, o resultado foi de R$ 441 milhões.
Os lucros menores em 2004 já eram previstos tendo em vista a queda da taxa básica de juros (Selic) em relação aos níveis do ano passado. Segundo a instituição, o volume de títulos públicos, que são corrigidos pela Selic, caiu de R$ 78,8 bilhões no terceiro trimestre de 2003 para os atuais R$ 70,8 bilhões.
A Caixa disse que os juros cobrados por ela não subiram desde que o Banco Central começou em setembro a elevar a taxa Selic. O total de recursos da carteira comercial subiu de R$ 6 bilhões em setembro de 2003 para R$ 8,5 bilhões no fim do terceiro trimestre. (Fenae)

 
Denúncias derrubam Casseb da presidência do BB

(São Paulo) O presidente do Banco do Brasil, Cássio Casseb Lima (foto), 49, acaba de deixar o governo.
A gota d’água para a saída foi a notícia, publicada pela Folha de S. Paulo, com denúncias sobre a contratação de consultores sem licitação no final do ano passado.
O substituto interino de Casseb será o vice-presidente de negócios internacionais e atacado, Rossano Maranhão Pinto. Casseb estava no cargo desde 29 de janeiro do ano passado.
A saída de Casseb foi comemorada pelo movimento sindical bancário. Além da gravidade das denúncias, os sindicalistas consideraram a administração de Casseb ruim, principalmente pela posição de enfrentamento que o banco adotou contra os funcionários nesta greve.
“A imagem que a administração de Casseb deixa para os bancários é muito ruim. Ele não soube solucionar o conflito com os trabalhadores nesta greve e o clima nas agências continua muito ruim, com as metas e as constantes pressões sobre os funcionários”, comentou Deli Soares, diretor da CNB/CUT e funcionário do BB.
Segundo apurou a Folha de S. Paulo, no final do ano passado o BB contratou, sem licitação, os consultores Boanerges Ramos Freire, James Rubio e Joaquim Xavier da Silveira por salários de até R$ 820 mil, por ano, para cada um. A remuneração mínima foi estabelecida em R$ 540 mil. Os consultores foram contratados para a implantação do Banco Popular do Brasil, braço do BB criado no ano passado para operar com microcrédito.

 
Caso Banco Santos mostra que fiscalização do BC é falha
(São Paulo) A intervenção do Banco Central no Banco Santos – ocorrida na última sexta-feira (12) à noite – coloca em pauta um tema que o movimento sindical bancário vem debatendo há décadas: a fiscalização e o controle social do sistema financeiro nacional. A empresa, que há poucas semanas era considerada saudável pelo BC, está quebrada e os técnicos do Banco Central descobriram irregularidades na administração e atraso no recolhimento compulsório. O BC constatou ainda irregularidades no balanço financeiro, como a avaliação de operações com derivativos acima do preço de mercado, o que pode ter "maquiado” o balanço.
Para o presidente da Confederação Nacional dos Bancários (CNB/CUT), Vagner Freitas, a intervenção no Banco Santos revela a falta de transparência do sistema financeiro nacional. “Como uma empresa termina o dia saudável e no outro amanhece sem liquidez? E todas essas irregularidades encontradas no Banco Santos, o BC não havia percebido antes? Este episódio só mostra que o Banco Central não cumpre o seu papel fiscalizador e que os bancos têm todas as condições de praticar operações nebulosas sem problemas”, afirmou Vagner.
 
Semana da Consciência Negra será celebrada em todo país
(São Paulo) Iniciou nesta segunda-feira (16) e vai até dezembro a comemoração da Semana da Consciência Negra em todo país. Debates, panfletagens e marcha celebrarão o dia 20 de novembro - Dia Nacional da Consciência Negra. A CUT/Bahia promoverá debate “O Racismo na Bahia e as Estratégias de Luta do Povo Negro”. A discussão contará com a participação de sindicalistas, representantes do MNU – Movimento Negro Unificado, UNEGRO – União de Negros pela Igualdade, CONEN – Coordenação Nacional das Entidades Negras, Fórum de Entidades Negras.
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