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Ano XII - Nº 173
2ª quinz. outubro 2004

Bancários analisam proposta da Fenaban


Bancários de Ilhéus se reúnem dia 08/11, em Assembléia, para analisar proposta da Fenaban.

A Executiva Nacional dos Bancários, reunida em São Paulo, decidiu indicar a aceitação da proposta apresentada pela Fenaban nas assembléias que ocorrem até terça-feira da próxima semana, em todo o Brasil.
A decisão da Executiva foi unânime por entender que o processo de negociação já se esgotou. Após quatro dias consecutivos de reuniões, os banqueiros alteraram um item da proposta apresentada anteriormente à greve.
A alteração foi na cesta-alimentação extraordinária, que teve o valor elevado de R$ 217,00 para R$ 700,00, a ser paga após a assinatura do acordo.
Os demais itens da proposta foram mantidos, como o reajuste de 8,5%, mais R$ 30,00 para quem ganha até R$ 1.500,00. Em relação à Participação nos Lucros e Resultados (PLR), a proposta é de 80% do salário, mais R$ 705,00 fixos, sendo que o pagamento será de 60% do montante 10 dias após a assinatura da convenção e 40% do valor até março de 2005, limitado ao teto de R$ 5.009,45. Os bancos devem distribuir no mínimo 5% e no máximo 15% do lucro. Em relação aos dias parados, a Fenaban propõe que sejam compensados até 31 de janeiro de 2005. Após esta data, será zerado o saldo remanescente. Os dias já descontados dos salários serão estornados

Sindicato chama atenção ao exame periódico

Todos os bancários que se submetem ao exame periódico solicitado pelas empresas devem tomar alguns cuidados para que não sejam prejudicados. Durante a consulta devem ser detalhadas todas as enfermidades - lesões, problemas emocionais, hipertensão, LER/Dort, restrições ocupacionais de trabalhadores reabilitados entre outros - além de não assinar o laudo caso não concorde ou deixe de constar as informações relatadas ao médico.
Direitos assegurados – Essas medidas devem ser tomadas para que os trabalhadores tenham seus direitos assegurados, uma vez que o exame periódico realizado 135 dias antes de um desligamento pode ser utilizado como demissional. “Se o bancário omitir que está doente e for demitido dentro dos 135 após o periódico, fica muito mais complicado reverter a dispensa. Pois a empresa alega desconhecer que o trabalhador estava doente simplesmente por que o bancário omitiu a informação durante a perícia”, adverte a secretária de saúde do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Rita Berlofa.
Caso o bancário tenha problemas em relação ao exame periódico, deve denunciar imediatamente ao Sindicato pelo telefone
Fonte: Folha Bancária - Seeb/SP

 
Curtas

Bradesco tem novo lucro recorde
Os bancos continuam mantendo seus lucros bilionários, apesar da intransigência demonstrada nas negociações com os bancários. O Bradesco anunciou novo lucro recorde: R$ 2,002 bilhões nos primeiros nove meses do ano. O resultado foi 25,8% maior que o do mesmo período de 2003, influenciado, entre outros, pelos juros altos.

Tarifas variam até 369,57%
A Fundação analisou 40 produtos fornecidos por dez instituições financeiras: HSBC, Banespa, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Santander, Nossa Caixa, Banco Real e Unibanco. Do total dos produtos analisados, 21 tiveram seus preços comparados, sendo que a maior diferença de preços encontrada se referiu à emissão e reemissão (perda, roubo, quebra) do cartão magnético da conta corrente especial. A variação de custo do serviço chegou a 369,57%, sendo que a maior tarifa encontrada foi do Itaú (R$ 10,80), enquanto que a menor foi a do Santander (R$ 2,30).

 
Bancos podem usar digitais para segurança de cliente
Brasília - Apesar de comemorarem a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de transferir para o correntista a responsabilidade pela comprovação da culpa dos bancos no caso de saques indevidos na sua conta corrente, as instituições financeiras deverão investir mais na segurança dos sistemas de identificação da clientela para evitar movimentações indevidas.
Segundo Juarez Lopes Cançado, diretor da Associação Brasileira de Bancos Estaduais e Regionais (Asbace), entidade representativa de bancos públicos e privados, as instituições estão retomando o projeto de utilização da impressão digital nos caixas automáticos para confirmar que é mesmo o correntista que está fazendo a operação. "A tendência é de evoluirmos para um big brother clássico, onde tudo será monitorado e confirmado pela biometria", afirmou Cançado, se referindo ao monitoramento via câmeras de vídeo nos caixas 24 horas, que deverá ser reforçado pela identificação via impressão digital.Fonte: Estadão - Sheila D´Amorim
 
CEF tem 1 milhão de empréstimos em folha
A Caixa Econômica Federal atingiu neste mês a marca de 1 milhão de empréstimos com desconto em folha de pagamento. Só neste ano a Caixa emprestou mais de R$ 3,18 bilhões com essa modalidade de empréstimo, representando um aumento de 86% em relação ao ano anterior, quando foram concedidos R$ 1,71 bilhão.
Essa linha de crédito oferece taxas de juros que variam de 1,75% a 3,30% ao mês --dependendo do prazo de pagamento--, por até 36 meses. Os valores da concessão variam de R$ 100 a R$ 100 mil.
A Caixa conta hoje com 11.800 empresas conveniadas a essa modalidade de crédito, um crescimento de mais de 39% em relação ao ano passado quando foram firmados 8.529 contratos.
 
EDITAL ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Ilhéus, com CGC sob o nr 14172555/0001-25, por sua presidente abaixo assinado, convoca todos os empregados em bancos signatário da CCT da Fenaban da base territorial deste sindicato, sócios e não sócios ao sindicato nos municípios de: Canavieiras, Ubaitaba e Uruçuca, para a assembléia geral extraordinária que se realizará dia 08/11/2004, às 18:00 h, em primeira convocação, e às 18:30 h, em segunda convocação, no endereço à Rua Ana Nery, 140 Centro Ilhéus-BA, para discussão e deliberação acerca da seguinte ordem do dia:
1.Discussão e deliberação sobre proposta de Convenção Coletiva de Trabalho, e Convenções Coletivas de Trabalho Aditivas oferecidas pela FENABAN, todas com vigência para o período de 01.9.2004 a 31.8.2005, bem como proposta de PLR para 2004;
2. Autorização à diretoria para celebração de Convenção Coletiva de Trabalho, Convenção Coletiva de Trabalho sobre PLR 2004 e Convenções Coletivas de Trabalho Aditivas;
3. Deliberação sobre desconto a ser feito nos salários dos empregados em razão da contratação a ser realizada;
5. Outros assuntos de interesse da categoria profissional
Ilhéus-BA, 03 de novembro de 2004. Marlúcia Ferreira Paixão - Presidente

 
TST rebaixa proposta da CAIXA e do Banco do Brasil

Em julgamento realizado no dia 21 de outubro, em Brasília, os juízes do Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinaram, tanto para o BB quanto para CAIXA, o aumento de 8,5%, mais R$30,00 fixos para quem recebe até R$1.500,00, já previstos na proposta recusada pela categoria; e ainda um abono de R$ 1.000,00. Todas as demais cláusulas estão em suspenso e precisarão ser renegociadas com os bancos.
Quanto aos dias parados, os ministros decidiram que o banco abonará a metade e compensará os outros 50% de acordo com negociações entre as partes. O TST, no entanto, derrubou a 13ª cesta-alimentação. Quanto à PLR - que na proposta da Fenaban é de 80% do salário mais R$715,00 - os ministros entenderam que as partes devem encontrar uma saída negociada e não se manifestaram.
Para o presidente da CNB/CUT, Vagner Freitas, apesar do abono, houve muitas perdas. "Todas as demais cláusulas estão em suspenso e precisamos voltar a negociar com o banco, inclusive a PLR", disse.
Durante a sessão, vários dos ministros do TST reafirmaram que trabalhadores e movimento sindical devem buscar a via negocial para solucionar todo conflito trabalhista. "Não é função da justiça dirimir conflito coletivo", declarou o presidente do TST, Vantuil Abdalla. Para o relator do processo, Antonio Barros Levenhagen, "o tribunal não é o melhor caminho, haja vista que os magistrados estão presos à lei e não têm as informações necessárias sobre a realidade que levou à greve".

 
Proposta da Fenaban

De acordo com a análise feita por economistas do Dieese, o impacto no piso salarial da categoria, hoje de R$ 702,66, é de 12,77%, se considerado o reajuste de 8,5%, mais o valor fixo de R$ 30,00. Para a faixa salarial até R$ 1.500,00, a variação do reajuste vai de 8,5% a 12,77%, garantindo assim uma valorização nos pisos, que era uma das principais reivindicações dos bancários. (ver tabela abaixo).

 
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