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Ano XII - Nº 170
1ª quinz. setembro 2004 |
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Bancários rejeitam proposta da Fenaban |
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Em uma decisão que reflete a disposição da categoria em lutar por um reajuste digno, os bancários de Ilhéus, reunidos na sede social do Sindicato nesta terça (14/09) em assembléia geral resolveram acompanhar a posição da Federação da Bahia e do Sindicato dos Bancários da Bahia, rejeitando por unanimidade a proposta da Fenaban que oferece apenas 8,5% de reposição salarial.
A partir da assembléia os bancários de todas as agências, públicas e privadas, de Ilhéus firmaram o propósito de ampliar as mobilizações para, junto aos bancários de Itabuna, Vitória da Conquista, Jequié, Feira de Santana, Irecê e Salvador, construirmos greve a nível nacional, conforme orientação de rejeição da proposta insignificante oferecida por nossos patrões bilionários.
Para se ter noção da revolta da categoria, das 27 capitais 23 rejeitaram a proposta, inclusive centros como São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Florianópolis e iniciaram greve por tempo indeterminado a partir de quarta-feira, 15 de setembro. |
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BANCOS - Lucros em alta |
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O lucro dos bancos só faz aumentar. Só no primeiro semestre deste ano, as 108 instituições financeiras que atuam no país lucraram R$ 9,4 bilhões. Ganhos que são 14,7% maiores do que os registrados no mesmo período do ano passado.
Grande parte das receitas veio das operações de crédito que somaram R$ 49,081 bilhões e das negociações envolvendo títulos públicos, R$ 33,615 bilhões.
Outra grande fonte de ganhos foram os juros cobrados nos empréstimos bancários, que apesar da redução ocorrida nos últimos meses, permanecem em níveis bem mais elevados do que a Selic.
Ganhos tão elevados só demonstram que os banqueiros podem pagar bem mais do que os 8,5% oferecidos como reajuste para os bancários. A alta lucratividade apresentada, torna inconcebível o argumento utilizado pelos patrões de falta de condições financeiras para arcar com um aumento maior para a categoria.
Fonte:SEEB/BA.
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| Violência sexual
no Brasil está entre
maiores do mundo |
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(São Paulo) As mulheres latinas, particularmente as brasileiras e argentinas, estão entre as mais expostas a crimes sexuais no mundo. A informação faz parte do resumo do relatório O Estado das Cidades do Mundo: 2004-05, divulgado pela ONU (Organização das Nações Unidas). O documento completo será lançado durante o Fórum Mundial Urbano, que está sendo realizado na cidade de Barcelona, na Espanha.
Ainda de acordo com o que já foi divulgado, as cidades latino-americanas têm a maiores taxas de violência sexual. A taxa média das cidades da região está em torno de 5%, enquanto a taxa média nas cidades africanas é de 2,4% e das cidades asiáticas é de 1,6%.
Dos crimes sexuais registrados na América Latina, cerca de 70% dos casos de violência sexual são estupros, tentativas de estupro e outras agressões sexuais. O relatório critica a legislação brasileira, que considera o crime de violência doméstica penalmente mais leve do que uma briga na rua.
O documento também diz que os agressores são rapidamente soltos no Brasil e retornam às suas casas "somente para ameaçar a vítima para que não o denuncie novamente".
A recomendação é de que o Brasil dê mais poder às mulheres, promovendo a prevenção e a redução de sua exclusão social.
Claudia Silva Jacobs, da BBC Brasil |
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| Banco do Brasil apresenta nova proposta |
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O Banco do Brasil apresentou uma proposta à pauta de reivindicações específicas dos empregados.
O BB propõe que o índice de reajuste de 8,5% apresentado pela Fenaban incida sobre os VP’s, com a extensão do valor fixo de R$ 30,00 sobre o salário de ingresso, replicando o mesmo índice sobre toda a curva do PCS.
As comissões e os valores de referência dos comissionados também serão corrigidos em 8,5%. O banco garante pagar a PLR nas bases da Fenaban. Assim, o BB terá de creditar para todos os funcionários em atividade, inclusive aos afastados por acidente de trabalho, 40% do salário mais parcela fixa de R$ 352,50. A empresa se compromete em aplicar o módulo bônus para todos os funcionários, com os mesmos critérios adotados no semestre anterior, estendendo–os aos analistas, detentores de AP06, e aos escriturários e caixas.
O BB também aceitou negociar novos planos de Cargos e Salários e de Cargos Comissionados. Assumiu ainda o compromisso de reduzir a Parcela Previ dos atuais R$ 2.057 para um valor entre R$ 1.480 e R$1.520, garantindo como benefício mínimo 30% do valor. Aceitou também negociar novos planos de Cargos e Salários e de Cargos Comissionados, durante a vigência deste acordo. Mas antecipou que a ascensão a cargos gerenciais será feita por seleção interna. A inclusão desta cláusula de PCC/PCS vem ao encontro das deliberações do XV Congresso dos Funcionários do Banco do Brasil, que aprovou a necessidade de critérios objetivos para provimento de cargos comissionados.
Quanto aos funcionários em débito com o banco, a empresa anunciou que as dívidas serão renegociadas com taxas de juros mais adequadas. |
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| CEF: Em busca de definição para o GT PCS/PCC |
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O movimento nacional dos empregados da Caixa cobra da direção da empresa maior agilidade no funcionamento do GT que se dedica a debater o novo PCS (Plano de Cargos e Salários) e o novo PCC (Plano de Cargos Comissionados), que não se reúne desde 7 de maio deste ano.
O assunto foi objeto de discussões no 20º Conecef (Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal), ocorrido em São Paulo no início de junho, e faz parte de documento entregue à Gerência Nacional de Relações Trabalhistas e Previdência, em 17 de junho, quando a CNB/CUT (Confederação Nacional dos Bancários) reivindicou a participação da Caixa nas negociações com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e reafirmou o processo de negociações permanentes para tratar de itens complementares.
Em suas mensagens, a CEE/Caixa (Comissão Executiva dos Empregados) tem avaliado que os trabalhos dos GTs precisam prosseguir. No caso do GT PCS/PCC, os debates estão tendo como parâmetro o pré-projeto de criação de um PCR (Plano de Cargos, Carreira e Remuneração), que prevê a padronização das estruturas salariais e a perspectiva de alcance final da carreira. No entanto, nas quatro reuniões realizadas até agora, algumas divergências não foram tratadas com o devido rigor.
As maiores críticas recaem sobre as distorções no atual PCS/PCC, boa parte delas acentuada pela criação do piso de mercado e do CTVA (Complemento Temporário Variável de Ajuste de Mercado), e sobre a figura do caixa flutuante, além das discriminações impostas aos técnicos bancários. |
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| Vitória: Itaú inicia eleição na
Fundação Itaúbanco |
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(São Paulo) O comitê eleitoral, responsável pela eleição na Fundação Itaúbanco, realiza nesta quarta, dia 15/09, a sua primeira reunião para dar início ao processo eleitoral na fundação. A escolha dos representantes dos empregados na gestão da Fundação é uma antiga reivindicação dos funcionários do banco, que só depois de muita pressão concordou em fazer a eleição. Serão eleitos dois representantes dos empregados para o Conselho Fiscal e dois para o Conselho Deliberativo.
O comitê será composto por oito representantes dos participantes e oito do banco. A comissão dos empregados será composta por bancários das seguintes entidades: CNB/CUT, Seeb São Paulo, Seeb Belo Horizonte, Seeb Rio de janeiro, Feeb SP/MS, Ajubemge, Afaci e Contec.
A Fundação Itaúbanco é responsável pela gestão do PAC – Plano de Aposentadoria Complementar. O diálogo insistente da CNB/CUT e de seus sindicatos filiados garantiu a realização das eleições, que devem ocorrer no mês de novembro.
"Este é a primeira eleição de representantes de funcionários para um fundo de previdência em banco privado. É uma vitória para os funcionários que participarão da gestão do Fundo, como ocorre na Previ do Banco do Brasil", ressalta o secretário-geral da CNB/CUT, Carlos Cordeiro. Meire Bicudo – CNB/CUT
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| Greve dos bancários:
a perspectiva é de crescimento |
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(São Paulo) Os bancos das principais capitais do país – São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Florianópolis – se encontram fechados, após a decisão das assembléias, de rejeição da proposta da Fenaban e decretação de greve por tempo indeterminado.
A avaliação preliminar das entidades sindicais é de que o movimento está em ritmo crescente. De acordo com o diretor de Bancos Privados da FETEC/CUT-SP, Pedro Sardi, quem aderiu à greve começou com pique total. “A tendência é que o movimento avance daqui para frente com novas adesões”.
O presidente da FETEC/CUT-SP, Sebastião Geraldo Cardozo, também aposta no crescimento da greve e avisa: “Não dá para rejeitar uma proposta e ficar de braços cruzados.
A categoria tem de ir à luta para melhorá-la e, para sairmos do atual patamar, o movimento tem de ser forte e de todos os bancários. Não pode ser segmentado, tem de atingir todos os bancos”.
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| Abono só trouxe arrocho salarial |
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(São Paulo) Desde efetivamente implantado pelos banqueiros, na campanha de 2001, o abono tem sido usado como justificativa para não repor sequer a inflação, resultando em perdas salariais maiores a cada ano.
Estudo feito pelo Dieese-Linha Bancários mostra claramente a distorção.
Em 2001, o reajuste obtido foi de 5,5% – contra uma inflação no período de 7,31% –, mais um abono de R$ 1.100.
O abono não gera contribuições sociais, isto é, não reflete em seu FGTS, INSS etc. O único desconto que incide sobre ele é o do Imposto de Renda, diminuindo o impacto positivo sobre as finanças do trabalhador. Portanto, é apenas uma estratégia usada pelos bancos para achatar os pisos de ingresso e não recompor o poder de compra dos salários para, é claro, revertê-lo em lucros sempre maiores.
A esta altura do ano, o nível de endividamento da categoria costuma ser grande.
O limite do cheque-especial é usado como renda, as prestações do cartão de crédito já precisam ser renegociadas e é cada vez mais comum a procura das financeiras (muitas delas associadas aos bancos) para levantar empréstimos que garantam o pagamento das dívidas.
Esta situação de caos financeiro não foi criada pelos bancários, mas sim pelos bancos, que ao achatar os salários, criaram “armadilhas” para transformar seus funcionários em “clientes”, fortemente endividados e prontos para aceitar o abono salarial, em vez de reposição e reajuste real, apenas para saldar suas dívidas atuais e iniciar um novo processo de dependência financeira, até a próxima campanha, com perdas cada vez maiores.
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região |
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| Impasse no BNB |
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A enrolação continua no BNB. Na última rodada de negociação mais uma vez a direção do banco não apresentou nenhuma novidade, apenas aceita conceder os 8,5% propostos pela Fenaban e mais nada. Diante dessa situação, cresce a mobilização por nova paralisação de 24 horas nos próximos dias, para obrigar o banco a avançar na proposta. |
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