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Ano XII - Nº 179
1ª Quinz Fevereiro 2005

LER - DORT: Epidemia silenciosa

As doenças ocupacionais vêm aumentando na categoria bancária. Entre as enfermidades mais constantes estão as Lesões por Esforço Repetitivo (LER), principalmente a do tipo DORT (Distúrbios Oesteomusculares Relacio-nados ao Trabalho), que vem se revelando uma epidemia silenciosa.
De acordo com dados do Departamento de Saúde do Sindicato, na base da entidade, mais de 20% dos trabalhadores estão lesionados. O percentual pode ser ainda maior, pois alguns bancários desconhecem o problema ou se calam por medo de perder o emprego. A lesão só é constatada, muitas vezes, após a demissão.
As causas mais comuns para a doença são a pressão por meta, as péssimas condições de trabalho e a falta de segurança impostas aos bancários, diariamente.
Os males não são apenas físicos, mas também mentais e psicológicos. Não é à-toa que a categoria responde pela maior parte dos benefícios concedidos pelo INSS por afastamento do trabalho por doenças ocupacionais.
Atento às demandas dos bancários, o Sindicato disponibiliza orientações aos associados e denuncia o aumento das LER, cobrar dos bancos programas de prevenção e combate, além de defender os direitos dos lesionados mediante acompanhamento jurídico.

Irmã Dorothy: Entidades pedem justiça!!

(Salvador) O assassinato da freira americana, Dorothy Stang, de 73 anos, no último sábado, 12, revoltou tanto a sociedade como os movimentos sociais. Informativos on-line, depoimentos na imprensa e notas públicas de repúdio unificaram o sentimento dos trabalhadores. Todos respon-sabilizam o governo e alegam a omissão frente aos acontecimen-tos. A irmã foi morta a tiros, em Esperança, localizado a 40 Km de Anapu, no Pará. Desde 1997, ela vinha enfrentando ameaças de morte por fazendeiros da região.
Dorothy Stang, atuava há 30 anos, em movimentos sociais no Pará. Desde 1972, lutava por projetos sustentáveis para geração de emprego e renda como o de reflorestamento em áreas degradadas. Seu trabalho era voltado para minimizar os conflitos fundiários (como grilagem) em Anapu, considerado um dos graves problemas locais. Por conta disso, chegou até a ser acusada, em 2001, de instigar a violência no município, o que provocou, na ocasião, protestos e manifestações de apoio e solidariedade.
A irmã da freira, Margareth, que vive em Fairfax, no estado de Virgínia, nos Estados Unidos, disse que a maior homenagem que o governo brasileiro pode fazer a Dorothy é realizar uma investigação séria para punir os responsáveis pelo assassinato. Fonte: CUT Bahia / O Globo Online

 
Tarifas bancárias cobrem com folga gastos com pessoal

Para os bancos, pagar os encargos de pessoal nunca foi tão fácil. Na maioria das organizações financeiras, o gasto com a folha de pagamento é coberto totalmente pela cobrança dos inúmeros serviços impostos aos clientes. Em 2004, a média do lucro alcançado pelo sistema financeiro com a cobrança de tarifas chegou ao generoso índice de 113,4%. Quer dizer, os bancos pagam todas as despesas com pessoal e ainda sobra dinheiro.
As tarifas são reajustadas em percentuais bem acima da inflação. Sem falar no agravante de que cada banco tem o poder de definir quais os serviços tarifados e os valores cobrados aos clientes.
De acordo com levantamento da ABM Consulting, na receita total dos bancos a fatia dos serviços foi de 17,3%, mas em algumas empresas o ganho é bem mais expressivo. No Itaú, por exemplo, o faturamento é de quase 27%. É o que tem a maior participação das receitas de tarifas no lucro total.
Em 2004, até setembro, a receita de serviços era de R$ 5,05 bilhões, ou 193,9% do valor da folha de pagamento.
O Itaú também é a empresa que apresenta maior lucratividade. Apesar disso, poucos são os investimentos em segurança e na melhoria do atendimento aos clientes. Nas agências, as filas são constantes e os bancários são constantemente submetidos à sobrecarga de trabalho.
Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia.

 
BNB indica 1º de abril para pagar 2ª parcela da PLR
(Recife) A apreensão que existia em torno da hipótese de o lucro do BNB não contemplar o pagamento da segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados não se confirmou. O Banco do Nordeste fixou o dia 1º de abril como data indicativa para o pagamento da PLR.
A informação foi repassada em reunião da Comissão Nacional dos Funcionários/CNB-CUT com a Superintendência de Recursos Humanos, dia 2 do corrente, em Fortaleza/CE. A confirmação da data exata deve ser feita na próxima reunião mensal da Comissão com a direção do banco, no início de março.
No encontro, também, o BNB deve fornecer à Comissão cópia atualizada do plano de funções para subsidiar as discussões em torno do PCR - Plano de Cargos e Remuneração.
Fonte: Seeb Pernambuco
 
Cassi pode cobrar por despesas de ex-cônjuges
Associados da Cassi separados judicialmente, divorciados ou que tiverem dissolvido sua união devem atualizar seu cadastro, se ainda não o fizeram, o mais rápido possível na Caixa de Assistência. Caso contrário, a Cassi poderá pedir o reembolso de todas os valores gastos com assistência médico-hospitalar do ex-cônjuge (se estiver sido mantido indevidamente como dependente do associado), desde o momento da separação.
Desde janeiro, a Caixa de Assistência vem enviando correspondências para alguns associados, solicitando a documentação que comprove o vínculo de cônjuge ou companheiro com o beneficiário do Plano.
Fonte: Anabb
 
Desrespeito no Bradesco continua

O Bradesco continua desrespeitando os bancários. O Sindicato recebeu denúncia de que chefes de serviços de diversas unidades do banco, em Salvador e no interior do Estado, estão substituindo os gerentes das agências durante as férias, sem nenhum acréscimo no salário, o que ocasiona grandes perdas.
Assumindo a gerência, a pressão e as responsabilidades aumentam consideravelmente, mesmo assim o banco não paga nada a mais pelo trabalho.
Em alguns casos, os substitutos chegam a cobrir as férias de até quatro funcionários, exercendo a função por meses seguidos.
O trabalho do chefe de serviços é administrar determinada área da agência, enquanto o gerente é responsável por toda a unidade. O Sindicato está alerta e continuará denunciando e investindo em medidas que possam coibir as arbitrariedades cometidas pelo Bradesco.

 
ABN Real: É proibido ficar doente
(São Paulo) No ABN Real é assim: adoeceu é demitido. Foi o que aconteceu com a bancária Maria das Graças Almeida das Chagas, dispensada no final de dezembro pela direção do banco. Maria é portadora de tendinite, contraída durante os quatro anos e dois meses que trabalhou como assistente de telemarketing no Call Center da empresa. “Estava em tratamento quando fui demitida. Eu me recusei a assinar a minha demissão. Assinei uma homologação com ressalva e agora vou entrar com uma ação de reparação na Justiça. O Sindicato me orientou a ir à DRT denunciar o que ocorreu”, diz Maria das Graças.
Mais abuso – Enquanto o ABN Real demite funcionários, os bancários reclamam de excesso de trabalho. Alguns gestores daquele departamento chegaram ao cúmulo de diminuir o tempo de ginástica laboral de 15 para 5 minutos e orientam os funcionários que façam exercícios enquanto atendem clientes ao telefone ou cheguem mais cedo.
“O banco está sendo negligente e provocando o aumento de doenças entre os bancários. Cadê a tão alardeada responsabilidade social?”, reclama o diretor do Sindicato Marcelo Gonçalves. As reclamações contra o Call Center também estão na pauta da próxima reunião com o banco, marcada para o dia 22/2. “O Sindicato valoriza a negociação. Nós exigimos que o banco apresente soluções e as cumpra”, argumenta. O Sindicato orienta a todos os bancários a exigir a emissão de Comunicação de Acidente de Trabalho no caso de suspeita de doença. A CAT é um instrumento importantíssimo para auxiliar os trabalhadores na defesa de seus direitos.
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região
 
Espera na Caixa
Os empregados da Caixa continuam esperando respostas da direção da empresa para as reivindicações feitas na última reunião pela Comissão Executiva.
Entre as principais solicitações, estão a retomada imediata dos Grupos de Trabalho (GTs) e agilidade no processo de reintegração dos demitidos pela RH 008.
Questões como o Processo Seletivo Interno (PSI), Sipon, Plano de Cargos e Salários (PCS), Plano de Cargos Comissionados (PCC), saúde, segurança e Funcef também continuam sem solução.
Os empregados aguardam a resolução das pendências e apostam na mobilização para mudar o quadro e obter respostas mais rápidas.
 
Pendências no Itaú
Continuam sem solução algumas questões no Itaú. Os funcionários reclamam que até agora o banco não deu informações mais precisas sobre o programa “Quanto Custa”.
Os bancários trabalharam, economizaram, e até agora não sabem quando receberão pelo esforço empreendido. O auxílio-educação é outro assunto que precisa ser discutido. A reivindicação é por um benefício mais amplo, justo, que contemple todos os empregados e coloque um ponto final à prerrogativa de diretores e superintendentes que escolhem quem vai ter o direito assegurado. Também tem causado insatisfação nos bancários, o sistema de metas e pressões absurdas. Os funcionários cobram a discussão do problema e a realização de modificações, a fim de melhorar a relação dos trabalha-dores com a empresa.
 
Eles exigem o máximo, mas gastam o mínimo
As instituições financeiras falam muito, mas a verdade é que pouco fazem para contribuir com a qualificação profissional do seu funcionário. O auxílio-educação, que pode ser considerado um benefício indireto, é um dos fatores que podem melhorar a qualidade de vida do trabalhador, que se sente prestigiado ao ver o banco investir em seu currículo.
Em 2003, apenas 6.173 bancários tiveram bolsa de estudo, concedida total ou parcialmente pelos bancos. Isso representa apenas 1,59% do total de trabalhadores do sistema financeiro de todo o país.
Em 1994, a própria Febraban já alertava em seu balanço que os bancos caminhavam rápido para um quadro de funcionários com “elevado nível de formação”, além de uma “perspectiva de carreira profissional promissora e estável”. Mas se comparados os dados entre aquele ano e 2003, pode-se chegar à conclusão que esse quadro mudou muito pouco. Em 94, 28% dos bancários tinham curso superior completo. Atualmente esse número chega a 42,76%, muito pouco, se também levarmos em conta que o número de pessoas com segundo grau em 2003 era de 47,04%, ante aos 56,4% atuais. Expressiva mesmo foi a queda de bancários com apenas o primeiro grau: 15% para 3,65% no mesmo período. Se os bancos tivessem realmente essa política de investir na educação, o quadro hoje seria outro.
Fonte: SEEB Brasília.
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