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Ano XII - Nº 180
2ª Quinz Fevereiro 2005

8 de março: Dia Internacional da Mulher

Em 8 de março de 1857, 129 operárias de uma fábrica têxtil de Nova York entram em greve. Reivindicam salário igual ao dos homens e redução da jornada de trabalho, que chega a 16 horas diárias. Os patrões trancam as operárias e incendeiam a fábrica. Todas as grevistas morrem queimadas. Em 1910, o 1º Congresso Internacional das Mulheres, na Dinamarca, escolhe o 8 de março como Dia da Mulher. Operárias em greve já não são queimadas e a mulher conquista, às vezes lentamente, parte dos direitos pelos quais luta há mais de um século. No Brasil, o direito ao voto só é reconhecido na Constituição de 1934. A primeira governadora é eleita 60 anos depois.
Segundo dados do Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos – as mulheres correspondem a 41% da População Economicamente Ativa (PEA) do Brasil e mais de um quarto das famílias são chefiadas por elas. Mas nem tudo são flores. Pela pesquisa, as mulheres possuem maior nível de escolaridade que os homens, porém não ocupam funções compatí-veis com sua formação, além de ter remuneração menor se comparada ao sexo oposto.
As atividades da Marcha Mundial de Mulheres extrapolará o 8 de março. Várias atividades estão previstas, entre elas, a coordenação da Marcha orienta para que “se organize uma hora de Solidariedade feminista, em todas as partes do mundo, no dia 17/10 das 12h às13h (hora local). Neste dia a Carta que sairá de São Paulo, chegará a Ouagadougou, Burkina Faso, na África, um dos países mais pobres do mundo. Essa uma hora de solidariedade ocorrerá nos 50 países, portanto, serão 24 horas de solidariedade feminista devido aos diversos fusos horários.
Vamos todos construir novos valores de liberdade, justiça e paz.

Campanha CNB / CUT pelo emprego

O fortalecimento de bandeiras históricas da categoria, como a ampliação do horário de atendimento, com a criação dos dois turnos de trabalho para a geração de mais empregos e melhores condições de trabalho, foi um dos apontamentos dos participantes da reunião de planejamento da diretoria da CNB/CUT.
A idéia é dar uma nova “roupagem” para a Campanha Nacional Contra as Demissões, que vem sendo desenvolvida pela CNB desde 2003. O novo enfoque será dado ao emprego, o respeito à jornada e o combate às horas-extras. Nos bancos como o HSBC e Itaú, que estão abrindo agências em horário ampliado, tem que ser exigido a contratação de novos bancários.
Em relação à terceirização, os dirigentes demonstraram preocupação com as suas conseqüências para a categoria bancária. Será realizado ainda um seminário nacional sobre o tema e, além disso, a promoção pela CNB de uma campanha nacional de denúncia, com elaboração de material de mídia, jornais e revista nacionais.
Outros pontos que também foram apontados como prioridades foram as negociações das cooperativas de crédito, das financeiras e da constituição efetiva do sindicato do ramo financeiro e também as iniciativas nacionais contra a privatização dos bancos estaduais e federalizados.

 
Bancários querem prevenção às Ler/Dort em todo o país

(São Paulo) No Dia Internacional de Prevenção às Ler/Dort, sindicatos de bancários de todo o Brasil protestaram. Os banqueiros, que nos últimos anos têm investido maciçamente em tecnologia de ponta, ganham em produtividade, mas não investem um centavo na saúde preventiva do quadro funcional.
A categoria está em primeiro lugar em casos de Ler/Dort segundo pesquisa da Universidade Federal de Brasília em conjunto com o INSS/MPS. Entre as doenças classificadas como Ler/Dort, os bancários respondem por 55,3% dos casos de tenossinovite; 55,6% das cervicalgias, e 72% dos registros de síndrome cervicobraquial.
Do total de benefícios de trabalho concedidos por doença mental, 81% são do setor bancário.
O secretário de Saúde da CNB/CUT, Plínio Pavão, diz que a eficiência do sistema bancário no Brasil é hoje reconhecida no mundo inteiro.
“É o sistema mais lucrativo do mundo. No entanto, os banqueiros não investem um centavo na saúde preventiva de seus funcionários”, alerta.
“Por isso a CNB propõe a ampliação do horário bancário para das 9h às 18h, com a criação de dois turnos de trabalho”, elucida.
“Os bancários trabalhariam num ritmo menos eloqüente e a população deixaria de esperar longos períodos em filas”, garante Plínio. O aumento do expediente geraria 161 mil empregos.

 
AFBNB combate opressão nas unidades do Banco
A construção desse país chamado Brasil passa indiscutivelmente pela democratização de suas instituições. Faz-se urgente o estabelecimento de gestões democráticas de forma que possamos crescer com a participação efetiva dos trabalhadores.
Em se tratando do BNB especificamente, não obstante os avanços obtidos, percebe-se que existem e surgem muitos focos de byronismo nas instâncias do Banco, dando perpetuação ao sistema de opressão anterior. Nesse sentido a AFBNB solicita que denunciem e expressem suas indignações contra atitudes antidemocráticas nas unidades do Banco, as quais trataremos de divulgá-las e combatê-las, respeitado obviamente o sigilo das pessoas.
 
Reforma sindical chega à Câmara
O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, entregou ao presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti, o projeto da reforma sindical.
O encontro contou com a presença de representantes de centrais sindicais Força Sindical, CUT, Social Democracia Sindical (SDS) e a Central Autônoma de Trabalhadores (CAT), além do Sindicato Patronal dos Aposenta-dos e a Confederação Nacional das Indústrias (CNI).
O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, disse que o encontro serviu para pedir urgência à votação da reforma.
Severino disse que estava de acordo com o projeto e que não haveria nenhum impedimento de sua parte para sua votação rápida.
 
Lucro do HSBC cresce 238%

O lucro do HSBC Holdings foi de US$ 11,84 bilhões no ano passado, em todo o mundo. O crescimento de 35% em relação à 2003 foi alavancado pela melhora econômica de Hong Kong, onde a instituição faz cerca de 25% dos negócios, e das operações nos Estados Unidos. No Brasil, a lucratividade foi de US$ 281 milhões, uma alta de 238% em comparação com o ano anterior. Os custos no país cresceram 15%, puxados pelo aumento das despesas com funcionários e programas de marke-ting. O HSBC gasta milhões com campanhas publicitárias para tentar passar uma responsabilidade social inexistente no dia-a-dia. No ano passado, a empresa ampliou o horário de atendimento em 164 agências e não gerou nenhum novo posto de trabalho. Ao contrário, sobrecarregou os funcionários.
Como se não bastasse, o banco anunciou a intenção de abrir aos sábados, o que foi barrado devido a luta dos bancários. A categoria não vai ceder a mais essa intenção do banco de burlar a legislação trabalhista, que garante jornada de seis horas de segunda-feira a sexta-feira.

 
Bancos não financiam o crescimento do Brasil
(Guarulhos) Nunca o sistema financeiro nacional concedeu tanto crédito como em 2004. A notícia, que parece boa a primeira vista, só foi boa mesmo para os bancos. Aliás, muito boa.
“O empréstimo cresceu, mas não é porque os bancos são bonzinhos, não. É porque eles perceberam que podem ganhar muito com este segmento. E ganharam, quem perdeu foi a sociedade”, explicou a professora Maria Alejandra Madi, chefe do Departamento de Economia da Unicamp, durante o Seminário de Planejamento da CNB/CUT.
Segundo ela, o grande fenômeno da expansão do crédito foi a pessoa física, onde o spread bancário é maior. Os bancos se aproximaram muito mais do comércio varejista em 2004 – com parceria com as Casas Bahia, Magazine Luiza, Marabraz, Ponto frio, por exemplo – e não deram a mínima para a capacidade de endividamento das famílias. Por sinal, preferiram investir na compra de financeiras.
“O credito bancário continuou muito caro para as empresas e a prioridade é financiar o consumo das famílias mais pobres, que em dez anos tiveram a sua renda reduzida em dez pontos percentuais na relação do PIB. Em 1993, os assalariados participavam com 45,1% do PIB e em 2003 essa relação caiu para 35,6%. Como a inadimplência caiu no ano passado, podemos dizer que o crédito concedido pelos bancos serviu para pagar dividas”, detalhou.
 
Itaú cobra dos funcionários o dobro das taxas de um fundo de pensão
(Guarulhos) As propagandas do Itaú mostram aposentados vivendo tranqüilamente com o plano de previdência complementar do banco. Brincando com os netos, namorando ou viajando, os aposentados parecem não ter a menor preocupação, pois a vida está garantida. Ledo engano.
Na vida real, nem mesmo os funcionários do banco estão tranqüilos com o PGBL oferecido exclusivamente para os seus empregados. É o que revela um estudo da empresa de consultoria Globalprev.
Segundo projeções feitas pela empresa, o participante que contribuir com R$ 100 por mês durante 35 anos teria um patrimônio de R$ 137.360,40. Se ele fosse funcionário do Itaú e aderisse ao PGBL especial, as taxas cobradas pelo banco comeriam cerca de 25% do seu patrimônio e o participante teria R$ 100.741,36.
“Pelo PGBL especial, os funcionários estão pagando quase o dobro das taxas de um fundo de pensão normal, onde seu patrimônio seria de quase R$ 119 mil. Fazendo as contas pela mesma tábua atuarial, o PGBL pagaria de benefício a esse contribuinte um montante de R$ 369 por mês, enquanto os fundos de pensão pagariam R$ 788”, explicou o consultor da Globalprev, Kayton Martins.
 
BB quer pagar PLR do 2º semestre com mesmo valor do 1º
(São Paulo) A Participação nos Lucros e Resultados foi o assunto de negociação que aconteceu neste final de fevereiro entre o Banco do Brasil e a Comissão de Empresa dos Funcionários, em Brasília. Para a segunda parcela da PLR de 2004, o banco ofereceu o mesmo que havia pago no primeiro semestre: 40% + 352,50 + módulo bônus condicionado às regras para todos, com piso de R$ 160, limitados a R$ 2.504,72. Na reunião, a Comissão de Empresa disse ao BB que a “Participação nos Lucros do segundo semestre do ano passado deve ser aumentada, na medida do lucro”, informa Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa.
A Comissão de Empresa argumentou também que o pagamento da PLR no BB tem como parâmetro o semestre, diferente da Fenaban que utiliza como base os lucros anuais dos bancos.
Fonte: Carolina Coronel - CNB/CUT
 
Bradesco prepara nova desistência de recursos no TST
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Vantuil Abdala, determinou que o serviço de processamento de dados do Tribunal forneça ao Banco Bradesco S/A a relação contendo todos os recursos em tramitação no TST em que a instituição financeira figura como parte.
O pedido foi encaminhado formalmente ao ministro Vantuil Abdala pelo departamento jurídico do Bradesco em Brasília que, de posse das informações, irá analisar em que casos poderá requerer a desistência dos processos pendentes de julga-mento. O relatório deverá estar pronto nos próximos dias.
Para o presidente do TST, iniciativas desse tipo demonstram o êxito de divulgação do ranking de maiores litigantes na Justiça do Trabalho, elaborados anualmente pelo TST.
As instituições financeiras respondem pelos primeiros lugares no ranking do TST. Entre os doze primeiros da última lista, sete eram bancos. Geralmente os bancos desistem de processos envolvendo matéria com jurisprudência já consagrada no TST e que, por esta razão, têm tramitação inútil.
A matéria predominante nos recursos dos bancos é a configuração do cargo de confiança, que gera reflexos diretos no direito ao recebimento de horas extras.
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