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Ano XII - Nº 178
2ª Quinzena Janeiro 2005 |
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QUEM AGUENTA AS FILAS DO BRADESCO? |
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As gerências das agências do Bradesco em Ilhéus não se preocupam em aliviar o sofrimento dos aposentados e idosos. |
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Na contra-mão do esforço que se faz hoje no Brasil pela geração de empregos, o setor bancário continua demitindo trabalhadores, não amplia o horário de funcionamento e nem abre novos postos de trabalho para melhorar o atendimento à população.
A estatística das demissões homologadas nos sindicatos da Bahia, em 2004, contabiliza 617 demissões, mas o número total deve atingir mais de 800 trabalhadores, tendo em vista que nem todas as demissões são homologadas nas entidades de classe da categoria. O primeiro lugar em demissões continua sendo o Bradesco, responsável por metade desse total de demitidos. Só em Salvador o banco colocou na rua mais de 200 bancários.
É inaceitável que um banco como o Bradesco, que na Bahia detém as contas do governo estadual e que recebeu o Baneb a um custo escandalosamente baixo, continue despontando como campeão em demissões. Nem a presença do Diretor Regional, Gilson Barbosa, faz o gerente Ademir Mira acertar o alvo e pelo menos tentar diminuir as filas nas agências do Bradesco em Ilhéus. O pobre cliente, principalmente os idosos, e os funcionários sobrecarregados (verdadeiros heróis) são os maiores prejudicados.
Há bancos que cobrem em 2 vezes o valor da folha de pagamento só com o faturamento das tarifas. Os bilhões lucrados, porém, não são investidos na melhoria das condições de atendimen-to. Ao contrário, a população tem que enfrentar filas imensas, em agências superlotadas e que não oferecem segurança a clientes e funcionários.
Ninguém aguenta mais as filas do Bradesco! |
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Bancário espera
informação sobre PR |
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O Itaú lançou o Quanto Custa – um programa de redução de custos (material, racionalização organizacio-nal etc.) –, no ano passado, prometen-do que, dependendo da economia obtida, os bancários receberiam um valor que variaria de R$ 200 a R$ 1.500, a título de Participação nos Resultados. À época, além da ampla divulgação, o banco também estimulou novas idéias, oferecendo prêmios extras aos autores das melhores iniciativas.
Os bancários fizeram sua parte: participaram e geraram uma significa-tiva economia para o Itaú pois, além da assimilação da nova cultura quanto aos custos da empresa, o valor a ser pago, somado ao da Participação nos Lucros da convenção coletiva (PLR) ajudaria na liquidação de dívidas e pagamento de impostos neste início de ano.
Muito bem. Fevereiro está aí, o balanço está sendo fechado e os bancários estão ansiosos por informa-ções, que vinham em grande quantida-de durante a divulgação da campanha. Porém, agora praticamente não se fala no assunto. A falta de informação gera apreensão entre os funcionários, que deram duro para o sucesso do programa. É certo entre os bancários que a economia feita em 2004 continuará nos próximos anos, pois ninguém vai querer voltar à situação anterior.
Fica o recado do Sindicato, que defende também o não desconto dos R$ 300,00 adiantados em agosto último.
Depois de tanto esforço do funcionalismo, tudo o que não pode acontecer é o programa Quanto Custa deixar a sensação de que ficou caro para os bancários.
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| Ministério Público muda rumo da terceirização na Caixa |
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Estão em andamento no Ministério Público dezenas de inquéritos que investigam a contratação de mão-de-obra terceirizada por empresas estatais e órgãos públicos, em funções que deveriam estar sendo ocupadas por pessoal concursado.
A Caixa Econômica Federal é um dos principais alvos da investigação. A empresa já tem, inclusive, um acordo com o MP, no qual se compromete a realizar concurso público para preencher as vagas hoje ocupadas por terceirizados.
O Termo de Ajuste de Conduta com a Caixa Econômica foi firmado em junho de 2004. O alvo das irregularidades se concentrava nos serviços de digitação, tecnologia e retaguarda de agências. A empresa informa que já está cumprindo as determinações. Em nota oficial, a Caixa diz que ‘‘as metas estabelecidas pelo Ministério Público do Trabalho foram cumpridas em 2004. Houve revisão e ajuste no quantitativo de prestadores de serviço em 5%, no caso dos serviços de digitação’’.
A previsão é que em 2005 sejam empossados 8,8 mil candidatos aprovados no concurso feito no ano passado pela Caixa.
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| Campanha nacional em defesa do emprego está a todo vapor |
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Em Brasília, na Câmara dos Deputados, na última terça-feira (15), o deputado federal Daniel Almeida (PC do B-BA) anunciou a retomada da campanha nacional dos bancários contra as demissões.
“A estimativa é de que existam hoje no país algo em torno de 380 mil bancários, dos quais 70% em bancos privados. A redução do número de empregados vem ocorrendo sistematicamente, ano após ano. Há dez anos o contingente total de profissionais no setor alcançava 800 mil trabalhadores, portanto, uma diminuição de mais de 400 mil vagas”, denunciou o parlamentar.
O deputado completou seu discurso dizendo que “a responsabilidade social com a qual as instituições bancárias declaram ter compromisso não passa de um discurso vazio”.
De acordo com dados preliminares da Confederação Nacional dos Bancários (CNB/CUT), mais de dez mil funcionários foram demitidos em 2004.
A Federação dos Bancários da Bahia está realizando, junto aos sindicatos, um levanta-mento a nível estadual para se ter uma idéia da quantidade de demitidos no Estado em 2004 e iniciar a campanha contra demissões.
A mobilização da categoria continua em torno de melhores condições de trabalho. |
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| Denúncia: BB e BNB condicionam empréstimos do PRONAF à venda de produtos |
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(São Paulo) O Banco do Brasil e Banco do Nordeste estão obrigando os pequenos agricultores a adquirirem seguros de vida, títulos de capitalização e até cartões de crédito internacionais como condição para liberar empréstimos do Programa Especial de Fortalecimento da Reforma Agrária (Pronaf).
Segundo denúncia realizada pelo Jornal do Brasil, a irregularidade foi detectada pela Controladoria-Geral da União (CGU) em dezenas de cidades brasileiras.
“O BB e o BNB estão violentando a Lei Antitruste. Isto é venda casada com o objetivo de dominar o mercado de serviços. A lei caracteriza como infração à ordem econômica subordinar a venda de um bem à aquisição de outro ou um serviço", explica o ex-presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e ex-secretário de Direito Econômico, Ruy Coutinho.
Segundo Coutinho, a cobrança de contrapartidas bancárias é passível de ação coletiva. "Esse tipo de desrespeito à Lei Antitruste pode representar multas de até 30% do faturamento bruto da empresa". O caso tem como agravante o fato de o Pronaf ser voltado para agricultores com renda familiar de no máximo R$ 10 mil por ano. "Os bancos estão lidando com consumidores que não têm acesso a informações.
Os bancos estão ludibriando e isso pode levar o juiz a inverter o ônus da prova em favor do consumidor. Neste caso, as instituições financeiras terão de provar que não estão adotando a prática perniciosa", complementa.
Tanto o BB, como o BNB negam orientações neste sentido, garantindo tratarem-se de casos pontuais, de iniciativa das próprias gerências. Fonte: FETEC - CUT SP. |
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| 24 de janeiro: Dia Nacional do Aposentado |
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Nós nascemos antes da televisão, antes da penicilina, da vacina Sabin. Antes da comida congelada, da comida por quilo e da fralda descartável.
Nascemos antes do xerox, do plástico e da pílula anticoncepcional. Nós nascemos antes do radar, do avião a jato, dos cartões de crédito e do raio laser. Nascemos antes do homem pisar na lua. Somos de um tempo onde a palavra dada era mais importante que a palavra escrita.
Casávamos primeiro e depois íamos morar junto. Gente estranha, não é mesmo? Nós nascemos antes da produção independente de filhos, das creches, das terapias em grupo.
Não sabíamos o que era estresse, LER e AIDS. Em nossa juventude, fumo era cigarro, pó era sujeira, erva era usada para chá, coca era refrigerante e crack era um bom jogador de futebol.
Embalo era como fazíamos para as crianças dormirem, lambada era uma chicotada, fio-dental era usado nos dentes e malhar era coisa de ferreiro.
Não conhecíamos videogame nem computador. Nós pertencemos àquela geração boba e ingênua, que pensava que era preciso um marido para se ter um bebê. Mas nós vivíamos. Sim, nós vivíamos. Apesar da tuberculose, da febre amarela, da gripe espanhola, nós aproveitávamos cada segundo da nossa vida.
Fomos à guerra e voltamos valorizando a paz, o amor e a família.
Pisávamos a terra e a grama molhada pela chuva, nadávamos nos rios e mares sem saber o que era poluição. Fazíamos serenatas, escrevíamos poesias, gostávamos de dançar juntinho e, pasmem, chegávamos a morrer de amores. Este texto reflete o sentimento de pertencer a um tempo que talvez os jovens de hoje não possam compreender bem. Queríamos que esses jovens compreendessem como são importantes esse sentimento e esses valores. Queríamos que eles soubessem que nós procuramos entendê-los. A vida tem seu sentido em todas as idades e todas as idades devem respeitar a vida de cada um.
Devemos nos lembrar que a juventude é provisória, mas a velhice é definitiva.
A diretoria do Sindicato dedica aos idosos e aposentados, principalmente os bancários, este texto e deseja que todos tenham uma vida prazerosa e digna.
Muito obrigado a vocês!
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| Sindicalização: Arma contra a intransigência |
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Nas lutas de todo o dia ou nas grandes manifestações, o Sindicato coloca à disposição dos bancários uma grande estrutura física, política e humana.
A entidade oferece ainda assistência jurídica, convênios em diversas áreas e espaços destinados à integração e ao lazer da categoria.
Mais do que fonte de informações e serviços, o Sindicato é a principal arma de luta da categoria. Só através da união de idéias e ações é possível enfrentar a ganância dos banqueiros.
Descompromissados com funcionários e clientes, os bancos insistem em demitir em massa, precarizar os serviços e desrespeitar os direitos dos trabalhadores.
A sindicalização é de extrema importância para manutenção da luta, pois renova e fortalece a disposição da categoria de permanecer lutando, por melhores salários, segurança, saúde, respeito e justiça.
Junte-se a nós! |
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