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Ano XIII Nº 217 1 ª quinzena de Dezembro 2006 |
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Sem avanços no Bradesco |
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Em reunião realizada na segunda-feira 11/12, prevaleceu mais uma vez a intransigência do Bradesco diante dos esforços dos funcionários para que a empresa adote um reajuste na PLR. O tema central da reunião foi a distribuição de mais 5% do lucro líquido de forma linear para todos os empregados. A resposta do Bradesco para a reivindicação foi a de que o valor é muito alto, uma justificativa incoerente diante das margens de lucro. Somente no terceiro trimestre deste ano, o banco registrou um total de ganhos de R$ 219 milhões.
O que resultou desse jogo de impasses foi uma rodada de negociação sem qualquer avanço. No entanto, a categoria está disposta a seguir adiante e arrancar do banco o atendimento das exigências. Na próxima segunda, acontece um novo encontro, e os empregados voltam a discutir o aumento na PLR sob a expectativa de que a empresa resolva atendê-los. Esta será a terceira rodada de negociações permanentes, que se iniciou no dia 30 de novembro.
Também integram a Minuta de reivindicação os itens: isonomia entre os funcionários dos bancos incorporados, novo Plano de Cargos e Salários (PCS), auxílio-educação, investimentos em segurança, fim das terceirizações e reestruturação do curso do Treinet.
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| BNB assina acordo aditivo da PLR |
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Durante a rodada de negociação, realizada na última terça-feira, entre a Comissão dos Funcionários e a direção do BNB, foram assinados os aditivos da PLR e da compensação das faltas da greve deste ano. Com o acordo assinado, o BNB paga a PLR segunda-feira. O adiantamento será linear, tendo como base o montante de R$ 3.380 milhões, proporcional aos dias trabalhados. Têm direito ao benefício os funcionários contratados até 31 de agosto deste ano. Os demais recebem a PLR proporcional quando o banco pagá-la integralmente, com o fechamento do balanço. Com relação a PLR integral, será seguido o acertado com a Fenaban, em outubro.
Outros assuntos como antecipação do ticket e cesta alimentação, pagamento do passivo de horas extras, efetivação dos caixas, promoção por merecimento (PCR) e acordo coletivo geral também foram discutidos.
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| Terceirização feita pelos bancos é ilegal |
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(São Paulo) Na sede do Ministério do Trabalho e Emprego, em Brasília, no último dia 11 de dezembro, foi entregue o relatório resultante do processo nacional de fiscalização realizado pelo MTE, a partir das denúncias encaminhadas no ano de 2005.
O material foi produzido a partir das fiscalizações realizadas por uma força-tarefa multidisciplinar composta de auditores do trabalho, engenheiros em segurança e medicina do trabalho, em automação e tecnologia, entre outros. A equipe foi coordenada pela doutora Ruth Beatriz de Vasconcelos Vilela, secretária de Inspeção do Trabalho. Outro órgão importante no enfrentamento da terceirização é o Ministério Público do Trabalho, por meio do setor de combate às fraudes nas relações trabalhistas.
Nesta primeira fase, as áreas fiscalizadas foram as relacionadas com retaguarda, tesouraria e compensação bancárias, o que quer dizer processamento, autenticação e compensação de cheques, malotes e material entregue em caixas eletrônicos, além de transporte de valores de empresas contratadas pelos bancos Bradesco, Unibanco e ABN Amro.
Se antes havia denúncias dos sindicatos e jurisprudência de ações isoladas na Justiça do Trabalho, agora há um parecer do MTE que responsabiliza exclusivamente os bancos pela ilegalidade.
A rigor, a estratégia de segmentação adotada pelos bancos envolve a captação de recursos e empréstimos em empresas diferentes de uma mesma holding e a oferta de uma infinidade de produtos e serviços financeiros. Mas, na prática, reduz salários e precariza a relação contratual dos trabalhadores. O MTE constatou que, independentemente da região, do banco e da empresa contratada, a organização é igual, o que evidencia um problema de todo o sistema financeiro.
O relatório conclui que todo o processo implementado pelos bancos, de contratação de mão-de-obra por meio de empresa interposta para realização das atividades de retaguarda, tesouraria e compensação bancárias, “afronta o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana, do valor social do trabalho, bem como a inteligência dos preceitos contidos na Súmula 331 do TST e os princípios basilares do Direito de Trabalho”. Em bom português: são bancários explorados ao extremo em desrespeito às leis.
Além das multas, as provas foram encaminhadas de ofício para o Ministério Público do Trabalho, que fará os devidos encaminhamentos judiciais.
Fonte: Contraf CUT
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| EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ELEIÇÕES |
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Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Ilhéus, inscrito no CGC sob o nº 14172555/0001-25, Registro sindical nº 217586, por sua presidente abaixo assinado, convoca todos os sócios da base territorial deste sindicato, para a realização da eleição da Diretoria, Conselho Fiscal e respectivos suplentes, para o mandato 2007/2010, nos dias 4 e 5 de janeiro de 2007, no horário das 08:00 às 18:00 h na sede do Sindicato, à Rua Ana Nery, 140, Centro - Ilhéus-BA, com uma urna fixa e demais urnas itinerantes na base do Sindicato. O registro das chapas deverá ser feito na Secretaria do Sindicato, no horário das 08:00 às 12:00 h e das 13:30 às 18:00 h nos dias úteis, no prazo de 15 (quinze) dias corridos a contar da publicação deste Edital.
Ilhéus-Ba, 18 de dezembro de 2006.
Marlúcia Ferreira Paixão
Presidente
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