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Ano XIII Nº 218 2 ª quinzena de Dezembro 2006

Confraternização festeja 2006

Os bancários de Ilhéus fizeram uma bonita festa na confraternização de fim de ano ao som das bandas Circuito Fechado e Keketa, encerrando em grande estilo mais um ano de intensas atividades
Muita gente bonita, cerveja geladinha numa linda festa para encerrar um ano marcado por lutas e vitórias.
3, 5 % de aumento e distribuição mais justa da PLR foram motivos de comemoração. Após uma greve árdua de 10 dias os bancários arrancaram dos banqueiros conquistas históricas.
O Sindicato dos Bancários de Ilhéus através de sua diretoria, agradece a todos os participantes da linda festa de confraternização e especialmente aos companheiros que sempre estiveram prontos para a luta.
Já na política durante quase duas décadas, a Bahia reproduziu um modelo político atrelado ao coronelismo, cristalizado na figura do senador Antônio Carlos Magalhães. À frente do Estado há 16 anos, o PFL deixa como legado grande atraso econômico e social que vai dar muito trabalho à gestão do novo governador, Jaques Wagner. Eleito com 52,89% dos votos, ainda no primeiro turno, vencendo o então candidato imbatível nas pesquisas eleitorais, Paulo Souto, o ex-ministro do Trabalho de Lula traz consigo não só a experiência de um grande administrador, mas muitas expectativas para a Bahia, sobretudo para a camada mais pobre, abandonada nas sucessivas gestões carlistas.

   
A luta continua em 2007

Caixa - Funcef: GT Novo Plano define calendário de reuniões, as próximas serão realizadas dias 29 e 30 de janeiro. A meta é concluir os trabalhos até março do próximo ano.
ABN Real - Dirigentes sindicais do ABN de todo país reuniram-se e apresentaram a proposta de calendário de negociações para 2007. Serão oito encontros, entre abril e novembro, para discutir de forma permanente reivindicações importantes dos funcionários.

 
Bancários do BB à espera da implantação do Call Center na Bahia

Antiga promessa feita pela direção do Banco do Brasil, o Call Center na Bahia ainda não se tornou realidade para o mercado de trabalho do Estado. O Sindicato dos Bancários luta há cerca de três anos para que a unidade seja implantada e, assim, gerar 3 mil novos empregos para fomentar a economia baiana e atenuar os índices de desemprego de Salvador e Região Metropolitana.
A expectativa inical era a de que a sede começasse a funcionar em dezembro de 2004. Diante do não cumprimento do prazo, o Sindicato iniciou intensa campanha pela causa. Outdoors, mobilizações, protestos, reuniões e até mesmo um documento enviado diretamente ao presidente Lula no ano passado fizeram parte do arsenal de estratégias utilizadas pela entidade para que o processo fosse agilizado o mais rápido possível. Através do deputado estadual Álvaro Gomes (PCdoB-BA), que acompanha a luta desde o início, o tema foi amplamente defendido na Assembléia Legislativa, inclusive através de audiências públicas.
Este ano, o BB chegou a anunciar a inauguração para o mês de junho. Um prédio no Comércio, que já foi sede do Baneb, havia sido escolhido para o funcionamento, assim como a empresa administradora vencedora da licitação, A Grenit. No entanto, nada saiu do papel. A grande esperança para 2007 é que, com a gestão do governador eleito Jacques Wagner, o Call Center se torne prioridade. Com a agilidade na implantação, a Bahia fica cada vez mais perto de um grande salto na economia.
Fonte: SEEB/BA.

 
Bancos públicos: Projeto de lei garante isonomia

A luta pelo estabelecimento de isonomia entre os empregados dos bancos públicos ganha mais força com o Projeto de Lei 6259/05. Apesar de paralisado na Comissão de Trabalho, Administração e Serviços Públicos da Câmara Federal, a matéria é de grande importância para pôr fim à discriminação de benefícios na Caixa, no Banco do Brasil e no BNB. De autoria dos deputados do PCdoB Daniel Almeida (BA) e Inácio Arruda (CE), a medida regulamenta a igualdade salarial entre os bancários, além de assegurar uma série de benefícios.
Mas, a batalha não é fácil. A categoria precisa continuar pressionando os deputados a aprovarem o projeto. Em novembro último, os bancários reuniram e entregaram ao Congresso Nacional mais de 5 mil assinaturas a favor da isonomia e solicitando urgência na tramitação do PL.
Por isso, a mobilização não pode esfriar. O caminho é longo, mas a conquista depende da participação da categoria, afinal, o projeto ainda precisa ser apreciado por outras comissões da Câmara, além de ser votado no Senado e, só então, ser submetido à sanção do presidente da República.

 
Conquistas da categoria avançam
O ano de 2006 foi de muitas conquistas para os bancários. A campanha salarial foi intensa e mobilizou toda categoria. Para chegar à vitória, reconhecimento e valorização do trabalho, os empregados dos bancos públicos tiveram de parar as atividades no dia 26 de setembro sendo seguidos, 10 dias depois, pelos trabalhadores das empresas privadas.
Em toda a Bahia, os funcionários conseguiram manter a maior parte das agências públicas e privadas fechadas.
Além de Ilhéus, mais 134 municípios aderiram ao movimento, que teve como tema O bolo já cresceu. Ta na hora de dividir. Durante o período de campanha, foram realizadas diversas manifestações nas agências, piquetes, passeatas e assembléias para mostrar à sociedade que a luta era de todos. Depois de nove rodadas de negociações, os bancários conseguiram arrancar uma proposta justa da Fenaban.
O reajuste de 3,5% mostrou o poder de luta e de mobilização. Os trabalhadores não desistiram e pararam as atividades por tempo indeterminado até que as empresas deram a devida atenção às necessidades da categoria e melhoraram as propostas.
 

Próximo do Natal e do final do ano, é momento de reflexão, avaliação, esperança e coragem.
Reflexão para avaliar os erros e acertos,
buscando sempre acertar na justiça e na igualdade.
Esperança como impulso e combustível da luta.
Coragem para sempre caminhar em frente.
Desejamos a todos os companheiros de luta um Feliz Natal e um Ano Novo de muitas conquistas.
A Diretoria do Sindicato dos
Bancários de Ilhéus e Região

 
Congresso aprova mínimo de R$ 380 e correção de 4,5% no IR
São Paulo - O Congresso Nacional aprovou o Orçamento de 2007, que estabelece entre outros itens um salário mínimo de R$ 380 a partir de abril de 2007 e correção de 4,5% na tabela do Imposto de Renda em janeiro.
Os valores aprovados entraram no texto do Orçamento depois de acordo selado entre representantes sindicais e os ministros do Trabalho, Luiz Marinho, e da Previdência, Nelson Machado, aprovado pelo presidente Lula. "Provamos mais que o processo negocial estabelecido entre as centrais e o governo é uma via real para estabelecer uma política capaz de promover o crescimento econômico e aumento do poder de compra da população”, disse o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, um dos representantes dos trabalhadores que participaram da reunião, dia 19 de dezembro, com Marinho e Machado.
Na negociação os trabalhadores também traçaram uma política de valorização do salário mínimo e correção anual do da tabela do IR, reivindicações históricas dos Sindicatos.
A proposta prevê que a partir de 2008, os reajustes sejam compostos pelo índice de crescimento do PIB de dois anos antes mais a inflação do ano imediatamente anterior. A cada ano o pagamento reajustado deverá ser antecipado em um mês, até chegar a janeiro em 2010. Para a tabela do Imposto de Renda, a proposta prevê correção anual de 4,5% também entre 2008 e 2009. Os projetos serão apreciados no Congresso.
Elisângela Cordeiro - 22/12/2006.
 
Itaú - Negociações emperradas
São Paulo - Mais uma vez o Itaú deu mostras de que não reconhece seu maior patrimônio: os funcionários. Na última rodada de negociação a direção do banco novamente negou aumentar o valor da Participação Complementar nos Resultados (PCR), o “jabaculê” de Natal. À revelia do Sindicato e de forma unilateral, o banco adiantou R$ 360 do valor para os bancários, mas não aceita a reivindicação de um pagamento maior.
“A direção do Itaú não fechou totalmente as portas. Disseram que as negociações não estão suspensas, mas ao mesmo tempo não apontam com um valor que seja condizente à necessidade dos trabalhadores”, afirma André Luis Rodrigues, funcionário do Itaú e diretor do Sindicato.
Desde que a PCR foi negociada pela primeira vez, no início do ano, muita coisa mudou. “O banco hoje pode pagar muito mais. A realidade do Itaú é outra. Tornou-se o maior banco privado do país, avançou por outros países da América Latina e vem obtendo excelentes resultados nos exercícios de cultura de performance dentro do banco”, diz André.
Fonte: SP Bancários.
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