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Ano XIII Nº 211 2 ª quinzena de Julho 2006 |
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Campanha Salarial:
Entrega da Minuta confirmada para o dia 10/08 |
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A entrega da minuta de reivindicações à Fenaban está confirmada para o dia 10 de agosto, às 15h30, em São Paulo. Os representantes dos bancários querem que no mesmo dia seja realizada a primeira rodada de negociação, com discussão sobre as principais exigências da categoria.
Para a campanha deste ano, os trabalhadores do ramo financeiro reivindicam 7,05% de aumento real mais a inflação do período, 5% do lucro líquido linear de PLR, mais um valor fixo e outro variável que ainda será definido pelo Comando Nacional.
A defesa do emprego também está entre as prioridades, com a ratificação da Convenção 158 da OIT, que proíbe dispensas imotivadas. Outros pontos, como a ampliação do horário de atendimento bancário com dois turnos de trabalho e mais contratações, o respeito à jornada de seis horas, o fim do assédio moral, das metas abusivas e da insegurança bancária também fazem parte da Minuta.
Como ocorre desde 2003, a campanha deste ano é unificada, com funcionários de bancos públicos e privados lutando pelas mesmas reivindicações. A pauta específica de cada banco será debatida concomitantemente às negociações gerais.
Principais reivindicações
Inflação do período mais aumento real de 7,05%
PLR de um salário, mais um valor fixo e 5% do lucro líquido linear
Piso da categoria de acordo com o Dieese, de R$ 1.500,00 (valor atual R$ 839,93)
Auxílio creche-babá de um salário mínimo, R$ 350,00 (valor atual 165,34)
Cesta-alimentação de R$ 300,00 (valor atual 230,02)
Gratificação de caixa de R$ 500,00 (valor atual R$ 226,65)
13ª Cesta-alimentação
14º salário
Combate às Ler/Dort
Segurança bancária
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| Lucro do Itaú foi maior do que R$ 3 bi |
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Mais um recorde no lucro dos bancos foi anunciado. O Itaú registrou lucro de R$ 2,958 bilhões somente neste primeiro semestre, o que representa um crescimento de 19,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
De acordo com levantamento da consultoria Economática, o montante é o maior da história dos bancos de capital aberto no Brasil para o período. Apenas no segundo trimestre, a empresa lucrou R$ 1,498 bilhão, 2,6% a mais do que os três primeiros meses deste ano. Desse modo, o Itaú encerra o semestre com patrimônio líquido de R$ 17,555 bilhões, 12,8% superior ao final de junho de 2005.
Mesmo com os constantes cortes na taxa básica de juros, os bancos continuam obtendo resultados exorbitantes. A taxa Selic caiu cinco pontos percentuais desde setembro de 2005, quando foi iniciada a redução.
Embora as empresas tenham lucros cada vez maiores, falta investimento na qualidade do atendimento e em melhores condições de trabalho para os bancários, que sofrem com as pressões por metas e redução significativa do quadro de funcionários, principais responsáveis pelo bom desempenho das empresas.
Fonte: SEEB Bahia
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| Mobilização unificada |
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A campanha salarial dos bancários começa com muita força, unidade e coesão. Os trabalhadores estão ainda mais unidos na luta contra a arrogância dos banqueiros, por melhores condições de trabalho e salário digno. Foi com esse recado aos patrões que terminou, em São Paulo, a 8ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro.
Depois de cinco dias de debates, de forma democrática, os mais de 800 delegados definiram a Minuta de Reivindicações, que inclui 7,05% de aumento real mais a inflação do período, PLR justa com a distribuição de 5% do lucro líquido de forma linear, além da parte fixa e do percentual do salário. A Conferência também reafirmou a estratégia de campanha unificada entre funcionários de bancos públicos e privados, adotada há três anos, e que tem proporcionado aumento real. Outros itens também foram aprovados no evento, como o fim do assédio moral e das metas excessivas, melhores condições de saúde e segurança e igualdade de oportunidades para todos. Fonte: SEEB Bahia
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Assédio moral:
O que a vítima deve fazer?
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Resistir: anotar com detalhes toda as humilhações sofrida (dia, mês, ano, hora, local ou setor, nome do agressor, colegas que testemunharam, conteúdo da conversa e o que mais você achar necessário).
Dar visibilidade, procurando a ajuda dos colegas, principalmente daqueles que testemunharam o fato ou que já sofreram humilhações do agressor.
Organizar. O apoio é fundamental dentro e fora da empresa.
Evitar conversar com o agressor, sem testemunhas. Ir sempre com colega de trabalho ou representante sindical.
Exigir por escrito, explicações do ato agressor e permanecer com cópia da carta enviada ao D.P. ou R.H e da eventual resposta do agressor. Se possível mandar sua carta registrada, por correio, guardando o recibo.
Procurar seu sindicato e relatar o acontecido para diretores e outras instancias como: médicos ou advogados do sindicato assim como: Ministério Público, Justiça do Trabalho, Comissão de Direitos Humanos e Conselho Regional de Medicina (ver Resolução do Conselho Federal de Medicina n.1488/98 sobre saúde do trabalhador).
Recorrer ao Centro de Referencia em Saúde dos Trabalhadores e contar a humilhação sofrida ao médico, assistente social ou psicólogo. Buscar apoio junto a familiares, amigos e colegas, pois o afeto e a solidariedade são fundamentais para recuperação da auto-estima, dignidade, identidade e cidadania. |
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| Tarifa dos bancos bate na Lua |
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São Paulo – Se você tivesse paciência para esticar, uma a uma, em notas de R$ 10, o que o os bancos arrecadaram com tarifas em 2005, daria para chegar até a Lua. Ou, os R$ 30,955 bilhões cobrados pela prestação de serviços, também dariam a volta no planeta Terra por pelo menos 10 vezes.
Isso, levando-se em conta somente o que foi cobrado de tarifa em sete dos maiores bancos brasileiros (Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú, Unibanco, Santander Banespa e Nossa Caixa). Da Terra até a Lua, são 384 mil quilômetros. Já a circunferência da Terra tem mais de 40 mil km.
“A gente sempre diz que essa arrecadação é astronômica, sem imaginar que o termo é tão realista”, diz o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino.
Os bancos foram liberados para cobrar tarifas desde 1994. De lá para cá, essa arrecadação subiu mais de 661,71% |
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EDITAL ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
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Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Ilhéus, convoca todos os empregados em instituições financeiras públicas e privadas, sindicalizados ou não, dos municípios de Ilhéus, Una, Canavieiras, Uruçuca, Itacaré, Ubaitaba, Camamu, Maraú, Mascote, Aurelino Leal, para Assembléia Geral Extraordinária que será realizada dia 08 do mês de Agosto de 2006, em primeira convocação às 18:00 horas, e em segunda convocação às 18:30 horas, na sede social do Sindicato dos Bancários de Ilhéus, situado à rua Ana Nery nº 140, centro nesta cidade, para discussão e aprovação da seguinte ordem do dia:
1. Desautorizar a CONTEC - CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CRÉDITO a representar o sindicato em negociações coletivas ou em dissídios coletivos, bem como assinar convenção ou acordos coletivos de trabalho;
2. Discussão e deliberação sobre aprovação da minuta de pré-acordo de negociação e minuta de reivindicações da categoria bancária 2006;
3. Autorização à diretoria para realizar negociações coletivas, celebrar convenção e/ou acordo coletivo de trabalho e, frustradas as negociações, defender-se e/ou instaurar dissídio coletivo de trabalho, bem como delegar poderes para tanto;
4. Deliberação sobre desconto a ser feito nos salários dos empregados em razão da contratação a ser realizada;
5. Outros assuntos de interesse da categoria profissional
Ilhéus-BA, 03 de agosto de 2006.
Marlúcia Paixão
Presidente
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| Bradesco condenado por desrespeitar intervalo |
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O Bradesco foi condenado pela Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho a pagar a uma bancária o valor de uma hora diária pelo intervalo intrajornada não concedido. “O desrespeito ao intervalo consistirá no pagamento do referido período como se fosse tempo efetivamente trabalhado”, afirmou o ministro relator do recurso, Aloysio Corrêa da Veiga.
A empregada alegou que trabalhava mais de seis horas por dia, e por isso, teria direito ao pagamento dos valores relativos ao intervalo de uma hora, e não ao de quinze minutos concedidos pelo banco. A defesa da bancária ingressou com recurso no Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (Santa Catarina), o qual reconheceu a validade do intervalo de quinze minutos em razão da jornada de seis horas. A empregada recorreu ao TST sob a alegação de que os cartões de ponto não refletiam a real jornada extraordinária. O entendimento do TST nesse sentido é o de que se for estipulado pelo empregador jornada de seis horas diárias, a prestação de serviços suplementares gera para o bancário o direito de, no mínimo, uma hora de intervalo intrajornada. O desrespeito à pausa justifica a aplicação da Orientação Jurisprudencial nº 307 da SDI-1 e do parágrafo 4º do artigo 71 da CLT. Ambos reconhecem o direito do bancário ao intervalo para repouso e alimentação, mas se o empregador não conceder a pausa, ele deverá pagar o valor total do período correspondente com um acréscimo de 50% sobre o valor da hora normal de trabalho. A legislação esclarece ainda que em qualquer trabalho contínuo, com duração além das seis horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação de, no mínimo, uma hora, e no máximo, duas horas. A exceção é para acordo escrito ou contrato coletivo em contrário. O ministro Aloysio Veiga ressaltou na decisão que, “como se constata, o artigo 71 da CLT traduz-se em norma imperativa, não distinguindo entre jornada contratual e jornada suplementar, sendo de clareza meridiana ao prever a concessão do intervalo, quando a jornada exceda as seis diárias, como na situação dos autos”. Fonte: SEEB PoA |
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| Tarifas bancárias crescem 384% |
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| São Paulo – No momento em que os bancos começaram a divulgar seus lucros recordes, um estudo sobre preços de tarifas em 13 instituições financeiras, só vem confirmar os altos ganhos das empresas do setor. Os clientes bancários estão pagando 384% mais caro por ser serviços que até pouco tempo atrás não eram cobrados. Somando todas as taxas do sistema financeiro, os valores cobrados dos consumidores são quase quatro vezes maiores neste ano do que em 2001. Neste mesmo período, a inflação medida pelo IPCA foi de 50,6%. Ganhos com prestação de serviços já representam 14% do total de receitas do sistema financeiro, bem acima dos 9% em 2003. Fonte: SEEB SP |
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| Bancários reivindicam
auxílio-creche de um
salário mínimo |
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São Paulo - Uma das reivindicações da minuta deste ano é o aumento do Auxílio Creche/Babá dos atuais R$ 165 mensais para o equivalente a um salário mínimo (atualmente em R$ 350). A bancária do Itaú Ivone de Paula Sarraipa, hoje em licença médica por conta de LER - conseqüência de seu trabalho no Ceic -, tem procurado uma babá para ficar durante o dia com sua filha de um ano de idade, assim que voltar ao banco. “Não posso oferecer menos que um salário mínimo para essa pessoa. Mesmo as escolinhas em período integral ficam mais caras que R$ 350 por mês, se você considerar todos os custos”, diz.
Drama - Uma outra bancária ouvida pelo Sindicato vai precisar demitir até o final do ano a babá da sua filha de quatro anos, pois não está mais conseguindo arcar com seu salário. “Vou colocar minha filha na escolinha em meio período, que custa R$ 220 por mês, porque não dá pra pagar o que eu realmente precisava, que é o período integral. V vou precisar da ajuda da minha mãe no resto do tempo antes de eu chegar em casa”, afirma a funcionária de uma agência do ABN na Zona Leste. Ela lembra que quando fala em R$ 220, não contabiliza os outros gastos, com apostilas, uniformes, perua e passeios. “Fica bem mais caro. Os R$ 165 atuais não cobrem nem de longe todos os custos”, diz.
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