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Ano XIII Nº 202 - Especial Mulher - Março 2006 |
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Dia internacional da Mulher! |
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O Sindicato dos Bancários de Ilhéus e Região faz uma justa homenagem àquela que é mãe, irmã, companheira, filha, avó, tia, sogra. Batalhadora, guerreira, desprendida e incansável.
A todas as mulheres nosso reconhecimento e agradecimento! Saiba um pouco mais sobre o 8 de março, como surgiu e o que representa para a mulher atual. |
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O Dia Internacional da Mulher foi instituído em 1911. A data foi escolhida pela UNESCO-Organização Mundial para a Educação, Ciência e Cultura - para lembrar uma manifestação organizada de centenas de operárias que reivindicavam o direito à licença-maternidade, a redução da jornada de trabalho e salários iguais aos dos homens, em 08 de março de 1857, quando morreram queimadas 129 mulheres em uma fábrica têxtil de Nova Iorque.
Foram muitos avanços desde aquela fatídica noite. Mas ainda são poucas mulheres em cargos públicos, nos parlamentos municipais, estaduais e federais. Teremos, ainda neste ano, uma mulher como presidente do Supremo Tribunal Federal. Parabéns a todas as mulheres. Só não se pode esquecer uma coisa: mobilização e união é o início de uma bela e proveitosa caminhada. |
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Elas sorriem quando querem gritar.
Elas cantam quando querem chorar.
Elas choram quando estão felizes.
E riem quando estão nervosas.
Elas brigam por aquilo que acreditam.
Elas levantam-se para injustiça.
Elas não levam "não" como resposta quando
acreditam que existe melhor solução.
Elas andam sem novos sapatos para
suas crianças poder tê-los.
Elas vão ao medico com uma amiga assustada.
Elas amam incondicionalmente.
Elas choram quando suas crianças adoecem
e se alegram quando suas crianças ganham prêmios.
Elas ficam contentes quando ouvem sobre
um aniversario ou um novo casamento.
Pablo Neruda |
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| 8 de março - Dia Internacional da Mulher |
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Nós mulheres brasileiras, herdeiras das lutas das mulheres de todos os tempos, vamos rompendo as cadeias da dominação tirando, “uma a uma”, as pedras de nosso caminho para tecer o mundo sem opressão, de igualdade e fraternidade, de justiça social e de paz.
Nossa luta tornou visível a situação das mulheres no trabalho, a violência, a discriminação e as escandalosas cifras de morte materna. Possibilitou tratar politicamente, na esfera pública, o que antes estava omitido no âmbito do doméstico. Foi possível o reconhecimento social da desigualdade entre homens e mulheres e a dura realidade de não termos na vida a igualdade legal conquistada: são direitos humanos fundamentais.
O desemprego e o subemprego atingem níveis recordes, a violência alcançou índices elevados, a economia neoliberal prioriza o superávit primário e os investimentos financeiros ao invés do investimento nas áreas produtivas para ampliar os empregos e melhorar a vida das mulheres que são as mais atingidas pela precariedade. Nos últimos tempos somamos muitas vitórias mas ainda queremos mais. Por isso é importante a presença de todas nas lutas por nenhum direito a menos e lutarmos por outros mais, na decisão de conquistar nossaa emancipação e a de todo o povo.
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| O que a mulher brasileira enfrenta hoje em dia |
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O Brasil é líder mundial de violência contra a mulher. De acordo com uma pesquisa feita pela Sociedade de Vitimologia Internacional, chega a 25% o número de mulheres que sofrem violência no país e 70% das assassinadas foram vítimas dos próprios maridos. Os dados revelam também que, em média, a mulher só denuncia a violência depois da décima agressão.
No ambiente de trabalho, no mundo, de 15 a 30% das mulheres foram assediadas sexualmente e, uma a cada doze, teve que abandonar o trabalho. A Lei 10.224/ 15/05/01, trata o assédio sexual como crime e a pena é de um a dois anos de detenção. A mortalidade materna desestrutura as famílias além de afetar a economia. No Brasil estima-se 260 mortes maternas por 100.000 nascidos vivos. É maior entre as mulheres afrodescendentes, mestiças, indígenas, pobres e solteiras vivendo nas regiões mais pobres. Entre as principais causas estão: acidente vascular cerebral, AIDS, Aborto, homicídios, câncer de mama
Morrer de gestação, parto, puerpério ou aborto não pode ser o destino das mulheres. As recentes conquistas das mulheres foram o Pacto Nacional pela redução da Mortalidade Materna e Neonatal (M.Saúde/04) e a luta para aprovar o PL 1135 (Dep. Jandira Feghali) reivindicado pelas mulheres na I Conferência de Políticas Públicas para as Mulheres /2004, que propõe a descriminalização do Aborto e revê artigos do Código Penal . Fonte: UBM - União Brasileira de Mulheres. |
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| SEEB Ilhéus lança campanha para
sindicalização das bancárias |
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Com o objetivo de anular a desigualdade de oportunidades que ainda assola o emprego no sistema financeiro, o SEEB Ilhéus, em conjunto com a CNB/CUT está lançando a Campanha Sindicalização das Bancárias.
A idéia é trazer mais mulheres para os sindicatos e, assim, aumentar o poder de pressão contra os banqueiros para que a bancária tenha as mesmas oportunidades do homem na carreira.
Marlúcia Paixão (foto), presidente do SEEB Ilhéus, destaca que a mulher precisa ocupar mais espaços na vida pública brasileira. “As mulheres devem participar mais do cenário político-social no Brasil. O sindicato proporciona um início para que a mulher se organize e possa conquistar um espaço maior nas carreiras públicas e políticas”, explica.
Para Marlúcia, as mulheres podem, com a sindicalização, se organizar e lutar unidas por direitos iguais, pela não discriminação, além de seu próprio espaço dentro do sindicato. “Sindicalizar-se é, portanto, um instrumento de organização para fortalecer a luta na busca da igualdade”, finaliza. |
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Mulheres no mercado de trabalho precarizado |
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Mulheres e homens não têm a mesma inserção no mercado de trabalho.
As mulheres são 43,9% no mercado de trabalho, e apesar das conquistas legais não tem oportunidades iguais e não são valorizadas.
Estão em atividades, em geral, informais e por isso, mais expostas ao desemprego, vivendo mais intensamente os efeitos da precarização do trabalho.
Recebem salários 40% menos que os dos homens, em sua maioria ganham até 1 salário mínimo.
Em geral não tem carteira de trabalho assinada, cumprem elevada jornada de trabalho, tem pouca qualificação e baixa proteção social.
A discriminação é ainda maior quando se trata das afrodescendentes que representam cerca de 56% das trabalhadoras domésticas e recebem salários mais baixos que as outras trabalhadoras. Injustiça só se vence com mobilização!! |
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