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Ano XIII Nº 215 1 ª quinzena de Novembro 2006 |
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Funcionários do BNB exigem respeito |
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Piquetes e paralisações marcaram o Dia Nacional de Luta no BNB na sexta, 10/11. Funcionários de vários Estados cruzaram os braços em protesto à falta de respeito do banco, que não quer pagar aos empregados a Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Em Salvador, o dia de greve contou com forte adesão. Todas as unidades da capital permaneceram fechadas durante todo o dia. Segundo Antônio Galindo, funcionário do BNB, a paralisação de 24 horas é uma forma de pressionar o banco a negociar com seriedade o mais rápido possível.
A situação é absurda. A direção do BNB havia se comprometido em cumprir a Convenção Coletiva assinada com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), voltou atrás e teve a petulância de afirmar que houve um “mal entendido”, e que desde o início tinha deixado claro que cumpriria a convenção unificada, exceto no que se refere à PLR.
A atitude é inaceitável e representa total falta de respeito com os trabalhadores, que reivindicam receber o benefício nos moldes da Fenaban, no valor de 80% do salário, mais R$ 828,00 e parcela adicional que varia entre R$ 1.000,00 e R$ 1.500,00, dependendo da lucratividade, que tem de ser depositada até março de 2007.
O protesto contou também com a participação dos funcionários do interior do Estado e da Região Metropolitana de Salvador. Aderiram ao movimento os empregados de Simões Filho, Camaçari, Feira de Santana, Jequié, Ipiaú, Ilhéus, Irecê, Jacobina, Mundo Novo, Juazeiro, Paulo Afonso e Alagoinhas.
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| Mínimo de R$ 420,00 |
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A CUT, CGTB, CGT, CAT, Força Sindical e SDS decidiram organizar atos estaduais conjuntos no próximo dia 29/11 e realizar a 3ª Marcha Nacional do Salário Mínimo em Brasília, no dia 06/12. As centrais vão defender o aumento do mínimo para R$ 420. Segundo levantamento do Dieese, baseado em pesquisas de diferentes fontes, 47 milhões de brasileiros são beneficiados a cada reajuste real do salário mínimo. Desse total, há 22 milhões de trabalhadores do mercado formal e informal que ganham até um mínimo; 11 milhões de trabalhadores com carteira assinada que ganham até dois salários mínimos; e 14 milhões de aposentados que ganham até um mínimo. .
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| Trabalhadores e Banco do Brasil assinam
acordo aditivo |
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São Paulo - Representantes dos trabalhadores e a direção do Banco do Brasil assinaram em Brasília, nesta sexta-feira, dia 10, o acordo aditivo à Convenção Coletiva.
Segundo o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, “a mobilização dos bancários e o amadurecimento do processo de negociação, ano após ano, garantiu conquistas, como aumento real, PLR maior, soluções para a Parcela Previ e recuperação de questões de isonomia, entre outros”.
Marcolino ainda destacou o reconhecimento, pela direção do banco, da Contraf-CUT e dos sindicatos como legítimos representantes dos bancários.
“Há ainda mais a conquistar, como a isonomia plena para os funcionários pós-98 e o PCC/PCS”, diz o membro da Comissão de Empresa e diretor do Sindicato, William Mendes, também presente à reunião de assinatura, pontua outras questões que precisam ser discutidas com o banco. “Os funcionários também querem solução para a Cassi e esperam a destinação do superávit da Previ para melhorias do Plano I de benefícios”, lembra.
Fonte: SP Bancários
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| Prazo para saldamento da Funcef termina
em 30 de novembro |
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São Paulo - A campanha “Novo Plano, nosso plano: adesão consciente”, lançada pela Fenae com o apoio da Fenacef, Fenag e Contraf/CUT, segue em todo o país. O objetivo é permitir que os associados da Funcef tenham mais um canal de comunicação e, por meio dele, adquiram maior capacidade e autonomia para decidir, de maneira consciente, pela adesão ao saldamento do REG/Replan e ao Novo Plano.
O prazo para essa adesão encerra-se em 30 de novembro. Os ativos e assistidos devem encaminhar os termos de adesão à Funcef via malote Caixa ou para o endereço SCN – Quadra 2 – Bloco A – 12º e 13º andares – Edifício Corporate Financial Center – CEP 70712-900 – Brasília/DF. As entidades representativas dos empregados defendem a adesão consciente ao saldamento do REG/Replan e ao Novo Plano, elaborado com a colaboração de representantes dos participantes, da Caixa e da Funcef ao longo de dois anos. Para isso foi constituído em 2003 um Grupo de Trabalho, que por sua vez sugeriu uma consulta popular para avaliar a concordância dos participantes com as propostas apresentadas. |
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| Negociação com o
Bradesco no dia 23 |
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A Contraf-CUT e o Bradesco retomam no próximo dia 23/11 o processo de negociações permanentes após a Campanha Nacional. A reunião está agendada para 15h, na sede do banco, na Cidade de Deus, em Osasco. “Vamos reapresentar nossa pauta de reivindicações e cobrar do Bradesco seriedade nas negociações. Nossas demandas estão em debate já há algum tempo e temos pressa em resolvê-las. Principalmente quando o tema é condições de trabalho”, afirma Pedro Sardi, diretor da Fetec São Paulo e membro da Comissão de Organização dos Empregados (COE).
Entre as principais reivindicações dos bancários estão a isonomia entre os funcionários dos bancos incorporados, um novo Plano de Cargos e Salários (PCS), auxílio-educação e mais segurança. “Também reivindicamos a melhora nas condições de trabalho, pois a qualidade de vida dos bancários do Bradesco está caindo a cada dia. Um bom começo é realizar o curso do Treinet dentro do horário de trabalho e que ele seja opcional”, afirma Pedro. O diretor da Fetec destaca que os bancários também vão exigir o fim do assédio moral, principalmente com a proibição da exposição do ranking do desempenho das agências nos locais de trabalho.
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| Bancários negociam com
HSBC no dia 28 |
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São Paulo - A Contraf-CUT e o HSBC reúnem-se no próximo dia 28, às 14h, para retomar o processo de negociações permanentes. O encontro será na sede da Contraf-CUT, em São Paulo.
“Terminada a campanha nacional, vamos retomar os debates em torno das reivindicações específicas dos empregados do HSBC. Temos uma série de demandas que vamos negociar com o banco”, explica Sérgio Siqueira, diretor da Contraf-CUT.
Entre as principais reivindicações dos bancários do HSBC, Sérgio Siqueira destaca a necessidade de mais contratações, o fim das metas desumanas e abusivas e o fim das terceirizações. Os funcionários também discutir o PCS/remuneração e informações sobre a nova plataforma tecnológica do banco.
“Durante a reunião, vamos propor um calendário de negociações com o banco, com um cronograma para todo o primeiro semestre de 2007”, diz o sindicalista.
Contraf-CUT.
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| Negociação está marcada para o dia 23,
em São Paulo |
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São Paulo - A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú reuniu-se nesta sexta-feira, dia 10, para debater a retomada do processo de negociações permanentes com o banco.
A primeira rodada após a campanha nacional está marcada para o dia 23, às 14h, em São Paulo.
“No dia 25 de outubro, a Contraf-CUT enviou um comunicado ao Itaú solicitando a retomada das negociações permanentes e detalhando as nossas reivindicações específicas.
Marcado o encontro para o próximo dia 23, nos reunimos hoje para debater a pauta de reivindicações, com assuntos que são de fundamental importância para quem trabalha no Itaú.
Com o lucro que o banco registrou, há espaço para avançarmos nas reivindicações”, explica Carlos Cordeiro, secretário-geral da Contraf-CUT e bancário do Itaú.
Entre as principais reivindicações dos trabalhadores do banco estão a Participação Complementar nos Resultados (PCR), o Programa AGIR, o Plano de Saúde, Plano de Previdência Complementar, auxílio-educação, enquadramento sindical, realinhamento salarial, mais contratações e 14º salário. |
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| Correção do IR também faz parte
das reivindicações |
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São Paulo – As centrais sindicais (CUT, CGTB, CGT. CAT, Força e SDS) vão fazer em conjunto a 3ª Marcha Nacional do Salário Mínimo e Imposto de Renda, em Brasília, no dia 6 de dezembro. Antes, no dia 29 de novembro, vão organizar atos estaduais nos estados. Neste ano, os trabalhadores vão reivindicar um reajuste 20% para o salário mínimo, passando dos atuais R$ 350 para R$ 420. Segundo o Dieese, 47 milhões de brasileiros são beneficiados a cada reajuste do mínimo.
Imposto de Renda – Os trabalhadores querem uma correção de 7,77% na tabela do imposto de renda, para zerar a defasagem do governo Lula.
Nos últimos três anos, a tabela foi corrigida em 18%, e a inflação prevista para estes quatros anos será de 24,99% (INPC, do IBGE). Uma das categorias mais beneficiadas pela correção da tabela é a dos bancários.
História - A luta pela correção da tabela do imposto de renda, iniciada pelo Sindicato dos Bancários e pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, foi incorporada por outros sindicatos e centrais, e surtiu efeito. Em 2004, houve correção de 10% e um redutor de R$ 100. No ano seguinte, 8%.
E para mostrar à sociedade e ao governo que os trabalhadores estão mobilizados, duas marchas já ocorreram: em 2004 e no final de novembro de 2005, que levou 15 mil às ruas em Brasília. Com a mobilização, o Congresso Nacional também aceitou criar uma comissão para elaborar uma política de valorização do salário mínimo. Na gestão FHC, entre 1994 e 2002, a tabela do IR só foi corrigida uma vez em oito anos: 17,5% em 2002 contra um IPCA de 45,8%. De 1996 até dezembro de 2002 o INPC ficou em 82,24% e seria necessário um reajuste de 55,10% para correção as distorções na tabela. Fonte: SPBancários e CUT. |
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| Dieese prevê R$ 34 bi
a mais na economia |
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(São Paulo) Nos últimos meses de 2006, aproximadamente R$ 34,3 bilhões deverão ser injetados na economia brasileira por causa do pagamento do 13º salário.
O montante, cerca de 1,69% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todas as riquezas produzidas por um país) brasileiro, diz respeito aos trabalhadores do mercado formal, inclusive os empregados domésticos, e beneficiários da Previdência Social. A estimativa é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
A entidade considera que se fosse levado em conta os adiantamentos do 13º salário concedidos durante o ano (pagos por muitas empresas quando os funcionários tiram férias), a injeção na economia chegaria a cerca de R$ 52,9 bilhões, o que representaria aproximadamente 2,6% do PIB.
Segundo o Dieese, o total de pessoas que recebe o benefício é cerca de 2,7% superior ao de 2005, sendo que aproximadamente 1,6 milhão de pessoas passou a receber o 13º em 2006, por ter requerido aposentadoria ou pensão, por ter sido incorporado ao mercado de trabalho ou por ter formalizado o vínculo empregatício.
Fonte: Agência Brasil |
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