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Ano XIII Nº 214 1 ª quinzena de Outubro 2006 |
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CAMPANHA SALARIAL - CATEGORIA COM DIREITOS GARANTIDOS |
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Com a Convenção Coletiva e o acordo da Participação nos Lucros e Resultados assinados, os bancos não têm mais como enrolar a categoria e vão ter de garantir os direitos reivindicados. A cerimônia da assinatura ocorreu quarta-feira 18/10, em São Paulo, com a presença de representantes sindicais de todo o país e da Fenaban.
O acordo inclui pontos conquistados depois de muita pressão e mobilização da categoria, que paralisou as atividades nos bancos públicos e privados em todo o país. A campanha salarial deste ano foi muito intensa.
O resultado do movimento é fruto de nove difíceis rodadas de negociação. Mas, mesmo com a postura arrogante dos banqueiros, a categoria conseguiu garantir reajuste de 3,5% em todas as verbas de natureza salarial, índice acima da inflação, além de outros itens importantes.
Depois da assinatura do Acordo Coletivo, chegou o momento dos bancos pagarem a Participação nos Lucros e Resultados. A PLR dos bancos privados foi conquistada após muitas manifestações e seis dias de greve nacional. O valor do beneficio é de 80% do salário, mais R$ 828,00 e parcela adicional variável entre R$ 1.000,00 e R$ 1.500,00, dependendo do crescimento do lucro de cada banco e paga até março do próximo ano. O prazo final para o pagamento termina no próximo dia 28. Por isso, alguns bancos já divulgaram a data. O ABN Real paga no dia 25 deste mês. O Itaú anunciou que paga a primeira parcela do beneficio e as diferenças salariais no próximo dia 27. A rede pública também anunciou a data de pagamento da parcela da PLR. O Banco do Brasil pagou na sexta-feira, 20/10 a PLR semestral de 95% do salário, valor fixo de R$ 412,00 e R$ 1.819,49, equivalente a 4% do lucro líquido linear.
O acordo aditivo referente a PLR da Caixa foi assinado em Brasília com presença da presidente do banco, Maria Fernanda Ramos, e integrantes da Comissão Executiva dos Empregados, entre eles, o vice-presidente do Sindica-to da Bahia, Emanoel Souza. Com isso, os empregados da Caixa receberam, também na sexta 20/10, 60% da PLR, diferenças salariais e o salário deste mês acrescido de reajuste de 3,5% e retroativo a 1º de setembro. Os valores corrigidos do tíquete-refeição e cesta-alimentação serão pagos no próximo mês.
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| Horário de verão altera funcionamento de
agências na Bahia |
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Por conta do horário de verão, a partir de meia noite do dia 5, agências bancárias de uma série de municípios do interior da Bahia terão que antecipar em uma hora sua abertura e fechamento. A alteração no funcionamento só não será seguida em Salvador, Candeias, Camaçari, Dias DÁvila, Itaparica, Lauro de Freitas, Madre de Deus, São Francisco do Conde, Simões Filho e Vera Cruz.
A Bahia e Sergipe não integram a lista dos 11 estados que irão aderir ao novo horário, porém a mudança nos bancos acontece por questões de organização nos serviços de compensação.
O horário de verão termina dia 25 de fevereiro, meia noite. As agências que terão os horários modificados devem afixar, com antecedência, avisos sobre a alteração.
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| Vigilante define qual cliente será atendido no BB |
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São Paulo – Clientes do Banco do Brasil são barrados na agência da Praça João Mendes. Só é atendido quem tem conta na agência. A triagem para definir quem pode ter acesso ao atendimento humano, nos caixas, é feita pelo vigilante. Além de configurar desvio de função, essa prática aumenta os riscos na agência, já que ao invés de se ater à segurança de bancários e clientes, o vigilante é orientado a definir quem pode ou não ser atendido. “Como se não bastasse o banco discriminar as pessoas que não podem ser atendidas, disponibiliza número reduzido de funcionários e ainda coloca vigilantes, que já não são suficientes, para orientar os clientes nas agências,” lamentou Leandro Barbosa da Silva, funcionário do banco e diretor do Sindicato.
Um dos responsáveis pelos vigilantes que estava no local, afirmou que esse também era serviço deles e disse que apenas seguiam as determinações do Banco. Os responsáveis pela agência alegam que o número de funcionários é insuficiente e que já solicitaram inúmeras vezes ao NUSEG - setor de segurança do BB - e à superintendência do banco reforço também na segurança, mas que nenhuma providência foi tomada. “Vamos cobrar do Banco do Brasil a solução desses problemas. É inadmissível que o banco continue insistindo na seqüência de erros: vigilante desempenhando papel além de sua função, comprometimento da segurança de funcionários e clientes, o não atendimento do público em geral e a omissão quanto à falta de estrutura dessas agências”, reiterou. Fonte: Elisângela Cordeiro - Site: SP/Bancários
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Saiba mais
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O novo prazo para que os empregados associados à Funcef optem pelo saldamento do REG/Replan e pela adesão ao Novo Plano de benefícios vai até o dia 30 de novembro. Mesmo com a mudança, a data para a base de cálculo permanece 31 de agosto.
A decisão foi aprovada pelo Conselho Diretor da Caixa com base na reivindicação feita pelas entidades associativas dos diversos segmentos de empregados da Caixa, incluindo representações dos aposentados, que cobraram a intensificação da campanha de esclarecimentos do tema pela Caixa e pela Funcef. Fonte: SEEB/BA
O banco Bradesco pagará a PLR e os complementos salariais de seus funcionários no dia 30 de outubro, juntamente com a folha de pagamento do mês.
Já o banco Itaú entrou em contato com a Contraf-CUT para anunciar que vai pagar no próximo dia 27 a primeira parcela da PLR e as diferenças salariais retroativas a 1º de setembro (data-base da categoria).
Fonte: Contraf-CUT |
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| Entrevista especial - Euclides Fagundes |
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O presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Euclides Fagundes,
avalia a Campanha Salarial 2006 e critica
a condução da greve pela Contraf
Como você avalia a campanha e o acordo (ACT) deste ano?
A proposição para o segmento privado não foi o que nós esperávamos - de um aumento real de 7,05% e de valores melhores de PLR, além de outros pontos específicos -, mas significou avanço diante da intransigência e brutalidade dos banqueiros, que apesar de alcançarem a mais alta lucratividade da história, queriam dar um reajuste abaixo da inflação.
Conseguimos fechar um acordo com mais de meio ponto percentual acima da inflação, e isso significou uma vitória para a categoria, principalmente em função do estado de mobilização do segmento privado, que não foi suficiente para maiores avanços.
E nos bancos públicos, como foi a campanha?
Em relação aos bancos públicos, os empregados estavam bem mais mobilizados, chegando a 20 dias de paralisação na Bahia, em praticamente cem por cento das agências. Fizeram a greve, como se diz, “de dentro pra fora”. Achamos que o reajuste alcançado não fez jus à grande determinação que vimos na Caixa, BB e BNB. E nas questões específicas, onde haveria espaço para negociar ganhos que compensem o duro arrocho sofrido durante o governo FHC, através da melhoria nos planos de cargos, isonomia e planos de saúde, as diretorias desses bancos foram intransigentes.
Isso gerou grande frustração entre os funcionários, o que não é nada bom para esses bancos. Por outro lado, a mobilização dos trabalhadores desde o primeiro dia demonstrou coesão e firmeza nas reivindicações. Portanto tivemos uma vitória política significativa, com muita organização e a perspectiva da retomada da luta. Além disso, o não desconto dos dias da greve pode também ser contabilizado como vitória.
Como você viu o comportamento da Contraf nesta greve?
A direção da Contraf deixou muito a desejar. Embora façamos parte da diretoria, desde o primeiro momento fizemos oposição à maioria dos diretores.
Achamos que o pecado capital da confederação foi confundir governo com movimento sindical, e nós da CSC achamos que essa questão tem que ser diferenciada. Apoiamos o governo Lula e fazemos com firmeza a campanha pela reeleição, porque sabemos que é o melhor para o Brasil, mas neste momento em que os interesses dos trabalhadores estão em evidência, não podemos confundir as coisas.
Essa postura da Contraf se refletiu no movimento nacional?
Com certeza. O movimento bancário nacional ficou sem comando na medida em que a Contraf não cumpriu o seu papel de dar uma orientação unificada, deixando que cada base tomasse decisões isoladamente, o que contribuiu para a desorganização nacional do movimento. Este foi o grande erro desta campanha salarial.
Muitos dos maiores sindicatos erraram na avaliação do movimento grevista. Isso aconteceu especialmente com o sindicato de São Paulo, que entrou por último e saiu primeiro da greve, não valorizando as ações dos que pararam desde o dia 26 de setembro, prejudicando os acordos com a Fenaban e com os bancos públicos. Este era o momento de termos conquistas importantes, que foram abortadas por posições equivocadas, especialmente a de São Paulo.
Qual é, na sua opinião, a importância da mesa única, da campanha unificada?
Acho que a campanha unificada é muito importante para os trabalhadores. É uma luta de anos para diversos segmentos. Isso fortalece o movimento sindical e as reivindicações dos trabalhadores. Porém, não podemos engessar as mesas de negociação, como ocorreu ao se fixar a proposta da Fenaban como limite para os bancos públicos.
É preciso dizer que durante todo o governo FHC os empregados dos bancos públicos tiveram reajuste salarial na faixa dos 30%, enquanto que nos bancos privados os reajustes foram superiores a 95%. Significa dizer que o segmento público tem grandes perdas acumuladas e, neste momento, de crescimento econômico e de altos lucros dos bancos, é a hora de repor as perdas. E isso poderia ser feito através do índice, da reclassificação nos planos de cargos e na implementação da isonomia.
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| Acordo 2006 - 2007 assinado |
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O Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) assinaram na quarta-feira, dia 18, a Convenção Coletiva Nacional da categoria bancária. O texto da convenção prevê reajuste de 3,5% no salário e em todas as verbas de natureza salarial (incluindo vale-refeição e outros benefícios). Em relação à Participação dos Lucros e Resultados (PLR), os bancários conquistaram o direito de receber a regra básica que consiste em 80% do salário, já reajustado, mais R$ 828 na parte fixa. Há ainda uma parcela adicional que equivale a 8% da variação nominal do lucro líquido de 2006 em relação a 2005, distribuído linearmente para todos os funcionários, com teto de R$ 1.500 e valor mínimo de R$ 1.000, dada pelos bancos que tiverem lucros abaixo de 15% na lucratividade.
Segundo o presidente da Contraf-CUT, Vagner Freitas, a Campanha Nacional deste ano foi dura, difícil, mas alcançou objetivos como aumento real de salário e melhor participação nos lucros. Fonte: Contraf
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| BNB volta atrás e jura que não falou nada em
cumprir PLR da Fenaban |
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(Fortaleza) Os bancários do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) saíram revoltados da rodada de negociação realizada na sexta-feira, dia 20, no Passaré, em Fortaleza. A reunião começou com atraso e a pauta era uma só: quando o Banco pagaria a PLR, já que foi afirmado em negociações anteriores que o BNB seguiria a mesa única da Fenaban.
No entanto, o Banco teve a ousadia de dizer que houve um mal entendido e que desde o início tinha deixado claro que cumpriria a convenção da Fenaban exceto no que se referia à PLR e que é necessária autorização da DEST para pagá-la – autorização essa que ainda não foi dada e que, mesmo que seja, não será nos moldes da Fenaban (80% do salário mais o fixo de R$ 828,00).
“A atitude do Banco é inaceitável. É uma total falta de respeito com as entidades representativas, mas sobretudo com os trabalhadores, que fazem com que o Banco tenha um desempenho recorde”, afirmou Tomaz de Aquino, coordenador da CNFBNB. Um dia de luta ficou marcado para a quinta-feira, dia 26 de outubro. No dia 1º de novembro, a Comissão Nacional se reunirá novamente para avaliar o resultado das reuniões setoriais, o grau de mobilização do funcionalismo e definir novos encaminhamentos para a luta pelo cumprimento da convenção da Fenaban.
Fonte: Contraf-CUT |
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