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Ano XIV Nº 229 1ª quinzena de agosto 2007

Ato público em defesa da lei dos 15 minutos

(Ilhéus-Ba.) O Sindicato dos Bancários de Ilhéus vem dando seqüência à campanha de divulgação da Lei 2.782, sancionada pela Prefeitura de Ilhéus, que limita o tempo de espera dos clientes e usuários para serem atendidos nos bancos. Através de manifestações nas agências, abaixo-assinados e de notas nas emissoras de rádio, a entidade distribui aos clientes, o requerimento que orienta a população a fiscalizar o cumprimento da lei e a denunciar as agências infratoras.
A campanha teve início em Junho de 1999, com grande repercussão na imprensa. portando faixas, distribuindo panfletos e fazendo pronunciamentos, diretores do Sindicato ocuparam as agências do centro de Ilhéus para explicar à população como denunciar os bancos. O Sindicato também se aliou à população e aos órgãos de imprensa para cobrar das instituições financeiras a contratação de mais caixas, outro objetivo primordial da Lei 2.782.
A "lei dos 15 minutos", como é mais conhecida, foi regulamentada em 04 Junho do ano de 1999 portanto já fez 8 anos e dois meses de existência e, apesar das denúncias feitas pelo consumidor, falta a fiscalização efetiva das instituições financeiras por parte da administração municipal no cumprimento da lei, divulgando a forma de seu exercício. O objetivo da Lei 2.782, é não somente proteger o consumidor, garantindo-lhe atendimento mais rápido e de qualidade, mas obrigar os bancos a colocar pessoal suficiente nos caixas, o que exige a contratação de mais trabalhadores.

   
Itaú bate lucro do Bradesco

O Itaú lucrou R$ 4,016 bilhões no primeiro semestre e superou o Bradesco, maior banco privado do país, que obteve R$ 4,007 bilhões. O resultado apresentado pelo Itaú é 35,7% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
De acordo com o banco, o número reflete ganhos não recorrentes, tendo como principal a venda da participação na empresa de verificação de crédito, Serasa. A lucratividade também foi conquistada pelos ganhos com operações de crédito, que totalizaram R$ 104,82 bilhões em junho, carteira de empréstimos para pessoa física, com R$ 45,03 bilhões, e a de empresas, que somaram R$ 46,88 bilhões

Os créditos voltados para micro, pequenas e médias empresas totalizaram R$ 21,25 bilhões, aumento de 59,7% sobre o mesmo período do ano passado, e de R$ 25,63 bilhões para carteira de créditos para grandes empresas, que totalizaram evolução de 16%.
No entanto, as cifras bilionárias não são investidas na melhoria das condições de trabalho. A política nociva desvaloriza o funcionalismo. Por isso, a campanha salarial deve ser intensa, para garantir a reposição das perdas salariais. Entre as reivindicações, reajuste de 10,3%, fim das metas, do assédio moral, correção dos problemas com Previdência Complementar, saúde, melhores condições de trabalho, novo PCS e PCR e auxílio-educação.

Justiça obriga Bradesco a reintegrar bancária demitida com LER
 

Uma decisão anunciada no dia 10, pelo Tribunal Superior do Trabalho, obrigou o Bradesco a reintegrar uma bancária que foi demitida em 1996 apesar de estar com Lesão por Esforços Repetitivos (LER) devido ao trabalho exercido no banco. O tribunal considerou que a funcionária teria direito à estabilidade provisória decorrente de doença profissional (de 12 meses a contar da alta médica) apesar de não ter ficado afastada de suas atividades por um período superior a 15 dias por conta da doença.
Os advogados do banco tentaram defender que o afastamento por 15 dias seria uma exigência do artigo 118 da Lei 8.213/91 para a concessão da estabilidade. Mas o relator do processo afirmou que a doença não surgiu após a rescisão do contrato e que houve ligação clara entre as atividades desenvolvidas e a doença profissional.

 
AABB-Ilhéus - Eleições 2007
Acontecerá nos dias 25 e 26 do corrente, na sede da AABB, as eleições para a nova diretoria que comandará os rumos do clube no triênio 2007/2010. O SEEB-Ilhéus conclama a todos os seus associados e também sócios da AABB que apóiem e votem na chapa liderada pelo nosso ex-companheiro de luta e vice-presidente em dois mandatos por este sindicato Joaquim José Soledade da Hora. Compõem também a chapa os seguintes bancários:
PRESIDENTE: Joaquim José Soledade da HoraVICE PRESIDENTE ADMINISTRATIVO: José Andrade FurtadoVICE PRESIDENTE FINANCEIRO: Samanta PiovejamVICE PRESIDENTE SOCIAL: Djalma FernandesVICE PRESIDENTE ESPORTIVO: Waldemir Mattos Lopes.
 
Conecef discute questões específicas
A necessidade de reforçar o caráter público da Caixa, afirmar seu aspecto social, melhorar as condições de trabalho e ampliar o número de contratações foram os principais pontos aprovados no 23º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef), que aconteceu em São Paulo, durante 30 e 31 de julho.
O evento reuniu bancários de todas as regiões do país e aprovou uma minuta de reivindicações contendo cerca de 140 itens, que devem ser apresentados à direção da Caixa. A resolução prevê também a definição de outros eixos de campanha, como isonomia, reformulação e unificação do PCS/PCC, auxílio-alimentação para aposentados, jornada de seis horas, recuperação do poder de compra dos salários e contratação imediata.
Nas negociações permanentes, questões relacionadas à saúde, Funcef, e segurança bancária também serão priorizadas.
 
Igualdade de oportunidades com toda força em 2007
Que igualdade de oportunidades e responsabilidade social são pautas presentes na agenda nacional, isso muita gente sabe. Afinal, não são raras as vezes em que a grande mídia divulga investimentos e resultados do setor privado em ações ligadas aos temas. Poucas pessoas, entretanto, se atentam para o fato de empresas estarem se utilizando do marketing "empresa politicamente correta" sem ao menos chamar à discussão os principais interessados, os trabalhadores.
Exemplo dessa distorção de informação pode ser encontrado no Relatório Social 2006, divulgado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) no primeiro semestre deste ano. Conforme o documento, uma das principais preocupações dos bancos, em relação ao seu público interno, seria a questão de eqüidade. No entanto, verifica-se que apenas 12,7% dos cargos de chefia são ocupados por mulheres, mesmo sendo elas representantes de 47,7% da categoria.
 
Relembrando a história de luta dos bancários

Faz muitos anos que a categoria coloca sistematicamente em suas minutas vários artigos para garantir a igualdade de oportunidades dentro dos bancos.
Em 1999, o tema entrou pela primeira vez na minuta como eixo de campanha dos trabalhadores do ramo financeiro. A partir daí, o movimento sindical bancário começou a discutir com os diretores dos bancos problemas referentes à discriminação e desigualdade, vivenciados nos ambientes de trabalho. "Obviamente, os banqueiros negaram a existência de tais problemas, alegando que o setor apenas reproduzia uma questão social do país", lembra a dirigente.
Em 2000, o movimento sindical realizou, em parceria com o Dieese, a pesquisa Rosto dos Bancários, na qual ficou evidente a existência de práticas discriminatórias, principalmente no que se refere às questões de gênero e raça. "Em Gênero verificou-se, basicamente, a diferença de cargos e salários entre homens e mulheres. Já em Raça, constatou-se uma completa falta de acessibilidade aos negros no mercado de trabalho bancário",

 
Sindicato em defesa do dirigente sindical
O Sindicato dos Bancários de Ilhéus vem demonstrar seu repúdio à perseguição da direção do BB ao dirigente sindical Sílvio Reis.
A direção do BB retirou de Sílvio sua função de gerente de contas, por esse ter se mantido firme na defesa dos interesses de uma trabalhadora que reclamava na Justiça do Trabalho o pagamento de horas-extras.
É inadmissível que um banco público, cuja direção é nomeada por um governo que os trabalhadores ajudaram a eleger - o governo LULA - tome uma atitude de desrespeito à atuação sindical.
Não é possível que a direção do BB exija de um dirigente sindical que ele minta à justiça, e diga que não eram comuns as horas-extras não pagas durante décadas no BB.
O povo precisa do Banco do Brasil público para investir no desenvolvimento do país e em programas sociais, que tenha atendimento de qualidade e tarifas e taxas de juros baixas, tornando-se uma referência positiva para o Sistema Financeiro.
Congresso Nacional é dos trabalhadores
“Não abro mão dos meus direitos”. Esse foi o recado dado aos deputados e senadores pelos mais de 20 mil trabalhadores que seguiram em uma grande marcha pela Esplanada dos Ministérios até o Congresso Nacional. A manutenção do veto presidencial à Emenda 3, que facilita a terceirização e a redução de direitos, foi destacada com unanimidade entre os trabalhadores das diversas categorias de várias regiões do país que participaram nesta quarta-feira, dia 15, do Dia Nacional de Mobilização da CUT, em Brasília.
“Sinto-me honrado em fazer parte desta história e fortalecer a participação dos trabalhadores. Vim engrossar o coro contra a Emenda 3. Se ela passasse certamente as terceirizações no setor de tecnologia, onde trabalho, aumentariam ainda mais”, disse A.R., bancário do Itaú, que viajou 16 horas para participar do ato. Ao todo oito ônibus participaram da caravana que saiu da quadra e das regionais do Sindicato.
Na pauta comum da CUT estavam também duas reivindicações fundamentais para a categoria bancária: o fim dos interditos proibitórios que desrespeitam a organização dos trabalhadores e o direito de greve e a ratificação da Convenção 158 da OIT que acaba com as dispensas imotivadas.

 

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