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Ano XIV Nº 228 1ª quinzena
de Julho 2007 |
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Conferência interestadual
Reafirmação
da Campanha Nacional Articulada |
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Com a participação de mais de uma dezena
de sindicatos dos dois estados, Aracaju (SE) sediou, no
sábado, a Conferência Interestadual dos Bancários
da Bahia e Sergipe. O evento, com expressiva participação
dos trabalhadores, e representação dos bancários
de Ilhéus, debateu e aprovou estratégias para
a campanha salarial, assim como os eixos que irão
compor a minuta de reivindicações a ser apresentada
na Conferência Nacional do Ramo Financeiro, que começa
na sexta-feira, em São Paulo.
O principal ponto aprovado, e que se caracteriza como grande
diferencial, é a aprovação de uma campanha
salarial nacional articulada, com mesas específicas
para cada banco. Para Marlúcia Paixão, presidente
do Sindicato dos Bancários de Ilhéus, “agora
é o momento de reafirmar a unidade dos bancários
para conseguirmos avançar nas conquistas, sem esquecer
das especificidades que caracterizam a categoria”.
Dentro da campanha salarial articulada também está
prevista a elevação do piso, via Plano de
Cargos e Salários (PCS), com a reposição
das perdas salariais acumuladas entre 1994 e 2006.
Segurança e saúde dos trabalhadores da categoria
também foram amplamente debatidas e, ao final, aprovadas
as teses apresentadas sobre os dois temas. Os conferencistas
aprovaram a manutenção da jornada de seis
horas, a implementação com urgência
de mecanismos de combate ao assédio moral e sexual,
e a garantia de todos os direitos trabalhistas para os portadores
de doenças do trabalho. Também foram definidos
os membros das delegações que irão
representar os dois estados na Conferência Nacional
do Ramo Financeiro e nos congressos do BB, Caixa e BNB,
assim como os membros das Comissões de Empresa dos
três bancos.
O encontro foi palco de ricos debates e importantes avanços
acerca de temas que afetam diretamente toda a categoria,
e provou, mais uma vez, a capacidade de mobilização
e de luta do movimento sindical bancário dos dois
estados. Para o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, presente
à abertura do evento, “a situação
que o Brasil vive necessita da participação
dos trabalhadores, então é muito importante
que eles se reúnam para discutir e encontrar caminhos.
E essa conferência revela a ânsia e a capacidade
que os bancários têm para enfrentar o setor
financeiro”.
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| Luta do Sindicato
garante manutenção de gratificação
para os caixas |
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Desde meados do ano passado, o sindicato vem acompanhando
de perto a implantação da RMO (Revisão
do Modelo Operacional) nas agências do HSBC. As reclamações
dos bancários são inúmeras, principalmente
relacionadas à suspensão da gratificação
de caixa e a falta de funcionários nas agências,
com muitas denúncias de extrapolação
da jornada de trabalho.
Desde então, o Sindicato pressiona o banco para dar
solução para estes problemas. Em reunião
realizada na terça-feira, dia 17, a vitória:
a direção do banco garantiu que nenhum bancário
perderá a gratificação, explicou os
problemas que estão causando a sobrecarga de trabalho
e apontou o que está fazendo para solucioná-los.
Participaram do encontro o diretor da Dipro (Diretoria de
Processamento), Ruben Voigt, o coordenador dos gerentes
de migração, Valmir Possamai, e o gerente
regional de operações, Maurício Bastos.
“Eles garantiram pessoalmente a solução
dos problemas e a manutenção da gratificação.
Nada mais justo que atender as nossas reivindicações,
uma vez que um dos principais objetivos do projeto é
melhorar o atendimento aos clientes”, afirma o funcionário
do banco e diretor do Sindicato Paulo Rogério Cavalcante.
As razões - Segundo os representantes do banco, o
problema que causou caos em muitas agências teve como
razão o volume elevado de documentos processados.
“As máquinas, que pertencem à empresa
Xerox, acabaram travando, o que causou a extrapolação
de jornada”, explica Paulo. O banco disse que novos
funcionários estão sendo treinados e que as
máquinas estão sendo substituídas ou
consertadas. “Foi garantido que todas as horas extras
serão pagas aos bancários, e quem vai custear
isso é a própria Xerox”, diz.
Falta informação - O diretor do Sindicato
destaca que o banco deixou os funcionários perdidos,
sem acesso às informações. “O
banco não informa nada, se nós do Sindicato
não fossemos atrás os problemas não
teriam sido solucionados e ninguém ia ficar sabendo
muitos detalhes da RMO, como por exemplo as razões
do caos que se instalou em muitos locais de trabalho. Não
fosse a nossa pressão, a gratificação
seria cortada e a extrapolação de jornada
ia continuar acontecendo impunemente”, diz.
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| Agir causa grande
sofrimento no Itaú |
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São Paulo - O programa de Ação Gerencial
Itaú para Resultados (Agir) é divulgado pelo
banco como uma estratégia de motivação
para os funcionários na busca de vencer os desafios
das metas. Isso tudo na teoria. Na prática, o que
o Sindicato constata é que o Agir tornou-se um verdadeiro
sofrimento diante da pressão para cumprir metas.
Os bancários da área comercial, principalmente
os gerentes, relatam grande dificuldade com as cobranças.
Muitos se vêem obrigados a efetivar as vendas de qualquer
jeito, até mesmo apelando para os clientes comprarem
os produtos para que possam garantir seus empregos.
“Com um mercado intensamente competitivo, para sobreviver
é preciso fazer todo e qualquer tipo de malabarismo,
e assim muitos colegas questionam a própria ética
profissional. Alguns não conseguem suportar essa
pressão e acabam levando os problemas para casa e
adoecendo mentalmente”, afirma a funcionária
do Itaú e diretora do Sindicato Ana Tércia
Sanches.
Fonte: Bancários/SP
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União histórica
entre Bahia e Sergipe
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As
relações entre os movimentos sindicais bancários
dos estados da Bahia e de Sergipe duram mais de 40 anos e
sempre foram pautadas por muita união e luta. Durante
a ditadura militar, estiveram juntos em uma luta marcada pela
violência, quando os líderes sindicais tinham
os passos constantemente vigiados e sofriam dura repressão.
Em 1968, foi fundada, em assembléia realizada em Ilhéus,
na Bahia, a Federação dos Empregados em Estabelecimentos
Bancários dos Estados da Bahia e Sergipe, o que estreitou
ainda mais os laços.
Hoje, o movimento nos dois estados exerce uma colaboração
mútua na busca de uma ação sindical avançada,
e uma prova disso é a recente eleição
da diretoria do Sindicato dos Bancários de Sergipe,
que contou com o apoio do Sindicato da Bahia. “O apoio
do Sindicato da Bahia foi decisivo, sem o qual não
teríamos alcançado a vitória. Agora,
vamos continuar a atuar em conjunto, sempre respeitando a
independência e autonomia de cada um”, afirma
José Souza, presidente do Sindicato de Sergipe.
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| Utilização
de e-mail do Bradesco para fins particulares provocou demissão
por justa causa |
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São
Paulo - Os funcionários não devem em hipótese
alguma utilizar o endereço eletrônico (e-mail)
disponibilizado pelo Bradesco para fins particulares, pois
correm o risco de serem demitidos por justa causa.
Na segunda, 16 de julho, a direção do banco
utilizou esse argumento para demitir cinco funcionários
do Câmbio. “Insistimos para que a direção
da empresa, no mínimo, retirasse a justa causa, pois
essa punição foi muito severa e sem que os trabalhadores
sequer tivessem sido advertidos anteriormente. Mas, como sempre,
foram insensíveis”, diz a secretária-geral
do Sindicato e funcionária do Bradesco, Juvandia Moreira. |
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| Bancários de
São Paulo defendem reajuste de 9,31% |
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Os
bancários do estado de São Paulo defenderam
índice de 9,31% como proposta de reivindicação
para a Campanha Nacional 2007. O índice representa
aumento real de 4,5% para uma inflação projetada
de 4,5% no período de setembro de 2006 a agosto de
2007. Eles querem também aumento do piso da categoria
de R$ 869,33 para R$ 1.628,24, valor do salário mínimo
calculado pelo Dieese.
O vale-alimentação e o auxílio-creche
também foram discutidos para que tenham valor igual
ao do salário mínimo vigente, atualmente R$
380. Em relação à Participação
nos Lucros e Resultados (PLR), os trabalhadores propõem
o pagamento de dois salários para cada bancário
mais uma parcela fixa no valor de R$ 3.500.
Também foi aprovada a aplicação da Convenção
Coletiva 158 da Organização Mundial do Trabalho
(OIT), que impede demissões injustificadas.
Os bancários também querem discutir com a Federação
dos Bancos (Fenaban) a forma como é paga a remuneração
variável, que inclui recursos como a contratação
de seguros, cartões e empréstimos. Neste sentido,
foi definida uma proposta que prevê que 10% de tudo
que for arrecadado na agência com venda de produtos
sejam divididos igualitariamente entre todos os trabalhadores
da unidade.
Propuseram também a distribuição igualitária
de 5% da receita com prestação de serviços
(principalmente tarifas) do banco aos funcionários
da empresa.
As propostas foram discutidas na capital paulista, neste sábado,
21 de julho, na Conferência Estadual dos Trabalhadores
do Ramo Financeiro por 180 delegados de 15 sindicatos que
representam trabalhadores de bancos públicos e privados.
As discussões que culminaram nas reivindicações
foram baseadas em pesquisa realizada com bancários
do estado. O levantamento junto à categoria apontou
além de aumento real, PLR maior e regramento da remuneração
variável, que os bancários consideram como reivindicações
prioritárias a implementação de plano
de cargos e salários (PCS), fim das metas abusivas
e do assédio moral, vale-alimentação
maior, garantia de emprego e auxílio-educação.
A proposta de São Paulo e a dos demais estados serão
encaminhadas à Conferência Nacional dos Bancários,
em São Paulo, quando será definida a minuta
de reivindicações a ser entregue à Federação
dos Bancos (Fenaban), na segunda semana de agosto.
Campanha 2006 No ano passado os bancários conquistaram
reajuste de 3,5%, para uma inflação de 2,85%
e participação nos lucros e resultados (PLR)
de 80% do salário mais R$ 828 com adicional variável
entre R$ 1.000 e R$ 1.500 de acordo com o lucro do banco.
HSBC e Santander Banespa pagaram essa regra básica.
Itaú, Bradesco, Real ABN e Unibanco pagaram dois salários
para cada trabalhador a título de PLR, além
da variação de R$ 1.000 a R$ 1.500. |
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| Banco do Brasil ameaça
terceirizar compensação |
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São Paulo -
Os funcionários do turno da noite da Gerência
do Centro de Serviços Operacionais (CSO) que cuida
da compensação de cheques e documentos denunciaram
ao Sindicato ameaças de terceirização
dos serviços.
Na madrugada de quarta para quinta-feira, dia 19, o Sindicato
reuniu-se com os funcionários do setor e já
encaminhou ofício para o gerente da CSO para negociar
a garantia de que todos os 30 funcionários sejam mantidos
na compensação naquele horário. Segundo
os funcionários, no ano passado o setor contava com
40 trabalhadores. A intenção da gerência
seria reduzir este número para 23.
“A terceirização da compensação
é ilegal e aumenta o risco para os clientes que realizam
seus depósitos e pagamentos por meio de máquinas
de auto-atendimento”, afirma o diretor do Sindicato
Ernesto Izumi.
Desrespeito - A Convenção Coletiva garante aos
compensadores R$ 77,74 a título de gratificação,
mas alguns funcionários da CSO afirmam que não
estão recebendo o valor. Outra conquista da convenção
que não está sendo respeitada pelo BB é
a ajuda para deslocamento noturno de R$ 47,91, devida ao pessoal
da compensação que deixa o serviço entre
meia-noite e 6h. “As duas questões também
serão levadas para negociação com o banco”,
diz Ernesto. |
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| Isonomia e papel social |
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Em Aracaju, foram aprovadas as incorporações,
ao relatório da Conferência, das deliberações
das reuniões estaduais baianas do BB, da Caixa e do
BNB, realizadas recentemente. Entre os diversos pontos em
comum nos três bancos, um chama a atenção:
a luta pela isonomia. A proposta é estender, aos novos
funcionários da rede pública, os mesmos direitos
dos empregados antigos. Dessa maneira, serão reparadas
as injustiças criadas após as resoluções
de 30 de maio de 1995 e de 8 de outubro de 1996, do Conselho
de Coordenação e Controle das Estatais, entre
as quais as diferenças de remuneração
e benefícios entre funcionários que desempenham
as mesmas funções. A isonomia é uma das
reivindicações sobre a qual a categoria tem
mais se empenhado, e que deve, em breve, ser decidida.
Outro ponto importante sobre os bancos públicos que
será levado à Conferência Nacional, é
a defesa, como eixo político, do papel social do BB,
Caixa e BNB. Durante a década de 90, além do
arrocho salarial, das demissões e as ameaças
de privatização, os bancos públicos ainda
sofreram com o esvaziamento da função de agente
do desenvolvimento do país.
Por isso, a categoria reivindica a retomada, por parte dos
bancos públicos, do papel social, através, dentre
outras coisas, da atuação em programas sociais
e da regulamentação do mercado financeiro. |
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