Página inicial diretoria sede fale com a gente
serviços
Filiação On-line
Convênios
seções
Conheça Ilhéus
E-mail Sindical
 

 

     

 

Ano XIV Nº 222 1 ª quinzena de Março 2007

Violência: Bancários são as maiores vítimas

São Paulo - Todo dia um assalto, todos com vítimas. As ocorrências contra são um claro sinal de alerta sobre as diversas falhas no sistema de segurança das agências.
Depois de tudo o que ocorreu –um morto e seis feridos na Capital paulistaem quatro dias – várias questões devem ser debatidas com mais profundidade.Com a palavra, bancários e vigilantes, linha de frente no aumento de 82% registrado pela Secretaria de Segurança Pública, entre 2005 e 2006, de assaltos a bancos. “O que estamos vendo é que cada um procura se isentar da sua responsabilidade. O estado não cumpre o papel de combater à violência. A Fenaban joga a responsabilidade para o estado, mas sua função de garantir nossa segurança e a dos clientes deixa a desejar”, reclama uma bancária. Um outro entrevistado vai além e aponta o que deveria se feito para melhorar a segurança. “Todas as agências teriam de ter porta de segurança com a obrigatoriedade também de guarda-volume. Essa combinação facilitaria até o trabalho dos vigias. As filmadoras têm de estar sempre ligadas. Os vigilantes devem ser em número maior e terem todo o equipamento necessário para trabalhar com segurança e receber uma remuneração digna pela importância de seu trabalho”, aponta. “Eu nunca fui assaltada na rua. Já no banco passei por dois assaltos. É uma sensação horrível de impotência”, relata uma outra bancária.
“O pior é ler o noticiário e constatar que a mídia claramente da ênfase à declaração do chefe de polícia especializada em roubo a bancos, responsabilizando os bancários e vigilantes de conivência com os bandidos”, lamenta outro trabalhador.
Nos casos registrados, além da violência, outra coisa em comum: a ausência de dispositivos de segurança como filmadoras, vigilantes em número suficiente, colete à prova de balas, alarmes e portas com detectores de metais em pleno funcionamento. “Os bancos sabem que têm responsabilidade pela manutenção desses dispositivos”, afirma o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino. “Quanto aos bancários, devem preservar sua vida e sua saúde acima de tudo”, lembra o dirigente.

   
Corrida por maiores lucros

Os resultados extraordinários alcançados em 2006 pelos maiores bancos em atuação no Brasil deram sinais da acirrada disputa e concorrência entre as instituições em busca dos maiores lucros. Em meio a essa corrida, proporcionada pela exploração do funcionalismo e verdadeira extorsão dos clientes, o Bradesco e o Itaú estão próximos de alcançar o volume de ativos (patrimônio) do maior banco do país, o Banco do Brasil.
A pesquisa da consultoria Economática comprovou que, de acordo com o balanço do ano passado, o Bradesco, com R$ 265,5 bilhões, já possui o equivalente a 89,6% da carteira de ativos do BB, calculada em R$ 296,3 bilhões. Já o Itaú, que detém R$ 209,6 bilhões em ativos, alcançou 70,8% do volume do Banco do Brasil.
O levantamento sustenta a idéia de que a franca expansão do sistema financeiro não é revertida em benefícios para o funcionalismo e nem para a clientela. Acobrança de taxas abusivas e a sovinice no pagamento dos funcionários estão entre as estratégias utilizadas para acumular capital.
No entanto, a união da categoria, amparada pela atuação do Sindicato da Bahia e dos demais estados, tem pressionado as instituições a assumirem posturas mais responsáveis em nome da valorização dos empregados e da sociedade.

 
Bancos podem ser controlados pelo Cade

Brasília – A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado aprovou nesta quarta-feira, dia 7, projeto de lei que transfere ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), ligado ao Ministério da Justiça, a função de prevenir e reprimir infrações contra a ordem econômica e a concorrência no Sistema Financeiro Nacional. Atualmente, a fiscalização é de responsabilidade do Banco Central. O projeto tramitará agora em regime de urgência no plenário.
“Essa mudança é fundamental para o país. O sistema financeiro no Brasil está cada vez mais concentrado devido às fusões e aquisições realizadas na última decida. Isso pode ser perigoso para a economia”, afirma o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino. “A concorrência é necessária é saudável. O Cade fiscaliza as demais empresas, por que não o sistema financeiro também?”, questiona o dirigente.
Cláudia Motta - 08/03/2007

 
CUT critica queda “medíocre" dos juros

O presidente nacional da CUT, Artur Henrique disse em comunicado enviado à imprensa que a redução de 0,25 ponto percentual na Selic, divulgada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), representa "mediocridade" e não "parcimônia", como "o presidente do Banco Central (Henrique Meirelles) prefere intitular". "Reivindicamos que o governo federal chame esses funcionários ao seu real dever e também o sistema financeiro a participar do esforço nacional por desenvolvimento com distribuição de renda e valorização do trabalho", afirmou ele. Artur lembrou ainda a mudança nas regras de cálculo da Taxa Referencial, que vai reduzir os rendimentos das cadernetas de poupança e do FGTS. A pedido da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a modificação para, segundo o governo, acompanhar a trajetória de queda dos juros. "Oo Banco Central nada mais faz do que atender a pedido dos bancos, que temem pela migração de investimentos onde faturam alto com a cobrança de taxas de administração - para a poupança, que os obriga a direcionar parte dos recursos que têm sob guarda para o setor produtivo da habitação - algo que eles parecem odiar", finalizou. (CUT)

 
Problemas enfrentados pela mulher
“Parece estranho falar assim, mas acho que a mulher hoje é vista como mero pedaço de carne, totalmente vulgarizada. E podemos observar isso nas letras das músicas, que acabam reforçando a violência sexual, outro grave problema que o sexo feminino enfrenta”. Tânia Bernadeli, universitária, 23 anos.
“O mercado de trabalho ainda é muito fechado para as mulheres, principalmente para as negras. E falo isso, porque já sofri preconceito. Acho que a sociedade ainda é fechada”. Adriana Santos Teixeira, técnica de enfermagem, 30 anos.
“As mulheres sofrem, se não em todas, na maioria das instâncias. Não existem políticas públicas voltadas para o sexo feminino e nem mesmo a Lei Maria da Penha, implementada há 6 meses para punir homens que agridem as mulheres, é conhecida e cumprida”. Ivonete Bispo, assessora parlamentar, 53 anos.
“Enquanto socialista, vejo a discriminação entre o maior problema que a mulher brasileira sofre. Além disso, tem a submissão. Muitas vezes elas preferem se submeter à agressão e não se mobilizar do que denunciar, já que a sociedade ainda não garante que direitos femininos sejam cumpridos”. Mariana Bitencourt, universitária, 18 anos.
“A mulher tem muitos desafios pela frente. A falta de oportunidade no trabalho é um. Hoje, algumas empresas ainda não tratam homens e mulheres de forma igual. Em muitos locais eles ainda ganham muito mais do que a gente, até quando ocupam a mesma função”. Brisa Souza Fernandes, estudante, 16 anos.
 
Restringir greve é inadmissível
Declarações de membros do governo Lula sobre restringir o direito de greve dos trabalhadores do setor público soam, no mínimo, de forma estranha. Conquistada à base de muita luta, enfrentando repressão militar, políticas de achatamento dos salários e ameaças de demissão, a greve é uma vitória do trabalhador brasileiro.
É com muita indignação que o Sindicato dos Bancários da Bahia recebe a afirmação do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, de que é preciso limite nas greves. Ex-presidente da CUT e conhecido defensor dos direitos trabalhistas, antes de assumir a pasta do governo, Marinho tinha outras convicções.
Mais esdrúxula ainda é a afirmação de Lula, de que “há abusos” em algumas greves. O presidente deveria lembrar que paralisar as atividades é o último recurso dos trabalhadores, e, no setor público, é utilizada, quase sempre, para forçar o governo a negociar. Por toda a sua história, comprometida com os interesses classistas e sindicais, é inadmissível que o presidente adote posição tão reacionária e equivocada.
Pela trajetória vinculada à valorização do trabalhador, o Sindicato discorda profundamente da idéia pregada pelo governo e reafirma o repúdio à restrição ao direito de greve.
 
Jogo rápido

Contraste
Mais uma prova do contraste predominante no Brasil.
Conforme pesquisa feita pela empresa de auditoria PriceWaterhouseCoopers (PwC), duas cidades brasileiras se incluem entre as 30 mais ricas do mundo. São Paulo é a 19ª e o Rio de Janeiro fica na 30ª posição.
A pesquisa leva em conta o poder de compra dos moradores. As duas são também as que abrigam o maior número de pobres e miseráveis, fruto da alta concentração da riqueza no país.

Violência
Dois projetos antiviolência foram aprovados pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Um pune detentos, diretores de presídios e agentes penitenciários pelo uso de celulares, enquanto o outro cria regras para a progressão de regime de réus condenados por crimes hediondos.
Diante do clima que o país vive, serão aprovados facilmente no plenário do Congreso Nacional. Resta saber se vão conseguir conter a onda de violência que toma conta do país. Na verdade, o Brasil tem muitas leis e a grande maioria não é cumprida, inclusive por culpa do próprio Judiciário.
No território brasileiro, os poucos que são condenados não cumprem nem um quinto da pena. Portanto, o problema está na impunidade.

Venezuela
Na Venezuela, as empresas estrangeiras cada vez mais têm de andar na linha, sob pena de sofrer duras sanções.
As que desafiam as novas regras estão pagando caro.
Que diga a Coca-Cola, cuja fábrica o presidente Hugo Chávez mandou fechar por 48 horas por não pagar corretamente os impostos.
A medida faz parte do Programa Evasão Zero.

 
HSBC tem o maior lucro em dez anos; bancários querem resolver pendências
São Paulo - O HSBC registrou no ano passado o maior lucro de sua história no Brasil, desde que chegou por aqui há 10 anos. Segundo o balanço divulgado nesta terça-feira, dia 6, o banco inglês lucrou R$ 946,7 milhões em 2006, 11% a mais que em 2005.
Embora o resultado tenha sido divulgado só agora, os bancários do HSBC receberam no dia 27 passado a segunda parte da PLR, no valor de R$ 1.404.
“A PLR foi uma grande vitória, mas o resultado expressivo do HSBC mostra que o banco pode resolver outras pendências que estão em mesa de negociação. Queremos, por exemplo, a isonomia do plano de cargo de salários. O Plano odontológico não vem atendendo as necessidades dos bancários. Fora o assédio moral, que é um problema grave no HSBC”, comentou Sérgio Siqueira, diretor da Contraf-CUT e funcionário do banco. O lucro do HSBC em 2006 foi puxado principalmente pelo incremento na carteira de crédito. Focado principalmente nos empréstimos para pessoa física, o banco encerrou o ano passado com operações de crédito da ordem de R$ 25,2 bilhões, número 25% superior ao desempenho do exercício anterior. O crédito para empresas responderam por 47% das operações, em um total de R$ 11,8 bilhões, voltada principalmente para médias e grandes companhias.
O segmento pessoa física respondeu por 28% do resultado operacional do banco --de R$ 1,2 bilhão, seguido pela área de pequenas e médias empresas (33%), grandes empresas e tesouraria (27%), gestão de recursos (11%) e private banking (1%). Os ativos totais somaram R$ 58,3 bilhões e cresceram 23% sobre o resultado de 2005.
Contraf-CUT - 06/03/2007
 
Lição de cidadania
Empregados da Caixa dão uma lição de cidadania. Através da Campanha Nota 10, promovida pela Superintendência Regional da Caixa, com o apoio do Sindicato dos Bancários da Bahia e da Apcef, funcionários e clientes arrecadaram 20 mil cadernos, entregues às escolas comunitárias de Salvador.
Em ato realizado no auditório da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, representantes dos empregados e da empresa fizeram a entrega simbólica dos cadernos. Participaram da solenidade o secretário municipal de Educação e Cultura, Ney Campello, o subsecretário, Weslem Moreira, o superintendente regional da Caixa, José Raimundo Cordeiro Júnior, o vice-presidente do Sindicato, Emanoel Souza, e a representante das escolas comunitárias, Lindalva Reis Amorim. Em reconhecimento à importância da iniciativa, o secretário Ney Campello presenteou o banco e os empregados com o troféu Empresa Nota 10.
É importante destacar que os funcionários são os responsáveis pela arrecadação, que tem como principal objetivo ajudar crianças e adolescentes carentes. Durante a solenidade, o vice-presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Emanoel Souza, reafirmou a importância do ato de cidadania, que homenageia as verdadeiras heroínas, responsáveis pelo funcionamento das escolas comunitárias do país. A ação é tão vitoriosa que consegue contemplar todos os alunos.
Topo da página
Voltar para página inicial