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Ano XIV Nº 234 1ª quinzena de Novembro 2007

Luta classista mais forte

A criação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) é prova de que o movimento sindical passa por uma fase de intensa recomposição. A fusão entre a Ciols e a CMT, que resultou na criação da Confederação Sindical Internacional (CSI), no final do ano passado, e a refundação da Federação Sindical Mundial (FSM) são exemplos do cenário no exterior. No Brasil, vimos a fusão da CGT, CAT e SDS e criação da União Geral dos Trabalhadores (UGT), o surgimento da Nova Central, do Conlutas e da Intersindical.
A CTB, nesse contexto, tem um comprossimo ímpar, o de promover o sindicalismo de classe no país e recompor a unidade das lutas dos trabalhadores em um outro patamar. Com a perda de autonomia da Central Única dos Trabalhadores (CUT) diante dos governos, diversas categorias comprometidas com a ampliação dos direitos trabalhistas têm fortalecido essa necessidade. Na Bahia, o encontro da última sexta-feira, entre dezenas de federações e sindicatos ligados à Corrente Sindical Classista (CSC) e ao Sindicalismo Socialista Brasileiro (SSB), demonstra que a fundação da CTB está a todo vapor. O evento atesta o anseio que toma conta do movimento sindical, que vai desaguar no Congresso Nacional de fundação, em dezembro.
A CSC, pela trajetória que possui, tem a obrigação de atuar nesta reconfiguração nacional, sobretudo por seu amadurecimento histórico. Em 1996, repudiou publicamente o malfadado acordo da Previdência que a cúpula da CUT chegou a negociar com FHC. Mais recentemente, a CSC liderou uma vitoriosa campanha nacional contra a proposta de reforma sindical encaminhada pelo Ministério do Trabalho ao Congresso Nacional e respaldada pela maioria da CUT, a famosa PEC 369.
No 9º Concut, o núcleo duro da força majoritária, através de manobras desleais, afastou a CSC da direção estadual.
Agora, é preciso força e determinação. A criação da CTB já representa uma grande conquista. Significa o rompimento radical com uma estrutura do movimento sindical subordinada a governos e em estado de sonolência. Mas nada de oposição à CUT. A CTB tem uma responsabilidade maior, a de fortalecer as lutas classistas e promover maior valorização do trabalhador. Isso, só se conquista com autonomia e independência.

 

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA


O SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE ILHÉUS, por sua presidente, convoca todos os empregados em instituições financeiras públicas e privadas, sindicalizados ou não, dos municípios de Aurelino Leal, Camamu, Canavieiras, Itacaré, Marau, Mascote, Ubaitaba, Una, Uruçuca para Assembléia Geral Extraordinária que será realizada dia 20/11 do mês de novembro de 2007, em primeira convocação às 18:00 horas e às 18:30 em segunda convocação, no Sindicato dos Bancários de Ilhéus, para discussão e aprovação da seguinte ordem do dia:

1. Deliberação sobre proposta de desfiliação da CUT.
2. Eleição de delegados ao Congresso Estadual da FEEB-BA/SE.
3. Proposta de filiação à CTB.

Ilhéus-Ba, 14 de novembro de 2007.

Marlúcia Ferreira Paixão
Presidente

 

   
Lucros

Banco do Brasil

O Banco do Brasil registrou um lucro líquido de R$ 1,4 bilhão no terceiro trimestre de 2007, um aumento de 50,3% em relação ao mesmo período de 2006, e de 27,7% em relação ao observado no segundo trimestre. O lucro acumulado em nove meses é de R$ 3,8 bilhões.

Bradesco

O banco Bradesco registrou lucro líquido de R$ 5,817 bilhões de janeiro a setembro deste ano, mostrando evolução de 73,6% sobre o mesmo período do ano passado. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio foi de 32,6%.
Apenas no terceiro trimestre, o Bradesco registrou aumento de 15% no lucro líquido ajustado, para R$ 1,85 bilhão, apoiado no crescimento na carteira de crédito. O número ficou acima da previsão de seis analistas consultados pela Reuters, que esperavam ganho de R$ 1,72 bilhão.

Real ABN

O lucro do Real ABN entre janeiro e setembro atingiu R$ 2,25 bilhões e superou em 77% o de igual período em 2006.
O resultado do Real ABN superou o registrado pelo seu futuro controlador, o espanhol Santander que lucrou R$ 1,35 bilhões.

Santander

O Santander obteve entre os meses de janeiro e setembro de 2007 lucro de R$ 1,35 bilhão só com as operações no Brasil. O ganho líquido da empresa aumentou em 53% nos primeiros nove meses deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado.

Itaú

O lucro do Itaú em nove meses de 2007, de R$ 6,444 bilhões, já supera o lucro anual (em 12 meses) de qualquer de banco brasileiro de capital aberto nos últimos 20 anos. O lucro de R$ 6,444 bilhões divulgado pelo Itaú significa um crescimento de 112,7% em relação ao resultado obtido no mesmo período de 2006, de R$ 3,029 bilhões.

Caixa
 

A Caixa publicou circular normativa na qual estipula as taxas de juros dos empréstimos consignados dos empregados. O problema é que os valores estão em desacordo com o acordado entre empresa e trabalhadores.
A garantia de contar com a menor taxa do mercado foi conquistada pelos trabalhadores da Caixa na Campanha Nacional dos Bancários deste ano. A Caixa comprometeu-se em negociação a praticar a menor taxa de juros do mercado na modalidade. No entanto, a tabela divulgada traz valores acima do praticado pela instituição em convênios estabelecidos com os Tribunais Regionais Federais e com os Tribunais de Justiça dos estados, que é de 1,3% para qualquer prazo.
A Contraf-CUT encaminhou ofício ao banco solicitando a revisão dos valores do crédito consignado e inclusão dos aposentados entre os banaficiados pelo empréstimo. "A Caixa precisa estender a taxa praticada nestes convênios para os bancários, corrigindo essa distorção e honrando o acordo que fez com os trabalhadores", defende Plínio Pavão, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa da Contraf-CUT (CEE Caixa). "Além disso, o banco precisa estender para os aposentados os empréstimos consignados", cobra.

 
Notícias rápidas

Petróleo e Gás

O presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, estimou que a jazida de petróleo e gás natural descoberta pela estatal na Bacia de Santos incluirá o Brasil entre os dez maiores países produtores. Segundo ele, as reservas, estimadas entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris, permitirão ao país conquistar a oitava ou nona posição.
O volume anunciado nesta quinta-feira, 8 de novembro, no Campo de Tupi, disse Gabrielli, fará com que o Brasil passe a ter reservas equivalentes às da Nigéria e da Venezuela. Com 14,4 bilhões de barris em reservas atuais de petróleo e gás natural, o Brasil está, segundo ele, em 24º lugar entre os países produtores. “É uma notícia extremamente auspiciosa”, avaliou.
De acordo com o diretor de Exploração e Produto da Petrobras, Guilherme Estrela, o Campo de Tupi pode começar a operar comercialmente em até seis anos. Em 2011, no entanto, a extração começará em caráter de teste, com a produção de 100 mil barris de óleo e gás diários.
A área da nova reserva na Bacia de Santos atualmente conta com 15 poços exploratórios que exigiram investimentos de US$ 1 bilhão nos últimos dois anos. Para chegar a esses poços, a estatal perfurou 2 mil metros de sal por mais de um ano. Somente o primeiro poço custou US$ 240 milhões.
Para Gabrielli, no entanto, as reservas podem ser ainda maiores. Ele afirmou que a extração de petróleo e gás entre 5 mil e 7 mil metros de profundidade, na mesma camada onde foi descoberta a jazida no Campo de Tupi, pode acrescentar de 70 bilhões a 107 bilhões de barris dos produtos às reservas brasileiras. Para isso, a companhia tem de intensificar a extração nessa profundidade do litoral do Espírito Santo ao de Santa Catarina.

 
Bancos insistem em cobrança de tarifas abusivas
Após três meses de discussão com deputados, órgãos de defesa do consumidor e Ministério Público, a proposta da equipe econômica para regular a cobrança de tarifas bancárias se resume a medidas que prometem aumentar a transparência e padronização dos custos e serviços prestados. Idéias que possuem o aval dos bancos. As sugestões para conter cobranças abusivas, principal reclamação do Ministério Público e dos parlamentares, ficaram de fora.
Um esboço do texto que deverá ser aprovado na reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) no final deste mês foi apresentado na segunda-feira pelo secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, durante a última reunião do grupo técnico de estudos sobre tarifas bancárias, na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Federal. Na avaliação dos deputados, na prática a proposta do governo transfere para a sociedade a responsabilidade de estimular a concorrência entre os bancos e evita interferir no funcionamento do mercado.
Deputados e representantes da sociedade queriam impor limites para o ganho dos bancos com a cobrança de taxas pela prestação de serviços, além de eliminar algumas tarifas que são consideradas abusivas, como a TAC (Tarifa de Abertura de Crédito) e a TLA (Tarifa por Liquidação Antecipada).
A proposta do governo é de padronizar e limitar a quantidade de tarifas cobradas e a criação de um extrato anual de tarifas, a ser enviado aos correntistas. Os bancos também deverão identificar nos balanços o que é receita com prestação de serviços e com tarifas.
Fonte: SEEB/BA
 
Mapa da Diversidade foi tema de reunião
A aplicação da pesquisa Mapa da Diversidade foi discutida por representantes dos bancários, da Fenaban, entre outras entidades, na última quinta-feira. A reunião aconteceu no contexto do Grupo de Trabalho e Apoio Técnico Valorização da Diversidade nos Bancos, onde a Contraf-cut tem base.
O coordenador do Mapa da Diversidade e diretor de Relações Institucionais da Febraban, Mário Sérgio Vasconcelos, exibiu aos participantes ações realizadas durante o período, como a consulta entre as empresas sobre programas próprios de inclusão.
Conforme a representação dos bancários no GT, as práticas adotadas em cada banco e entre todos os funcionários devem ser disseminadas, assim como as alterações observadas. Os bancos filiados são consultados em todas as fases do processo, para que os questionários sejam aplicados da mesma forma em todas as empresas.
Um atraso no cronograma de consultas impossibilitou a divulgação prévia dos resultados entre fevereiro e março de 2008. Em conseqüência, a data para lançamento nacional da campanha e pesquisa ainda não foi marcada. No entanto, é preciso produzir oficinas sobre as temáticas tratadas, para incentivar e orientar os bancários.
Fonte: SEEB/BA
 
País comemora 118 anos de República

A Proclamação da República é o evento, na história brasileira, que instaurou o regime republicano no país, derrubando a Monarquia. Ocorreu em 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro, então capital do Império, na praça da Aclamação (hoje denominada de Praça de República), quando um grupo de militares do Exército, liderados pelo comandante marechal Deodoro da Fonseca, deu um golpe de Estado e depôs o imperador D. Pedro II. Institui-se então a República. Naquela data, o jurista Ruy Barbosa assinou o primeiro decreto do novo regime, instituindo um governo provisório.
Na tentativa de acalmar a oposição, cada vez maior, o ministro Afonso Celso de Assis Figueiredo, o Visconde de Ouro Preto, elaborou em meados de 1889, um programa de reformas que incluía liberdade de culto, autonomia para as províncias, mandatos não vitalícios no Senado, liberdade de ensino, redução das prerrogativas do Conselho de Estado, entre outras medidas. As propostas de Ouro Preto visavam preservar a Monarquia, mas foram vetadas pela maioria conservadora que constituía a Câmara dos Deputados.
O governo do Império estava enfraquecido, mas as idéias republicanas ainda não tinham grande penetração popular, mesmo às vésperas da proclamação do novo regime. O povo estava descrente da Monarquia, mas não havia, na época, uma idéia clara do que viria a ser a República. Por isso, o movimento republicano não teve participação popular. O povo assistiu, sem tomar parte, à Proclamação da República. No Rio de Janeiro, os republicanos insistiram com o marechal Deodoro da Fonseca, para que ele chefiasse o movimento revolucionário que substituiria a monarquia pela República. Depois de muita insistência dos revolucionários, Deodoro concordou em liderar o movimento.
O golpe, que estava previsto para 20 de novembro de 1889, teve de ser antecipado. No dia 14, divulgou-se a notícia (que posteriormente revelou-se falsa) de que era iminente a prisão de Benjamin Constant e Deodoro da Fonseca. Por isso, na manhã do dia 15 de novembro, Deodoro iniciou o movimento que pôs fim ao regime imperial.
Fonte: SEEB/BA

 
 
 
 
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