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Ano XIV Nº 235 2ª quinzena de Novembro 2007

Aprovada desfiliação da Federação da CUT

O 10° Congresso da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (FEEB-BA/SE), realizado no sábado, dia 24 de novembro, em seu auditório, aprovou a desfiliação da entidade da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a filiação à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Brasil (CTB), que será criada em Congresso, nos dias 12, 13 e 14 de dezembro, em Belo Horizonte.
A maioria dos depoimentos dos delegados presentes foram em defesa da desfiliação da Federação da CUT, por acharem que a central cutista não atua mais eficazmente na luta pelos interesses dos trabalhadores. Para Everaldo Augusto, vereador de Salvador pelo PCdoB e diretor de formação da FEEB-BA/SE, a nova central será "uma alternativa de construção de luta dos trabalhadores". "Não queremos fazer um acerto de contas com a CUT. Vivemos em um novo momento, um novo quadro político, que exige uma nova estratégia para a classe trabalhadora, uma nova proposição de sindicalismo para este novo momento", concluiu.
Na avaliação do deputado estadual Álvaro Gomes (PCdoB), "mais uma vez a entidade sai na frente com a ousadia de se filiar a uma nova central, que será um novo instrumento de luta dos trabalhadores". Para ele, a central dará passos para a conquista de uma sociedade mais justa e igualitária.
Além da aprovação da desfiliação da CUT, o congresso aprovou outras resoluções políticas, como a indicação para a construção da Campanha Unitária de Contratação Coletiva Nacional 2008, através do Congresso Unitário dos Trabalhadores e Trabalhadoras do s outras centrais sindicais. Participaram do 10° Congresso, 97 delegados dos sindicatos filiados à Federação:
Ramo Financeiro, com a participação das outras centrais sindicais. Participaram do 10° Congresso, 97 delegados dos sindicatos filiados à Federação:
SEEB/BA - 35
SEEB/Extremo Sul - 06
SEEB/Feira de Santana - 08
SEEB/Itabuna - 07
SEEB/Irecê - 06
SEEB/Ilhéus - 06
SEEB/Jequié - 05
SEEB/Vitória da Conquista - 08
SEEB/Sergipe - 16
SEEB/Jacobina - enviou um observador
Fonte:Feeb-Ba/Se

 

   
Bancos seguem liderando ranking de lucros no Brasil. Caixa Federal divulga lucro.

Assim como no primeiro semestre, os lucros dos bancos no terceiro trimestre deste ano superaram o de todos os outros setores da economia, deixando em segundo, novamente, o setor de energia. De acordo com estudo realizado pela empresa Economática e divulgado pela Folha On Line nesta segunda, 26, as 30 instituições financeiras de capital aberto do país lucraram R$ 23,82 bilhões contra R$ 17,17 bilhões das empresas de petróleo e gás.
Em agosto, estudo semelhante mostrou que os ganhos acumulados dos bancos no primeiro semestre de 2007 bateram em R$ 14,52 bilhões, o melhor resultado dentre todos os setores da economia brasileira, contra R$ 11,40 bilhões do setor de petróleo e gás natural, o segundo melhor balanço.
Somente os cinco maiores bancos privados do país juntos Bradesco, Itaú, Real ABN, Santander e Unibanco fecharam os primeiros nove meses de 2007 com ganhos de R$ 18,48 bilhões, de acordo com a Folha de S.Paulo. O número é 90% maior do que o mesmo período de 2006 para as cinco maiores instituições à época.
O jornal chama ainda a atenção para a importância da expansão da oferta de crédito nos resultados, com um crescimento de 28,9% e faturando inéditos R$ 378 bilhões.
Apesar dessa expansão trazer ganhos recordes para os banqueiros, eles ainda relutam em melhorar as condições de trabalho de seus funcionários. De acordo com o Ministério do Trabalho, entre janeiro e setembro deste ano, foram criados apenas 2.628 postos, crescimento de 0,63%. “Os bancos podem contratar mais para melhorar as condições de trabalho dos bancários e melhorar os serviços prestados aos clientes”, destaca Marcolino.
Caixa Federal - A Caixa Federal divulgou na última semana o seu balanço após o terceiro trimestre do ano, com lucro de R$ 63 milhões. Apesar de ficar 89% abaixo do mesmo período do ano passado, o banco ainda lucrou R$ 1,778 bilhão nos primeiros nove meses de 2007, apenas 8,1% menos do que os mesmos nove meses de 2006.
Fonte: Bancários/SP

Regulamentação das tarifas será anunciada em dezembro
 

Está marcada para a próxima reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), no início de dezembro, a divulgação das normas de regulamentação das tarifas bancárias. Em palestra realizada pela federação dos bancos no dia 22, algumas das medidas já foram anunciadas por Nelson Barbosa Filho, secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda. Entre elas estão a redução do número e padronização das tarifas. As medidas deverão entrar em vigor entre o fim de março e o início de abril do ano que vem e valerão apenas para pessoas físicas.
Além disso, foi feita uma classificação das tarifas, sendo que as denominadas prioritárias que somam aproximadamente 95% de todas as cobranças (pagamentos; DOCs; TEDs; saques etc) só poderão ser reajustadas em intervalos de tempo pré-estabelecidos. Novas tarifas também só poderão ser criadas com o aval do Banco Central.
A classificação se completa com as categorias essenciais, especiais e diferenciais. As essenciais são e continuarão sendo gratuitas, englobando os serviços de abertura de conta-corrente, extrato mensal, consulta de saldo e cartão magnético. As especiais têm regulação específica e incluem SFH, conta-salário, crédito rural e microfinanças. As diferenciadas, de livre pactuação entre os clientes e os bancos, englobam couriers e saques no exterior.
Com informações do Valor Econômico e da Gazeta Mercantil

 
Notícias rápidas

Economia

Apesar do crescimento das regiões Nordeste e Norte, a economia brasileira continua concentrada no Sudeste e no Sul. Os sete estados mais ricos eram responsáveis por 75,2% do PIB nacional em 2005, mesmo percentual do ano anterior.
Entre os sete estados com maior PIB, apenas a Bahia não pertence ao Sudeste nem ao Sul. Se incluem São Paulo (com participação de 33,9% no PIB em 2005), Rio de Janeiro (11,5%), Minas Gerais (9%), Rio Grande do Sul (6,7%), Paraná (5,9%), Bahia (4,2%) e Santa Catarina (4%).
O Estado que mais cresceu de 2004 para 2005 foi o Amazonas, cuja economia saltou 10,2%. Acre, Maranhão e Tocantins vêm em seguida, com expansão de 7,3% cada. No período, o PIB brasileiro teve expansão de 3,2%.
Os que menos cresceram foram São Paulo (3,6%), Mato Grosso do Sul (3,4%), Ceará (3%), Rio de Janeiro (2,9%) e Santa Catarina (1,6%). O Paraná e o Rio Grande do Sul foram os únicos que tiveram retração, de 0,1% e 2,8%, respectivamente.
O Distrito Federal continua sendo a unidade federativa de maior PIB per capita, de R$ 34.510,00, valor de 2005. Em seguida vêm São Paulo (R$ 17.977,00) Rio de Janeiro (R$ 16.052,00) e Santa Catarina (R$ 14.539,00). O menor PIB per capita do país ainda é do Piauí, de R$ 3.700,00 (pouco mais de um décimo do registrado no DF). Depois vêm Maranhão (R$ 4.150,00) e Alagoas (R$ 4.687,00).

 
Reabilitação de trabalhadores ainda é deficiente
De acordo com a Convenção 159 da OIT (Organização Internacional do Trabalho) e a Lei 8.213/91 é direito de todo cidadão acesso à reabilitação profissional. Porém, os trabalhadores brasileiros não contam com trabalho de reabilitação eficiente e adequado.
De janeiro a setembro deste ano, o número de pessoas afastadas por doença ocupacional ou acidente de trabalho, que deveriam passar por programa de reabilitação, saltou de 96.713 para 145.402, um acréscimo de 50,3%.
A categoria bancária é uma das que mais sofrem com doenças ocupacionais e, consequentemente, com a falta de uma forma de reabilitação que possibilite ao trabalhador retornar às atividades.
O INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) descentralizou a estrutura de reabilitação profissional, sem prover a instituição de profissionais qualificados, resultando em equipes reduzidas nas gerências executivas, a chamada Unidade de Reabilitação Profissional (URP).
Estudo recente do Fundacentro do INSS apontou que não existe a integração entre áreas de Saúde do Trabalho e da Previdência Social, necessária para que seja possível a reabilitação profissional.
Fonte: Seeb/BA
 
Bradesco ganha 30 mil novos clientes da Prefeitura Municipal de Salvador
O impacto para o funcionalismo do Bradesco da perda da conta do Governo do Estado da Bahia foi a pauta principal da reunião entre os representantes da Federação, de alguns sindicatos de bancários da Bahia e os diretores do banco de Recursos Humanos, José Luiz Bueno, e de Relações Sindicais, Geraldo Grando. O encontro aconteceu no dia 27/11, na Agência Central do Bradesco, em Salvador, no Comércio.
Os diretores do Bradesco garantiram que não há plano de demissões e que o objetivo é expandir os negócios para compensar a perda da conta do estado. Os dirigentes sindicais presentes lembraram que o banco tem outras formas de compensação de receitas, entre elas, a entrada agora de cerca de 30 mil novos clientes da Prefeitura Municipal de Salvador. "É sempre bom recordar que a folha do funcionalismo no Bradesco é paga integralmente pelas receitas das tarifas bancárias", afirmou João Milton, diretor da Federação.
 
Funcionários do BB em Ilhéus clamam por Segurança e garantias para trabalhar.

(Ilhéus-Ba.) - Com a transferência das contas dos servidores estaduais do Bradesco para o Banco do Brasil, o que deveria ser uma operação planejada e bem executada pela administração do BB, se transformou em um festival de imposições e transtornos aos bancários e clientes.
Na agência Ilhéus, na quinta-feira (21/11), aconteceu o maior constrangimento vivenciado por um empregado muito admirado por todos os colegas da agência do Banco do Brasil em Ilhéus. O que é um absurdo, tendo em vista que o companheiro chegou a ser levado preso,dentro de seu ambiente de trabalho, sem jamais ter praticado algum ato contrário à Lei e ao cumprimento do seu dever de cidadão, apenas porque a Justiça queria que fosse cumprido um mandato judicial no valor de dezoito milhões de reais e, como não havia nenhum gerente na agência, foi preso um colega que não tinha nenhuma função gerencial. E o que é pior, o banco que vai lucrar milhões com os novos clientes, sequer vai pagar pelo dano moral que viveu o grande companheiro funcionário do Banco.
O Banco do Brasil optou pelo mais cômodo e lucrativo deixando de acertar as contas com a Justiça e expondo seus funcionários ao maior constrangimento que se tem notícia neste País.
Esta é mais uma prova de que a atual direção geral, não está nem aí para os interesses e direitos dos trabalhadores, a única lógica que eles conseguem vislumbrar é a dos lucros. Por isso, continua na ordem do dia, o resgate do Banco do Brasil, como banco de incremento e fomento ao desenvolvimento, do contrário é apenas mais um banco.

 
 
 
 
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