Página inicial diretoria sede fale com a gente
serviços
Filiação On-line
Convênios
seções
Conheça Ilhéus
E-mail Sindical
 

 

     

 

Ano XIV Nº 230 1ª quinzena de Setembro 2007

Resumo das negociações

As negociações do primeiro bloco dos dias 30 e 31 de agosto houve avanços relacionados a pontos importantes na áreas de trabalho. Foram dois dias em que os debates buscaram esgotar questões de assedio moral, isonomia de direitos, reabilitação, igualdade de oportunidades e segurança bancária. Alguns pontos avançaram, em outros houve necessidade de mudar a redação de cláusulas para resolver pendências e nos demais pontos a negociação seria retomada nas discussões do próximo bloco marcado para o dia 05 sobre remuneração total.
Os principais pontos do segundo bloco das negociações referiam-se às cláusulas econômicas, ou seja; o índice de reajuste salarial de 10,3%, com aumento real de 5,5%, PLR de dois salários mais um valor adicional, 13ª cesta-alimentação e aumento do valor do vale-refeição e alimentação. As negociações chegaram à exaustão no dia 05, mais mesmo assim, não foram esgotadas. A Fenaban pediu um tempo para que as discussões fossem digeridas e para que cada representante consultasse as direções de seus respectivos bancos e que apresentariam uma contraproposta para as cláusulas econômicas com definição de um modelo que garantisse um aumento real e uma PLR maior.
No terceiro bloco, marcado para o dia 13 de setembro, seriam discutidas as reivindicações sociais e sobre defesa do emprego. As negociações entre os representantes dos bancos foi suspensa pelos representantes dos bancários porque a Fenaban não apresentou nenhuma proposta concreta para as reivindicações econômicas, cujas negociações tiveram inicio no segundo bloco. O comando Nacional dos Bancários espera que os bancos apresentem um modelo que garanta aumento real e PLR maior como parâmetros para que as negociações prossigam. Os negociadores da Fenaban disseram que iam consultar os bancos para agendar uma nova reunião.
O quarto e último bloco está marcado para o dia 20/09, onde serão discutidas cláusulas renováveis da última Convenção Coletiva de Trabalho.Coletiva de Trabalho.

   
Propsta dos bancários torna PLR mais justa.

Desde que foi conquistada na campanha de 1995, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) tem correspondido a uma parcela cada vez mais significativa no orçamento anual da categoria. Isso porque, em função da organização e luta dos trabalhadores, a PLR aumenta a cada ano, com alterações no percentual do salário era de 72% em 1995 e atingiu a 80% em 2006 , na parcela fixa que dos R$ 200 em 95 chegou a R$ 828 em 2006 e nas elevações dos tetos.
Esse formato, no entanto, não atende mais às necessidades dos trabalhadores. Com a alta escalada dos lucros dos bancos, o que as instituições financeiras destinam para a distribuição da PLR em termos percentuais é cada vez menor. Isso é explicado em função de a regra atual determinar que as empresas devem destinar no mínimo 5% e no máximo 15% do lucro líquido para a PLR. E quando o montante distribuído for inferior aos 5%, tem de ser majorado até chegar ao percentual ou atingir dois salários.
Com isso Itaú e Bradesco, por exemplo, já pagam os dois salários de PLR. Unibanco e Real ABN também estão bem próximos disso, uma tendência seguida por praticamente todos os bancos.
Mudanças - As alterações na PLR começaram a ocorrer mais decisivamente na campanha nacional de 2006 quando além da parcela fixa e do percentual do salário, foi conquistado valor adicional entre R$ 1.000 e R$ 1.500 pago além da regra, acima do teto e sem desconto dos programas próprios.

PL que acaba com demissão de bancário por dívida tem primeira vitória
 

A Comissão do Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade, no último dia 22, o Projeto de Lei que revoga o artigo 508 da CLT, que considera a falta de pagamento de dívidas motivo para demitir o bancário por justa causa.
O autor do projeto é do bancário e deputado federal Geraldo Magela (PT-DF). “A maior injustiça disso é que a categoria dos bancários é a única que pode sofrer esse tipo de punição”, diz o parlamentar, que acrescenta: “este artigo é incompatível com o artigo 5º da Constituição Federal, que assegura a igualdade de todos os brasileiros perante a lei”.
Magela explica ainda que o há um outro agravante no artigo. “a demissão por justa causa faz com que o trabalhador perca todos os seus direitos, além de criar inúmeros obstáculos para sua recolocação no mercado. Ou seja, quem já estava com um problema financeiro que pode acontecer com qualquer pessoa fica totalmente desamparado, sem FGTS, sem plano de saúde e sem qualquer benefício a que tem direito”.

 
Projeto sobre isnomia será votado em breve

Deputados que integram a Comissão de Trabalho, Administração e Serviços Públicos da Câmara Federal deliberam sobre PL 6259/05 que pode igualar direitos de trabalhadores dos bancos públicos federais. A proposta prevê os mesmos direitos salariais, benefícios diretos e indiretos e vantagens para os empregados admitidos, pré e pós 98, no Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia e Casa da Moeda do Brasil.
O Movimento Sindical Bancário defende essa bandeira como uma das suas principais reivindicações, chegando a propor um novo Plano de Cargos e Salários que, entre outras conquistas, poderia suprimir todas as referências às distinções entre funcionários. Os bancários salientam que as empresas estatais deveriam dar exemplo às demais instituições, respeitando os direitos dos trabalhadores sem gerar qualquer tipo de discriminação.
A executiva dos Empregados da Caixa entregou ao presidente da Comissão, Nelson Marquezelli (PTB-SP), abaixo-assinado com 22 mil assinaturas de bancários de todo país em apoio ao projeto, que tem como um dos autores o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA).

 
Atividades no ABN
A partir de segunda-feira até o dia 27, a Comissão de Empresa do ABN Real inicia uma série de atividades com os dirigentes do banco, em Brasília. Durante os três dias em que estarão reunidos, os diretores devem participar de encontro com deputados federais e senadores, de uma atividade em frente ao Congresso, além de audiências públicas nos ministérios e na Câmara Federal. Durante a manhã do dia 27, a pedido do deputado federal, Daniel Almeida (PCdoB/BA), será realizada uma audiência pública na Comissão de Trabalho e Renda da Câmara, com a presença do Santander e Barclays, um dos bancos cotados para comprar o ABN, para discutir, dentre outros pontos, a venda da empresa.
 
Funcionária receberá indenização de mais de R$1 milhão
Ex-funcionária do Banco do Brasil que teve um acidente vascular cerebral (AVC) durante o período de licença-maternidade receberá indenização de R$ 1,277 milhão. O incidente ocorreu após pressão do chefe da funcionária para que ela realizasse um trabalho mesmo estando de licença. A 2ª Turma do TRT-10ª Região confirmou a sentença do primeiro grau que condenou o Banco por negligência e imprudência ao permitir que funcionários importunassem a recente mãe ignorando assim a licença-maternidade que é legalmente garantida.
O Banco do Brasil alegou, na defesa, que não obrigou a funcionária a efetuar qualquer trabalho, mas admitiu ter solicitado a finalização da avaliação funcional pendente. "Ao não considerar o pós-parto da funcionária, o Banco assumiu todos os riscos na produção de tão gravoso resultado", avaliou a juíza Maria Piedade Teixeira. A indenização a que foi condenado o Banco, R$1,277 milhão, é referente a danos morais (R$200mil), e materiais (R$1milhão77mil) - remuneração que a funcionária deixará de receber em virtude da incapacidade gerada pelo incidente, uma vez que se aposentou por invalidez com apenas 33 anos de idade.
 
HSBC é condenado por cobrar juros abusivos

O HSBC e a Losango foram condenados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) porque cobravam uma taxa de juros de 380,78% ao ano num financiamento de R$ 1.000 feito pela cliente Maria de Fátima Dutra, dona-de-casa de Porto Alegre. O STJ considerou a taxa abusiva e acima do triplo da média do mercado para a modalidade do negócio bancário, que é de 67,81%.
Os juros exigidos da cliente alcançaram cerca de 14% ao mês, já que, pelos R$ 1.000 emprestados, Maria de Fátima teria de pagar dez prestações mensais sucessivas de quase R$ 250, ou seja, mais que o dobro do valor. Com a decisão do STJ, ela irá pagar a dívida com os juros na média de 67,81% ao ano.
Mesmo que a legislação não estipule um limite a ser cobrado nas taxas de juros, a Justiça e órgãos como o IDEC (Instituto de Defesa do Consumidor), têm protegido os consumidores e seus direitos.

 
Itaú cancela plano de saúde de aposentados e demitidos
O Itaú anunciou que os funcionários que se desligarem por demissão ou aposentadoria não terão mais direito de continuar com o plano de saúde, depois que passar o período da legislação e da convenção coletiva de trabalho. Antes dessa medida, o trabalhador que contribui para o Plano de Aposentadoria Complementar (PAC) podia continuar como “automantido”, ou seja, pagando do próprio bolso a assistência médica. Com a medida anunciada, depois de vencer o prazo, mesmo com a disposição de continuar pagando o bancário não terá mais o mesmo direito.
É o caso de uma funcionária que dedicou 30 anos de sua vida ao Itaú. Ela se aposentou e foi informada que depois que vencer o prazo terá que procurar um outro plano de saúde.
O Sindicato está estudando que providências tomar contra o banco.
 
A vida acima do lucro. Por Ademir Wiederkehr
Os bancos colheram mais uma safra de lucros abundantes. Os balanços do primeiro semestre mostram ganhos superiores a R$ 14 bilhões. A rentabilidade dos grandes bancos brasileiros foi o dobro da rentabilidade dos bancos norte-americanos, conforme estudo da consultoria Economática. Nenhum outro setor da economia lucrou tanto!
Bancários, vigilantes, clientes e usuários, no entanto, estão expostos à violência e têm as suas vidas colocadas em risco. Segundo levantamento do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, com base em notícias da imprensa e informações da categoria, já foram registrados 113 ataques a bancos em 2007, incluindo assaltos, tentativas, furtos, arrombamentos e seqüestros.
Duas vítimas dessa violência comoveram os gaúchos: a jovem Cristiana Cupini, de 22 anos, que morreu durante tentativa de assalto a carro-forte em Porto Alegre, e o vice-prefeito de Bom Jesus Leonardo Silveira, de 36 anos. O sangue derramado exige iniciativas para evitar novas tragédias.
Para tanto, não adianta trocar o horário de circulação dos carros-fortes. Isso não resolve e vai aumentar o risco. Uma das medidas é combater as raízes da violência. Os governos têm que investir mais em políticas públicas, visando melhorar a qualidade de vida e reduzir a criminalidade. Também precisam colocar mais policiais e viaturas nas ruas para prevenir ações criminosas.
Outra medida é a atualização da lei federal nº 7.102, de 20.06.1983, que rege a segurança privada no país. Deputados estaduais e vereadores também devem aprovar leis estaduais e municipais para melhorar as condições de segurança nos bancos, como a obrigatoriedade de instalação de portas giratórias antes do auto-atendimento, vidros blindados nas fachadas e câmeras de vídeo com controle em tempo real e monitoramento à distância.
Agências e postos bancários devem ter proteção. Os bancos, que cobram taxas de juros e tarifas abusivas, não podem tratar gastos com segurança como custos e sim como investimentos para defender o bem mais valioso, que é a vida humana. Basta de mortes, feridos e pessoas traumatizadas para o resto de suas vidas! Segurança é hoje uma questão de responsabilidade social! A vida precisa ser colocada acima do lucro!
Topo da página
Voltar para página inicial