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Ano XIV Nº 244 2ª quinzena de Abril 2008

1° de Maio - Dia do Trabalho

No dia 1 de Maio de 1886 realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América. Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de centenas de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA. No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.
Três anos mais tarde, a 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.
A 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adota o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países. Apesar de até hoje os estadunidenses se negarem a reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos trabalhadores estadunidenses conseguiram que o Congresso aprovasse que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para 8 horas diárias.
No Brasil
Até o início da Era Vargas (1930-1945) certos tipos de agremiação dos trabalhadores fabris eram bastante comuns, embora não constituíssem um grupo político muito forte, dada a pouca industrialização do país. Esta movimentação operária tinha se caracterizado em um primeiro momento por possuir influências do anarquismo e mais tarde do comunismo, mas com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, ela foi gradativamente dissolvida e os trabalhadores urbanos passaram a ser influenciados pelo que ficou conhecido como trabalhismo.
Até então, o Dia do Trabalhador era considerado por aqueles movimentos anteriores (anarquistas e comunistas) como um momento de protesto e crítica às estruturas sócio-econômicas do país. A propaganda trabalhista de Vargas, sutilmente, transforma um dia destinado a celebrar o trabalhador no Dia do Trabalho. Tal mudança, aparentemente superficial, alterou profundamente as atividades realizadas pelos trabalhadores a cada ano, neste dia. Até então marcado por piquetes e passeatas, o Dia do Trabalho passou a ser comemorado com festas populares, desfiles e celebrações similares. Atualmente, esta característica foi assimilada até mesmo pelo movimento sindical.
Aponta-se que o caráter massificador do Dia do Trabalho, no Brasil, se expressa especialmente pelo costume que os governos têm de anunciar neste dia o aumento anual do salário mínimo.

   
Aumento da geração de emprego

No primeiro trimestre do ano, foi registrado aumento de 38,7% na geração de empregos formais em relação ao ano passado. O percentual representa 554 mil empregados com carteira assinada. Setores como serviço e indústria contribuíram para a alta.
Para o governo, a tendência é gerar mais de 1,8 milhão de postos de trabalho ainda este ano, superando, assim, o saldo de 2007.
No entanto, a elevação da taxa de juros (Selic) em 0,5% pode comprometer a criação de novas vagas.
De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o Nordeste teve perda de 36.365 empregos formais no trimestre. Salvador está na lastimável 18ª colocação da lista de municípios que mais contrataram no período, apresentando uma variação de 0,97%.
Embora a taxa de desemprego continue em queda, as estatísticas não refletem com exatidão o número de desempregados no país. A afirmação feita por Márcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), reflete a necessidade de repensar a forma como o governo interfere na qualificação do trabalhador.
De acordo com Pochmann, existe uma grande oferta de mão-de-obra, mas há um déficit de funcionários qualificados e capacitados para os empregos. Acrescenta, ainda, que em médio e longo prazo a demanda de trabalhadores poderá superar a capacidade de oferta, o que vai gerar pressões inflacionárias. Sugere ainda que sejam criadas políticas públicas para sanar possível futuro problema.

Redução da Jornada de Trabalho
sem Redução dos Salários
 

Mais qualidade de vida

Para quem está trabalhando, a redução da jornada de trabalho representa aumento na qualidade de vida. Mais concentrados e menos cansados, os trabalhadores produzem mais e melhor. Além disso, têm mais tempo livre para dedicar à família, ao lazer, ao estudo, enfim, a outras atividades que aumentem o seu nível de satisfação.
Estes são os objetivos da campanha nacional “REDUZIR A JORNADA É GERAR EMPREGOS”, que unifica, em torno da mesma bandeira, as seis centrais sindicais brasileiras.

 

Um país competitivo

Segundo dados de 2005, o custo da mão-de-obra brasileira é 5,8 vezes menor que o estadunidense e 6 vezes menor que a francesa, sem falar na diferença em relação a Alemanha, e Holanda. Além disso, a jornada de trabalho semanal no Brasil (OIT -2003) é superior se comparada a países como Alemanha (40,3 horas semanais); Espanha (35 horas), Japão (42 horas); França (38,6 horas); e EUA (42,6 horas). Estes dados por si só desmentem a alegação dos empresários de que a redução de jornada traria prejuízo à competitividade dos nossos produtos no mercado internacional. O que torna um país competitivo de fato são outras vantagens que ele oferece como financiamento para a produção, juros acessíveis, investimento em pesquisa, altas taxas de escolaridade, mão-de-obra especializada e infra-estrutura desenvolvida.

 

O que fazer

Na avaliação das centrais sindicais brasileiras, é preciso urgentemente reverter a trajetória de precarização do mundo do trabalho, retomar o crescimento econômico e gerar empregos. Neste sentido, a alternativa mais rápida e eficaz é a redução da jornada de trabalho. O potencial de geração direta de novos postos de trabalho com a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais chega a 2,2 milhões de empregos. Mas para que esta meta se torne realidade outras medidas complementares precisam ser implantadas. O fim da flexibilização, a manutenção dos salários e a limitação do Banco de Horas e das horas extras são condições imperativas.

 

Programação do Sindicato
para o dia do trabalho

A diretoria do Sindicato dos Bancários de Ilhéus está preparando uma programação especial para comemoração do dia mais importante na história de luta dos trabalhadores.
Confraternização.
No dia 1° de maio, o Sindicato realizará um dia inteiro de atividades no clube AABANEB a partir das 8:00 horas, com o objetivo de confraternizar os trabalhadores dos bancos. Haverá competições esportivas como futebol, terno vermelho, dominó, vôlei e sinuca mistos e para as crianças, cama elástica e um tobogã Play Baby.
Os interessados devem entrar em contato com o Sindicato dos Bancários pelo telefone (73) 3634-7322 ou através de seus diretores. A participação estará aberta aos empregados dos setores de segurança e serviços gerais, além dos menores aprendizes, estagiários e tercerizados.
Contamos com a presença de todos.
Programação:
08:00 - Café da manhã.
09:00 - Início torneio de futebol masculino
10:00 - Início torneio de sinuca e dominó (individual) masculino e feminino.
10:30 - Início torneio de baralho (terno vermelho) masculino e feminino.
11:00 - Início torneio de vôlei (equipes obrigatoriamente terão que ter no mínimo (02) atletas e no máximo 03 (três) sendo 01 (um) do sexo feminino).
11:00 - Após o último jogo da 1ª fase do torneio masculino de futebol, haverá um jogo de futebol feminino entre as companheiras do Bradesco agência 0237(centro) contra 3519 (urbana). Após este jogo que terá a duração de 02 (dois) tempos de 10 minutos, haverá uma premiação especial para a equipe vencedora e entrega de medalhas para a artilheira, goleira menos vazada, etc.
11:30 Início jogo de baleado.
 
Centrais debatem com Lula a Convenção 158
As centrais sindicais estiveram reunidas na quinta-feira, dia 24, com o presidente Luis Inácio Lula da Silva em Brasília para debater a importâncida da Convenção 158 da OIT (Organização Internacional do Trabalho) para os trabalhadores brasileiros.
A proteção ao emprego, contemplada pela Convenção 158, é uma bandeira histórica dos bancários. Ela passa segurança para o trabalhador que, com isso, pode planejar mais em longo prazo o seu futuro sem ter que conviver com riscos permanentes de demissões imotivadas,
A 158 é motivo de diversas mobilizações dos bancários e da classe trabalhadora. Foi bandeira da IV Marcha, no ano passado e é um dos temas centrais do 1º de maio deste ano. Para ela ter força de lei, porém, é necessário que a convenção seja ratificada pelo Congresso Nacional, onde espera apreciação após ser enviada por Lula.
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