|
|
| |
|
| |
|
|
|
|
|
|
|
Ano XIV Nº 250 2ª quinzena de Agosto 2008 |
|
|
2º Encontro Regional dos Bancários
em Ilhéus |
|
|
|
|
|
O Sindicato comemora o dia
do bancário
O 2º Encontro Regional dos Bancários do Sul
e Sudoeste da Bahia acontecerá no dia 30/08 à
partir das 8:00 no Auditório do Ilhéus Hotel,
em Ilhéus, com a participação de representantes
da Federação e dos sindicatos de Itabuna,
Jequié, Extremo Sul, Vitória da Conquista
e Ilhéus. Nele serão discutidas as estratégias
de ação da Campanha Salarial 2008.
O Sindicato dos Bancários de Ilhéus espera
repetir esse ano o sucesso do 1º Encontro que contou
com aproximadamente 140 representantes de toda região
marcado por uma efetiva participação feminina.
|
|
| |
|
Agenda
de eventos da semana dos bancários |
|
27/08 – 1ª rodada de
negociação com a FENABAN
28/08 – Dia do Bancário (apresentação
teatral nos bancos)
30/08 – 2º Encontro Regional de Bancários
do Sul e Sudoeste da Bahia
|
|
Notícias
Rápidas |
|
| |
|
Bradesco responde por assédio
moral
O Banco Bradesco responde por uma prática
cada vez mais denunciada no ambiente de trabalho: o assédio
moral. O Ministério público do Trabalho (MPT)
da 5ª Região - Bahia ajuizou Ação
Civil Pública contra a instituição
financeira a partir de um processo trabalhista individual.
A ação foi proposta por uma ex-funcionária
do banco, em 2004, contra o gerente de uma agência
de Salvador. Foi apresentada prova testemunhal de que o
gerente tinha perfil energético e gritava com os
funcionários para obter rapidez no fechamento diário
do caixa. O modo como o gerente agia desestabilizava o ambiente
e prejudicava os trabalhos, de acordo com os relatos. A
denunciante afirmou que era maltratada e humilhada, inclusive
diante dos cliente. O comportamento do gerente atingia todos,
mais ela era mais visada.
O banco foi considerado omisso pelo procurador do caso.
O MPT determina ações a serem adotadas pelo
Bradesco. Entre elas a realização de um diagnóstico
do ambiente psicossocial do trabalho no banco, a implantação
de normas saudáveis de conduta, campanhas de conscientização
e canais internos de denúncia.
Conheça o perfil do agressor, as situações
e quais são as provas.
1 – Características: É hábil
em humilhar; agressivo e perverso com palavras; sempre acha
que tem razão; inseguro, complexado e intolerante;
bajula superiores e adora castigar subordinados.
2 – Atitudes: Gritar, xingar, apelidar, ridicularizar,
humilhar; ordenar a realização de tarefas
impossíveis ou imcompatíveis; sonegar informações;
repetir críticas improcedentes.
3 – Motivos: Competição; tentativa de
forçar pedido de demissão; desejo sexual não-correspondido;
auto-afirmação; demonstração
de autoridade.
4 – Provas: Testemunhas; gravações em
áudio ou vídeo (inclusive em circuito interno
de TV) das agressões e xingamentos; documentos com
advertência por escrito, bilhetes, etc.
Lucro do BB
O Banco do Brasil registrou lucro líquido
de R$ 3,998 bilhões no primeiro semestre deste ano,
com expansão de 61,1% em relação ao
primeiro semestre do ano passado, conforme revelou no dia
14/08 o vice-presidente de Finanças, Mercado de Capitais
e Relações com Investidores, Aldo Luiz Mendes.
Segundo ele, o resultado corresponde a um Retorno sobre
Patrimônio Líquido (RSPL) de 34%, contra 24,3%
no mesmo período de 2007, e lucro por ação
equivalente a R$ 1,57. Esse desempenho permite distribuir
R$ 1,6 bilhão como remuneração aos
acionistas, o que corresponde a 40% do lucro líquido.
|
|
| |
|
Comando
Nacional se reúne com a Fenaban |
|
A
primeira rodada de negociação da campanha salarial,
entre o Comando Nacional e a Fenaban (Federação
Nacional dos Bancos) acontece dia 27, em São Paulo.
A minuta de reivindicações, aprovada na Conferência
da categoria, foi entregue no dia 13.
As principais reivindicações dos bancários
são reajuste salarial de 13,23%, composto de inflação
mais 5% de aumento real, PLR (Participação nos
Lucros e Resultados) de três salários mais valor
fixo de R$ 3.500,00, sem teto nem limitador, aumento progressivo
nos pisos salariais no período de três anos,
até atingir o valor estipulado pelo Dieese, atualmente
em R$ 2.074,00, adicional de risco de 40% sobre o salário
para funcionários de agências e PABs, vale-refeição
de R$ 17,00, cesta-alimentação e auxílio-creche
de R$ 415,00, cada, auxílio-educação
e Plano de Previdência Complementar.
A pauta ainda inclui garantia do emprego, ratificação
da Convenção 158 da OIT (Organização
Internacional do Trabalho), que prevê a garantia contra
a dispensa imotivada de trabalhadores, jornada de trabalho
de seis horas diárias, mais contratações
e segurança. |
|
Luta
conjunta por segurança |
|
Bancários
e vigilantes, em princípio, podem representar duas
categorias completamente diferentes. No entanto, ambas sofrem
com um problema vital nas agências: a falta de segurança.
O tema tem preocupado os trabalhadores e é item prioritário
nas duas campanhas salariais. Tanto é que a Confederação
Nacional e vários sindicatos de vigilantes de todo
o Brasil formaram mesa específica durante a Conferência
dos Bancários só para debater a necessidade
de garantir a integridade física e psicológica
no ambiente de trabalho.
A mobilização dos vigilantes já contou
até mesmo com paralisação. No início
de junho, foram feitas manifestações em agências
na Bahia e em São Paulo, inclusive com fechamento parcial
de unidades.
A parceria, ao que tudo indica, tem dado certo e vai contribuir
para aumentar a pressão contra os banqueiros e o governo.
A luta unificada pretende igualar o valor dos ticket refeição,
estender o benefício de plano do saúde, equiparar
os salários dos vigilantes com base no maior salário
da categoria, o de Brasília, além de acabar
com o risco de morte no trabalho.
Denúncia
A CTB formalizou através de denuncia
do Sindicato dos Metalúrgicos à empresa Cobratec
responsável pela vigilância no Banco do Brasil.
A informação é que os empregados estão
trabalhando a 3 meses sem a Carteira de Trabalho assinada.
O Sindicato dos Bancários aguarda as providências
tomadas pela Delegacia Regional do Trabalho. |
|
História
do dia do Bancário |
|
No
dia 28 de agosto de 1951, a categoria bancária iniciava
uma das mais longas e vitoriosas greves dos seus 84 anos de
história: após 69 dias de paralisação,
os banqueiros acabaram concedendo 31% de aumento. Os trabalhadores
de São Paulo foram os únicos em todo o Brasil
a manterem suas reivindicações e não
aceitaram a proposta de apenas 20% oferecida inicialmente
pelos bancos. Decidiram parar e acabaram dando início
ao movimento que marcaria o Dia do Bancário.
“Eu trabalhava no câmbio do Banco Mercantil e
todos paramos. Foram 69 dias de greve sem receber, não
foi fácil. Mas era bonito, os grevistas andavam na
rua com uma bandeira do Brasil arrecadando dinheiro que era
contabilizado pelo Sindicato e distribuído por igual
para os bancários casados”, lembra o bancário
aposentado Hélio Sávio Aquino.
O preço pago foi alto, com forte repressão do
governo estadual, do Ministério do Trabalho e até
da Igreja. Com o fim vitorioso da greve, os banqueiros acabaram
demitindo algumas lideranças e transferindo outras
para cidades do interior do Estado. Apesar da dificuldade
de rearticulação dos trabalhadores nos anos
seguintes, a greve resultou não só num aumento
salarial maior para São Paulo, mas também levou
suas lideranças a outros municípios, propiciando
a formação de vários sindicatos bancários
pelo Estado, além de questionar a lei de greve do governo
Dutra.
Dieese – Os 20% oferecidos pelos bancos tinham como
base os índices oficiais do custo de vida, cuja legitimidade
foi duramente questionada pelos trabalhadores naquele ano.
A greve, assim, acabou sendo o estopim da criação,
em 1955, do Dieese, o Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Sócio-Econômicos, uma fonte própria
e confiável para o calculo da inflação.
Os cálculos da inflação naquele ano,
ao serem colocados em xeque, foram refeitos, pulando inexplicavelmente
de 15,4% para 30,7%.
|
|
|
| |
|