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Ano XIV Nº 237 1ª quinzena de Janeiro 2008

Insatisfação no BB

O Banco do Brasil começa 2008 em dívida com os empregados. O compromisso de reabrir as discussões sobre pendências como PCS, PCC, isonomia, banco de horas e substituições, assumido em novembro, pelo vice-presidente da empresa, Luís Osvaldo, e o superintendente regional, Rodrigo Nogueira, em reunião com representantes da Federação dos Bancários e sindicatos da Bahia, não foi cumprido. Até agora, o BB não se movimentou para debater pleitos antigos e protelados todos os anos.
Durante a reunião, os bancários cobraram ações que contribuam para a melhoria das condições de trabalho, com a ampliação de agências e novas contratações. As críticas à política do BB, sobretudo com relação ao Plano de Reestruturação, são ainda mais justificáveis. A empresa adotou programas de aposentadorias e “demissões voluntárias” sem atentar para a necessidade de, justamente, aumentar o número de funcionários e unidades para atender, de forma preparada e organizada, as 260 mil contas do governo estadual, transferidas do Bradesco. Na Bahia, cerca de 500 aderiram aos programas.
Se a situação já era caótica nas agências do BB, agora piorou ainda mais. As filas quilométricas fazem da simples tarefa de pagar uma conta ou realizar qualquer serviço bancário um sufoco. Cada vez mais empurrados para os caixas de auto-atendimento e operações online, os clientes pagam o “pato” pela irresponsabilidade do BB, que opta por transferir os serviços que deveria executar para estabelecimentos como farmácias, mercados e agências lotéricas, sistema conhecido como bancarização.
Principalmente por ser um banco público, o BB deveria ter o compromisso de investir no desenvolvimento do Brasil, com geração de emprego e renda, diminuindo tarifas e ampliando o número de agências, mas insiste em se comportar como uma empresa privada, preocupada prioritariamente com a disputa por mercado e lucro. Esta visão não interessa ao cliente, ao bancário e muito menos contribui para o crescimento sustentável do país.

 

   
Nordeste é retrato da desigualdade

O desnível e a desigualdade social ainda são muito grandes entre as regiões Sudeste e Nordeste. A conclusão é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNDA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a PNDA, o Nordeste foi a região com maior crescimento na renda familiar média entre 2005 e 2006, atingindo 12%. As melhorias foram em saneamento dos domicílios e escolaridade da população.
Os avanços, porém, não foram suficientes para alterar as condições de vida dos nordestinos. O fato de a região concentrar municípios com o menor Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma das riquezas existentes no país, ajuda a retardar o processo de igualdade e divisão de riquezas.

 

BOLSA FAMÍLIA

As transferências de recursos da Previdência e os programas sociais do governo federal, como o Bolsa Família, explicam o crescimento da renda familiar média no Nordeste nos últimos anos. O Bolsa Família ajudou no aumento da renda familiar, que passou de R$ 2 bilhões para R$ 10 bilhões por ano. Do total de 11 milhões de famílias atendidas, 5,5 milhões são da região.

Notícias rápidas
 

 

Falso dentista é preso

Um falso dentista foi preso em Ibicaraí, no sul do estado. Gernoel Rodrigues Ribeiro, 26 anos, foi denunciado por outros pacientes de Ilhéus, onde ele também tinha um consultório. Segundo a policia, o Dr. Rodrigues, como é conhecido, estava se preparando para fugir quando foi preso. Gernoel, que não tem nem o segundo grau completo, disse que era apenas o dono dos consultórios, mas depois confessou que atendia os pacientes.

 

Serviços gratuitos a partir de abril

A fim de aumentar os níveis de concorrência no sistema financeiro, focando operações de pessoas físicas, o Conselho Monetário Nacional aprovou medidas para tornar gratuitos alguns serviços a partir de 30 de abril.
A gratuidade para conta-corrente será nos serviços de fornecimento de cartão de débito, talonário de cheque por mês, 2ª via de cartão de débito (exceto em casos de perda, roubo, danificação e outros); realização de até quatro saques e duas transferências de recursos entre contas na própria instituição por mês. Para a conta poupança, a gratuidade será nos serviços de fornecimento do cartão para movimentação da conta, 2ª via de cartão, até dois saques, duas transferências para conta de depósito, consulta pela internet e dois extratos de conta por mês.

 

Vila Isabel desfila enredo sobre o trabalho

A escola de samba carioca Unidos de Vila Isabel, uma das maiores do Rio de Janeiro, vai para a avenida Marquês da Sapucaí desfilar sob o enredo "Trabalhadores do Brasil". Para contar esta história, os sambistas contam com a ajuda da CUT. No ano passado, a escola paulistana Tom Maior já havia feito uma homenagem à classe.transferências para conta de depósito, consulta pela internet e dois extratos de conta por mês.

 

 

CTB Bahia prepara plano de lutas para 2008

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), em reunião, avaliou a conjuntura, os resultados do Congresso Nacional e o calendário de lutas para 2008.Com a presença da maioria dos dirigentes baianos que compõe a coordenação nacional da central, e sindicalistas de todo o Estado, a reunião transcorreu em um clima de unidade e ansiedade. A expectativa é que a eleição da direção estadual ocorra até o final de fevereiro.A CTB tem demonstrado muita disposição para enfrentar os novos desafios, entre os quais aproximação dos trabalhadores do campo e da cidade, ampliação do número de sindicatos filiados e intensificação da propaganda da CTB. A entidade quer ser protagonista na difícil luta do trabalhador brasileiro.Na oportunidade, foi eleita a comissão organizadora responsável pela preparação do evento. Para o coordenador estadual Adilson Araújo, as iniciativas da CTB na Bahia estão em sintonia com os compromissos e planos de lutas, aprovados pela Central no Congresso de Fundação.
 
BOAS FÉRIAS!
A remuneração de férias e o 13º salário do trabalhador brasileiro podem ficar livres da cobrança de imposto de renda e de contribuição previdenciária. A proposta partiu do senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS) e foi encaminhada às Comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Assuntos Econômicos (CAE), cabendo a esta última votá-la em decisão terminativa. Segundo Zambiasi, a Constituição federal seria clara ao estabelecer que o pagamento do 13º salário deve se basear no salário integral do trabalhador. Também garantiria, de forma expressa, remuneração de férias com, no mínimo, um terço a mais que o salário normal. O problema é que a incidência do imposto de renda e da contribuição previdenciária estaria frustrando a integralidade desses vencimentos assegurada pela Constituição.
"Ora, ao se descontar o imposto de renda e a contribuição previdenciária, tanto o 13º salário deixa de ser integral, como as férias deixam de ser remuneradas com 'no mínimo' um terço a mais", argumentou na justificação do PLS 685/07. Zambiasi observou ainda que, atualmente, as férias não-gozadas e pagas sob a forma de indenização são isentas da contribuição previdenciária, existindo ainda jurisprudência isentando-as do imposto de renda. Na sua opinião, isso incentivaria o trabalhador a não gozar suas férias, o que pode trazer prejuízos a sua saúde.
 
Delegacia do Trabalho
Decreto presidencial publicado na sexta-feira, dia 4, transformou as Delegacias Regionais do Trabalho (DRTs) em Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego. O objetivo, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) é dar maior transparência à gestão das políticas públicas do órgão, modernizando a nomenclatura e atendendo cada vez mais a demanda dos trabalhadores e empregadores.
De acordo com o decreto 6.341 de 2008, compete aos superintendentes, com ligação direta ao gabinete do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, executar, supervisionar e monitorar todas as ações do MTE, especificamente as de qualificação profissional. As 114 Subdelegacias do Trabalho espalhadas por todos os estados brasileiros, mais o Distrito Federal, passam a se chamar Gerências Regionais do Trabalho e Emprego.
“As superintendências serão nossos órgãos de ponta, estudando em seus estados as principais demandas, especificamente na qualificação do trabalhador, para podermos planejar melhor as ações”, afirmou Lupi.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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