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Ano XIV Nº 247 2ª quinzena
de Junho 2008 |
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Aprovada redução de jornada |
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Redução da
jornada de 44 para 40 horas semanais recebeu parecer
favorável do relator da matéria
A proposta de redução da jornada de trabalho
de 44 para 40 horas semanais recebeu parecer favorável
do relator da matéria, deputado Vicente Paulo da
Silva, “Vicentinho” (PT-SP). O parlamentar apresentou,
semana passada, à Comissão do Trabalho da
Câmara Federal, substitutivo em favor do projeto.
O relatório ainda não tem data marcada para
ser votado pela Comissão.
O substitutivo ao PL 4.653/94, do ex-deputado e atual senador
Paulo Paim (PT-RS), engloba os 24 projetos que versam sobre
o assunto. A proposta de redução da jornada
de trabalho é uma reivindicação histórica
do movimento sindical. No início do mês foi
entregue ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia
(PT-SP), abaixo-assinado com 1,5 milhão de assinaturas
a favor da medida.
Os dirigentes das principais centrais sindicais do país
são unânimes na avaliação de
que o Brasil atravessa um momento que propicia a redução
da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas
semanais. Segundo Adilson Araújo, presidente da CTB-BA
(Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), a
redução da jornada, além de gerar empregos,
reduz a exploração e garante mais segurança
à saúde do trabalhador.
UNANIMIDADE:
Estudos aprofundados de fisiologistas, ergonomistas, psicólogos
e médicos do trabalho têm servido para respaldar
os fundamentos científicos da importância de
reduzir o tempo de exposição do homem ao trabalho.
Os especialistas também acreditam ser necessário
restringir ao máximo a possibilidade de utilização
do trabalho extraordinário. A simples oneração
do valor da hora-extra não tem sido suficiente para
desestimular a prática.
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BB
é condenado a pagar R$ 200 mil
em ação por assédio moral |
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A Justiça do Trabalho condenou pela
terceira vez o Banco do Brasil a pagar uma indenização
de R$ 200 mil por danos morais a um funcionário do
Distrito Federal. O bancário moveu ação
após ter sido arbitrariamente descomissionado por
conta de reclamação pela rotineira extrapolação
da jornada de trabalho a que vinha sendo submetido.
A decisão, proferida no dia 20 de junho, é
do juiz da 15ª Vara do Trabalho de Brasília,
Douglas Alencar Rodrigues. O bancário beneficiado
é um dos três analistas descomissonados no
início do ano passado pelo chefe da Diris, René
Sanda, por terem entrado com a reclamação
judicial dias antes. Os outros dois também moveram
ação semelhante contra o banco, e também
obtiveram decisão favorável.
O descomissionamento foi feito publicamente, durante reunião
com todos os funcionários da Diris no 16º andar
do Sede III. O diretor René Sanda disse que decidiu
descomissionar os três analistas para evitar o "risco
de contaminação" de sua equipe e ameaçou
todos os trabalhadores do setor de adotar punição
semelhante a quem ousasse defender seus direitos trabalhistas.
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Notícias
Rápidas |
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Mais de 300 greves pelo Brasil
Ano passado, o Brasil teve 316 greves,
totalizando 29 mil horas de paralisação, segundo
o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Socioeconômicos). Os índices apontam
ainda que 51% das greves aconteceram na área do funcionalismo
público e estatais. Os outros 49% foram paralisações
no campo privado.
A principal reivindicação foi o reajuste salarial,
representando 49% das motivações dos grevistas.
A implantação ou reformulação
do PCS (Plano de Cargos e Salários) ficou com 26%
e o auxílio alimentação com 18%.
Ponto eletrônico no BNB
Com o objetivo de discutir as regras finais
de funcionamento do ponto eletrônico, a AFBNB (Associação
dos Funcionários do Banco do Nordeste) recolhe opiniões
sobre o processo de implementação dos aparelhos
em todas as agências.
Um dos problemas encontrados é a criação
do banco de horas, que flexibiliza direitos e mantém
os funcionários trabalhando além da jornada.
De acordo com a diretoria da AFBNB e do Conselho de representantes,
o ponto eletrônico deve ser transparente e sem mecanismos
de exploração da mão-de-obra.
O documento, que está sendo elaborado pela AFBNB,
vai ser entregue ao banco e, para contribuir na elaboração,
cada representante deve reunir as reclamações,
falhas e dúvidas de todos os funcionários
e enviar para o email comunicacao@ afbnb.com.br.
Lei Seca
Nos primeiros 10 dias de vigor da Lei
11.705, que proíbe o motorista de consumir bebidas
alcoólicas antes de assumir o volante, a Polícia
Rodoviária Federal prendeu 296 pessoas e multou outras
369. Somente na operação Grau Zero, efetuada
no final de semana, em 61 mil quilômetros de rodovias
federais, 189 motoristas foram presos e 255 foram autuados
por descumprimento da nova lei. É muita embriaguez
nas estradas.
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Pesquisa
comprova alta das taxas |
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Mais uma vez, fica
comprovado o aumento brusco das tarifas bancárias. Depois
do Procon e do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), quem
confirma a elevação dos valores das tarifas cobradas
pelos bancos é a Anefac (Associação Nacional
dos Executivos de Finanças).
Segundo o órgão, o sistema financeiro elevou em
184% as tarifas bancárias. Os três primeiros bancos
da lista de reajuste nas taxas são o ABN Real, que tem
a maior alta, com 966,67%, seguido por Safra, com 533,33%, e
Santander, com 405,26%.
Apesar do lucro bilionário, os bancos pouco investem
na melhoria do atendimento ao cliente e muito menos em melhores
condições de trabalho. Nas agência, as longas
filas causam constrangimento aos bancários e irritação
aos correntistas, que sofrem com a falta de funcionários
e a insegurança do auto-atendimento. |
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Insegurança
e medo nas
agências bancárias |
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Com o aumento do
número de assaltos aos bancos e seqüestros, crescem
também os índices de bancários acometidos
por transtornos mentais e psicológicos como a TEPT (Transtorno
de Estresse Pós Traumático).
Pesquisas comprovam o quadro grave que afeta a categoria e todo
o conjunto dos trabalhadores. De acordo com o Departamento de
Psiquiatria da Unifesp, 25% dos pacientes em tratamento estão
em licença médica ou aposentado por invalidez.
Sondagem feita pelo Ibope mostrou que entre as 3 mil pessoas
pesquisadas, 63% passaram por uma situação de
violência.
O transtorno pode se desenvolver após a vítima
sofrer uma situação violenta, como assaltos e
seqüestros. Os principais sintomas da doença são
isolamento, estado permanente de vigilância e pensar constantemente
na situação vivida.
De acordo com o Ministério da Previdência Social,
caso o TEPT tenha se desenvolvido a partir de uma situação
sofrida em ambiente profissional, o empregado tem o direito
de ser afastado com auxílio-doença, em função
do acidente de trabalho, e ao término do afastamento,
tem estabilidade de um ano.
Para uma bancária que passou por uma situação
de seqüestro, o trauma ultrapassou os limites psicológicos.
Além de ter desenvolvido depressão, freqüentes
desmaios e síndrome do pânico, a vítima
teve o sistema hormonal afetado. É importante ressaltar
que, em casos de seqüestros e assaltos no ambiente de trabalho,
o bancário deve receber a emissão da CAT (Comunicação
de Acidente de Trabalho). |
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