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Ano XIV Nº 242 2ª quinzena
de Março 2008 |
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Centrais debatem Previdencia com senador Paim |
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Em reunião ocorrida no dia 25 com as centrais sindicais,
o senador Paulo Paim (PT-RS) apresentou o texto da Proposta
de Emenda Constitucional (PEC) de sua autoria que estabelece
idade mínima para a concessão de aposentadoria
no regime geral de Previdência Social, bem como regra
de transição.
Segundo o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras
do Brasil (CTB), Wagner Gomes, que participou da reunião,
o senador explicou que a PEC estabelece sessenta anos de
idade e trinta e cinco de contribuição, se
homem, e cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de
contribuição, se mulher. E veda a aplicação
de qualquer tipo de redutor sobre o valor do salário-de-benefício.
Wagner Gomes explica que o combate ao "fator previdenciário"
deve ser o centro da luta pelo direito à aposentadoria.
"A Lei do Fator Previdenciário tem provocado
controvérsia por causa de seu caráter restritivo
à aposentadoria por tempo de contribuição,
penalizada com crescentes descontos nos proventos",
diz ele. Esses descontos são calculados por uma fórmula
matemática cujo principal fator de redução
do valor das aposentadorias, uma vez cumprido o critério
do tempo de contribuição, é a expectativa
de sobrevida das pessoas, estimada anualmente pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Jornadas do 1º de Maio
Para o presidente da CTB, a regra do "fator previdenciário"
foi estabelecida para inibir a aposentadoria por tempo de
serviço. "O fator previdenciário representava
um dos objetivos macroeconômicos do governo FHC e
não tem sentido a sua continuidade num país
que precisa valorizar os trabalhadores, inclusive para impulsionar
o seu desenvolvimento", diz ele. Segundo Paim, no aspecto
social o "fator previdenciário" é
perverso ao privilegiar a aposentadoria por tempo de contribuição
tardia e punir, drasticamente, a considerada "precoce".
Wagner Gomes ressalta que a luta pelo fim do "fator
previdenciário" é uma bandeira que deve
ser incorporada como uma das mais importantes pelas centrais
sindicais nas jornadas do 1º de Maio. O fator previdenciário
prejudica principalmente os trabalhadores
mais pobres e menos especializados que, por força
das circunstâncias, são levados a
ingressar mais cedo no mercado de trabalho e que, para garantir
o benefício integral, devem
permanecer mais tempo trabalhando", explica. "No
entanto, com o avançar da idade, a maioria deles
não consegue emprego estável, o que impossibilita
a manutenção de uma contribuição
regular para a previdência", finaliza.
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Vigilantes
dos bancos desrespeitados |
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Os bancos demonstram pouca importância
com a segurança dos seus clientes e funcionários.
Os funcionários das empresas que prestam serviço
de segurança à maioria dos bancos, são
cotidianamente desrespeitados em seus direitos trabalhistas.
Ao fim ou no cancelamento dos contratos com os bancos, as
empresas, via de regra, não pagam as verbas rescisórias
dos trabalhadores, e mesmo assim voltam a contratar com
os bancos, às vezes só trocando a razão
social. Geralmente os contratos duram no máximo 1
ano. Devido a isso, muitos vigilantes ficam vários
anos sem tirar férias, sendo demitidos e contratados
a seguir numa verdadeira fraude a legislação
trabalhista.
É bom lembrar que os bancos têm responsabilidade
subsidiária em relação aos funcionários
das empresas terceirizadas. O Sindicato aguarda providência
dos bancos, e não havendo buscaremos o Ministério
do Trabalho para comunicar as irregularidades.
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Notícias
rápidas |
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Lucros dos Bancos
em 2007
Itaú R$ 8,4 bilhões
Bradesco R$ 8 bilhões
Banco do Brasil R$ 5 bilhões
Unibanco R$ 3,4 bilhões
Caixa R$ 2,5 bilhões
Total R$ 27,3 bilhões
Eleições na Cassi
O Sindicato dos Bancários de Ilhéus
apóia a Chapa 3 A Cassi é Sua!, que disputa
a eleição da Caixa de Assistência dos
Funcionários do Banco do Brasil (Cassi). O processo
eleitoral acontece de 2 a 10 de abril, em todo país,
e envolve 130 mil funcionários. Humberto Almeida,
diretor do Sindicato da Bahia e funcionário do BB,
integra a Chapa 3 como Diretor de Planos de Saúde
e Relacionamento com Clientes. A Presidente do Sindicato
dos Bancários de Ilhéus, Marlúcia Paixão,
afirma que a Chapa 3 é a que está mais sintonizada
com os interesses dos funcionários do BB. “Os
representantes dos funcionários na Cassi, devem ser
aqueles que defendem os interesses dos trabalhadores sem
submissão à direção do Banco
e nem a qualquer governo. Aliar competência administrativa,
experiência e independência é fundamental
para o futuro da Cassi”, afirma Marlúcia.
Frebaban lança programa de
valorização aos bancários
Após inúmeras denúncias
contra práticas discriminatórias e de intensos
debates contra as desigualdades nos bancos, a Febraban lança,
no dia 02/04, o Programa Valorização da Diversidade
no Setor Bancário.
O Programa conta com apoio técnico da Organização
Internacional do Trabalho (OIT), do MPT (Ministério
Público do Trabalho), do IPEA (Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada) e da Contraf/CUT (Confederação
dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT), e com a assessoria
do CEERT (Centro de Estudos das Relações de
Trabalho e Desigualdade).
Ato lançará pré-candidatura
de bancário a vice-prefeito
A executiva do Partido Comunista do Brasil
(PCdoB) de Vitória da Conquista fez um ato em comemoração
aos 86 anos do partido. Na ocasião, os comunistas
do sudoeste baiano fizeram o lançamento da pré-candidatura
do bancário do BNB, Miguel Felício, a vice-prefeito
do município, na chapa liderada pelo PT que traz
Guilherme Menezes como pré-candidato a prefeito.
O ato aconteceu no auditório da Câmara Municipal,
às 19:00h, e contou com a participação
do presidente estadual do PCdoB, Péricles de Souza
e da Deputada Federal Alice Portugal.
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Redução
do quadro de funcionários no BB |
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| Mal aconteceu a visita
do Superintendente do Banco do Brasil ao Sindicato dos Bancários
de Ilhéus e os problemas já tornaram a acontecer.
Apesar da promessa do aumento de funcionários, o que
ocorreu foi o contrário. Menos 1 funcionário no
já insuficiente quadro da Agência de Ilhéus.
O Sindicato acha inadmissível e desrespeitosa essa ação
por parte da direção do banco. Apesar da solução
de alguns problemas estruturais já denunciados pelo Sindicato,
como o reparo do ar-condicionado e a sinalização
dos bebedouros e sanitários para os clientes, o fator
de maior importância no adequado funcionamento da agência,
ou seja, o número de funcionários, tem sido relegado
a segundo plano. O Sindicato exige uma resposta da superintendência. |
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Novas
regras para tarifas |
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A partir do dia 31/03 os bancos passam a ser obrigados a divulgar
a nova tabela de tarifas para pessoas físicas limitada
a 20 serviços. A norma já faz parte do pacote
determinado pelo Banco Central (BC) no final do ano passado.
A nova tabela padroniza os nomes de serviços iguais
realizados por bancos diferentes. A partir do dia 30 de abril,
as tarifas não poderão ser mais reajustadas
em um prazo de seis meses, e o número de serviços
gratuitos será ampliado.
A regulamentação visa acabar com a farra dos
banqueiros, que criavam tarifas a seu gosto e com o nome que
queriam, precisando apenas avisar ao BC com um mês de
antecedência. Há bancos com mais de 100 serviços
cobrados. |
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BB
perde ação trabalhista de quase R$ 400 milhões |
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O Banco do Brasil
corre o risco de perder cerca de R$ 14 bilhões em ações
na Justiça trabalhista. O primeiro passo para essa
catástrofe anunciada ocorreu no dia 25/03, com uma
decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que
condenou o banco a pagar cerca de R$ 400 milhões para
358 funcionários do BB do Amazonas.
Os funcionários entraram na Justiça em 1988,
pedindo que lhes fosse pago o Adicional de Caráter
Pessoal (ACP), que havia sido dado a funcionários do
Banco Central. O BB recusou, alegando que o ACP havia sido
uma compensação dada aos funcionários
do BC, por terem perdido direito às horas extras. Ainda
cabe recurso da decisão de ontem ao Supremo Tribunal
Federal (STF). Projeções feitas por advogados
do Banco do Brasil prevêem o pagamento de cerca de R$
1 milhão a cada um dos funcionários de Manaus.
A condenação é uma amostra do que as
ações temerárias tomadas pela direção
do banco podem acarretar ao seu patrimônio. Um exemplo
claro dessas atitudes irresponsáveis foi a reestruturação
realizada pelo banco em 2007, que custou mais de R$ 500 milhões.
Outros problemas são as terceirizações
irregulares e o fim do pagamento das substituições
de funções. Com essas decisões irresponsáveis
da atual administração o BB corre o risco de
acumular um passivo trabalhista enorme. |
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BNB
atrasa pagamento da PLR |
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Os funcionários
do BNB (Banco do Nordeste do Brasil) ainda aguardam o pagamento
da PLR (Participação de Lucros e Resultados),
que deveria ter sido efetuado até o dia 3 de março,
como acordado na Convenção Coletiva. Com lucro
de R$ 219,7 milhões ano passado, crescimento de 8,4%
em relação a 2006, o BNB tem todas as condições
de cumprir o acordo.
Apesar das sucessivas cobranças na mesa permanente,
o banco não confirmou a forma e nem a data de pagamento
do benefício. Insatisfeitos, os empregados, principais
responsáveis pelo ótimo desempenho, cobram da
diretoria do BNB o pagamento imediato.
Embora o Conselho de Administração do BNB já
tenha definido o valor, em assembléia-geral, no dia
17 de março, os funcionários, até agora,
não foram informados sobre a PLR. |
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