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Ano XIV Nº 251 1ª quinzena de Setembro 2008

Por que é importante sindicalizar?

Porque os sindicatos foram criados como instrumentos de luta pelos direitos sociais, com o desafio e a função de unificar os trabalhadores nas batalhas contra a exploração capitalista, pela redução da jornada, por melhores condições de saúde e de trabalho, por maiores salários, pelos direitos humanos, pela democracia, pela igualdade, pela paz, por justiça, por dignidade.
A união das diferentes categorias, contra a exploração capitalista que a todos aflige, no campo e nas cidades é fundamental para o êxito das lutas e conquista dos objetivos táticos e estratégicos do movimento sindical.
Os sindicatos não são empresas e seu objetivo principal não é o lucro, e sim a luta por igualdade e justiça econômica, política e social. A entidade sindical tem o dever de zelar pela transparência, ética, seriedade, competência e profissionalismo. Tem ainda o dever e a obrigação de se unificar e conclamar todos os trabalhadores a lutar unido contra as mazelas do capitalismo que explora, discrimina, escraviza e adoece o trabalhador.
Somente unidos ao Sindicato, os trabalhadores conseguem uma representação legal para defender seus direitos e intermediar conflitos entre patrões e empregados. E é através da filiação e da participação efetiva aos sindicatos, que a categoria terá muita força para direcionar as lutas e os reflexos positivos nas campanhas salariais.
É por esta razão, que o Sindicato dos Bancários de Ilhéus, faz um apelo aos companheiros que ainda não se sindicalizaram a nos ajudar nesta luta incansável por melhores salários, por isonomia, por melhores condições de trabalho, pela redução da jornada, pelo fim do assédio moral e sexual, das metas abusivas e pelo respeito aos direitos dos trabalhadores conquistados ao longo de nossa história.
Faça já, sua inscrição através do telefone: (73) 3634-7322, pelo site: seebilheus.org.br ou através do diretor de área. Estamos em plena Campanha Nacional de Salários e sua participação é fundamental rumo ao nosso fortalecimento na defesa de nossos direitos.

   
Agenda de eventos da semana dos bancários

Os bancos Santander e Real estão avançando em seu processo de integração sem o necessário debate com os trabalhadores, contrariando o discurso do presidente do grupo, Fábio Barbosa. Uma prova disso é a política de vale-transporte do Real, que está sendo alterada sem negociação prévia aos representantes dos trabalhadores.
A nova política utiliza os mesmos moldes da utilizada pelo Santander. "Essa atitude descumpre o que nos foi dito pelo Fábio Barbosa, que qualquer mudança seria debatida com o movimento sindical", acusa Marcelo Gonçalves, coordenador da Comissão de Organização dos Empregados do Real.
O novo formato de concessão dos vales considera não o trajeto que possibilite ao bancário chegar no menor tempo possível em seu local de trabalho, mas o que utilizar menos conduções, visando diminuir os custos do banco às custas da qualidade de vida do trabalhador.

Notícias Rápidas
 

Segurança no auto-atendimento

O Sindicato dos Bancários de Ilhéus pede providências aos bancos referente ao abastecimento das máquinas de auto-atendimento. Hoje o funcionário precisa se expor a frente das máquinas a cada serviço o que, além de acarretar risco, dificulta o serviço.
Os bancos precisam buscar uma alternativa para garantir agilidade e segurança no trabalho adaptando ou instalando máquinas nas quais todo o serviço de abastecimento e manutenção sejam feitas exclusivamente na parte de trás do aparelho.

 

BB e CEF

A diretoria do Banco do Brasil segue oferecendo seguidas demonstrações de seu descaso para com os funcionários do banco e seus representantes. A mais recente prova está nos resultados das primeiras negociações entre os dois maiores bancos públicos federais, BB e Caixa Econômica Federal.
A Caixa aceitou proposta dos trabalhadores para o estabelecimento de um calendário de negociações, com encontros agendados que tiveram inicio no dia 12/09. Também foi acertada a prorrogação do Acordo 2007/2008 até 30 de setembro, com previsão de uma nova prorrogação caso seja necessário. Além disso, os bancários apresentaram uma síntese das principais reivindicações para este ano
Enquanto isso, no Banco do Brasil, a reunião limitou-se a um encontro de menos de uma hora, no qual só foi realizada a renovação do Acordo assinado no ano passado. A proposta de calendário, levada pelos trabalhadores, não foi sequer apreciada. Nem a data da próxima reunião ficou acertada, dependendo da disponibilidade do banco.
Outro ponto que diferencia as orientações dos dois bancos foi a bem sucedida discussão sobre o Plano de Cargos e Salários (PCS) realizada na Caixa nos últimos meses. Vindo de uma discussão antiga, o tema retornou com força à pauta na Campanha Nacional dos Bancários do ano passado, resultando em acordos e negociações que culminaram numa proposta que atendeu a maioria das reivindicações e por isso representa um grande avanço para os empregados do banco.
No Banco do Brasil, entretanto, a direção prefere já há seis anos empurrar a questão com a barriga. Um grupo de trabalho chegou a ser criado em 2003, para discutir a criação de um Plano de Carreira e mudança no Plano de Cargos e Salários, alterado pelo banco em 1997 sem negociação com os trabalhadores. No entanto, o GT foi extinto, suas discussões engavetadas e, segundo declarações da diretoria do BB, o assunto está encerrado: o banco não pretende discutir um PCCS com os trabalhadores.

 

 

Vigilantes BB

Após a denúncia feita pela CTB e a divulgação na Folha Sindical, o Ministério do Trabalho fiscalizou e a empresa COBRATEC, responsável pela segurança no Banco do Brasil, foi obrigada a assinar a carteira de trabalho de seus funcionários.
O sindicato continuará atento para todos os problemas que atinjam os trabalhadores das agências bancárias.

Proposta dos banqueiros sai
na 4ª negociação

Proposta de combate ao assédio moral nos bancos, reabilitação profissional para trabalhadores vítimas de doenças ocupacionais e criação de procedimentos no pós-assalto foram os temas discutidos, no dia 9 de setembro, na quarta rodada de negociações entre bancários e a federação dos bancos (Fenaban).
Assédio moral – Foi fechado texto de cláusula que prevê o estabelecimento de uma política de prevenção e combate ao assédio moral nas instituições financeiras. O documento prevê a apuração de denúncias de assédio moral no prazo de 60 dias. As denúncias podem ser recebidas tanto no sindicato quanto nos bancos. Os negociadores da Fenaban irão encaminhar o texto à apreciação dos bancos e dos trabalhadores para que possa ser incorporado à Convenção Coletiva da Categoria (CCT). O texto ainda permanece com uma pendência, sobre o sigilo dos envolvidos.
Reabilitação profissional – Os bancários que voltam ao banco depois de alta médica muitas vezes encontram condições inadequadas de trabalho que podem levá-lo novamente ao adoecimento. Para preparar o retorno deste trabalhador, foram apresentadas propostas de bancários e banqueiros sobre critérios de reabilitação profissional para aqueles que tiveram alta médica e para os trabalhadores da ativa que já passaram por afastamento. A discussão será retomada.
Segurança Bancária – Os banqueiros voltaram atrás e admitiram restabelecer a comissão permanente de segurança bancária. A Fenaban também ficou de estudar a emissão do Comunicado Acidente de Trabalho (CAT) aos bancários que presenciaram assalto na agência e o acompanhamento do bancário por um representante do banco na delegacia em caso de elaboração de B.O.
Os bancários defenderam na negociação que em caso de pós-assalto, as agências só abram em condições adequadas de trabalho.
As negociações continuam na próxima rodada, à partir de 16/09.

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